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Pedro Páramo

de Juan Rulfo
Livro eBook
Editor: Cavalo de Ferro, junho de 2017 ‧
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Em 2017 celebra-se em todo o mundo o centenário do nascimento de Juan Rulfo.

«Álvaro Mutis subiu, a passos largos, os sete pisos da minha casa com um pacote de livros, separou do monte o mais pequeno e curto e disse-me, morto de riso:
— Leia isto, carago, para que aprenda!
Era Pedro Páramo.
Nessa noite não consegui adormecer enquanto não terminei a segunda leitura. Nunca, desde a noite tremenda em que li A Metamorfose, de Kafka, numa lúgubre pensão para estudantes em Bogotá — quase dez anos antes —, eu sofrera semelhante comoção (…).
Não são muito mais de 300 páginas, mas são quase tantas, e creio que tão perduráveis, como aquelas que conhecemos de Sófocles.»
Do texto introdutório de Gabriel García Márquez, Prémio Nobel de Literatura

A obra de Juan Rulfo influenciou de forma decisiva autores distinguidos com o Prémio Nobel de Literatura, como Gabriel García Márquez e Octávio Paz.

«Um dos livros mais influentes do século.»
Susan Sontag

«Pura criação, dessas que fazem perder o fôlego como se o ar ficasse envenenado.»
Hélia Correia

«Um monumento da história da literatura.»
António Manuel Venda, Magazine Artes

«Uma das melhores novelas das literaturas de língua hispânica e provavelmente da literatura universal.»
Jorge Luís Borges

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Wook se escreve no México – o país profundo

Com um olhar lúcido e sagaz, permeado por vezes por surrealismo, magia e misticismo, os escritores mexicanos extraem a luz que subsiste na mais negra obscuridão, alimentando uma tradição literária arrebatadora.
Após termos percorrido as criações das novas vozes literárias, nesta segunda parte olhamos para os escritores do Méxido profundo, com lugar cimeiro nas letras do país.

Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontece de julho de 2024. Juan Rulfo (1917-1986) Fotógrafo, argumentista, contista e romancista, Juan Rulfo deixou uma obra fundadora de uma nova forma de literatura latino-americana que influenciou decisivamente autores como Gabriel García Marquéz ou Mario Vargas Llosa. Duas obras foram suficientes para o consagrar. Pedro Páramo,constitui um ponto de viragem na literatura e no realismo mágico. A narrativa acompanha Juan Preciado na sua viagem a Comala, a pedido da sua recém-falecida mãe, para conhecer o seu pai, Pedro Páramo. Quando um desconhecido lhe diz ser seu irmão, revelando-lhe que todos os habitantes de Comala têm o apelido de Páramo, o leitor vê-se num limbo entre o real e o sobrenatural, ensombrado pela dureza e pela opressão da vida no México campestre. Personagens profundas, dos camponeses que lutam pela subsistência aos caciques brutais e aos revolucionários sanguinários, coexistem num cenário árido e pobre, carregado de solidão, violência e morte. No seu outro livro marcante, o volume de contos A Planície em Chamas, Rulfo volta a expor a brutalidade e a resiliência no desolado México rural, com uma visão sincera e comovente da Humanidade nas suas formas mais cruas. COMPRO NA WOOK! » Carlos Fuentes (1928-2012) Fuentes foi um dos principais expoentes do chamado boom literário das décadas de 60 e 70, juntamente com Márques e Llosa, com os quais formou o “triângulo de ouro” da literatura latino-americana e nos trouxe o realismo mágico. Deixou uma vasta obra com romances, contos, teatro e ensaio, e foi muito acarinhado pelo seu país, que criou um prémio literário com o seu nome. A Boneca Rainha, de Contos Sobrenaturais, explora a fragilidade da memória e o poder do desejo não realizado de Carlos, ao reencontrar-se com Cecilia – mulher que idealizava e que é caracterizada através de elementos sobrenaturais, e que o protagonista transforma numa figura quase mítica. Além de escritor, Fuentes é recordado como um grande difusor da literatura e da cultura da América do Sul, enquanto diplomata e jornalista, sempre com um olhar crítico sobre o mundo. COMPRO NA WOOK! » Octavio Paz (1918-1986) Galardoado com o Prémio Nobel de Literatura em 1990 pela sua poesia – para ele, «a religião secreta da era moderna» –, Octavio Paz é uma figura basilar na literatura mexicana e latino-americana. Além de poeta, escreveu ensaios notáveis como O Labirinto da Solidão, uma profunda meditação sobre a identidade mexicana e como esta é moldada pela História, política e cultura. Em Vislumbres da Índia, escrito quando Paz era embaixador do México naquele país, nos anos 60, enaltece a força que a cultura e a sociedade indianas retiram da sua capacidade de assimilar e transformar as influências estrangeiras ao longo dos séculos, mantendo a sua identidade única. Com uma escrita de grande beleza lírica e rigor intelectual, a obra de Paz é fulcral para entender o espírito mexicano, na dicotomia entre a tradição e a modernidade. COMPRO NA WOOK! » Laura Esquível (n. 1950) Num género bem diferente dos outros autores aqui listados, Laura Esquível é talvez a escritora mexicana mais famosa. Saltou para a ribalta graças à sua adaptação para livro de um argumento que escreveu para um filme que ficou por realizar por falta de fundos. Nascia assim Como Água Para Chocolate, romance belíssimo e sensorial que conta a história de Tita de la Garza, no México pré-revolução do despontar do século XX. Por ser a filha mais nova, a tradição ditava que tivesse de cuidar da mãe. Não se podendo casar com o charmoso Pedro, terá de suportar vê-lo casado com a sua irmã, embora este apenas aceite a situação para ficar perto Tita. A paixão entre ambos não esmorece, invadindo como uma torrente imparável aquele cenário vívido que mistura condimentos e sentimentos através da comida, com um desfecho surpreendente. A escrita de Esquível, perfumada de beleza poética que funde o mundano com o místico, tornou esta obra num sucesso mundial, que acabaria por ser adaptado ao cinema por Alfonso Arau, marido da escritora, com igual êxito. A saga continua com O Diário de Tita, que revela os secredos por detrás do primeiro enredo, e conclui-se com O Meu Negro Passado, último livro da trilogia. Agora, a protagonista é a sobrinha-neta de Tita, María. Destroçada pelo desabar do seu casamento, vai buscar forças ao diário da tia-avó, mulher livre e apaixonada, com quem se identifica e aprende a enfrentar as adversidades da vida. Ao longo do tempo e de três gerações, percorremos a alquimia dos sabores e a capacidade de o espírito humano se elevar. COMPRO NA WOOK! »

Pedro Páramo

de Juan Rulfo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896232337
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: junho de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 224 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 172
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896232337

Imperdível

Ana Lúcia Loureiro

É um daqueles livros cuja leitura devia ser obrigatória. Pela sua capacidade criativa, pela sua inter-relação com o presente, o futuro e o passado (que também é presente) e pela sua clareza em manter sempre um fio condutor nem sempre visível merece todos os superlativos da literatura que tem recebido.

Fenomenal

Luciana Ramos

Pedro Páramo é desde o início, um livro extremamente envolvente, principalmente pela premissa fascinante que apresenta. A alternância entre os vários personagens, todos eles muito bem construídos e com histórias próprias, foi uma das partes mais cativantes do livro. As suas caracterizações e as memórias das almas que povoam Comala mantiveram-me intrigada até a última página, sem saber o que viria a seguir.

Envolvente

Manas dos livros

Manas dos livros: leituras da Carla Juan Rulfo começa subtilmente a envolver-nos na história de um filho em busca do seu pai, que não conhece, e damos por nós envolvidos numa história em que por vezes não percebemos se nos está a ser contada a partir do reino dos vivos ou do reino dos mortos. Os saltos temporais vão-nos permitindo ir descortinando a história e personalidade de Pedro Páramo, pai de vários filhos cujas mães pouca ou nenhuma importância tiveram para si. Uma história cativante e escrita de forma simples, mas ao mesmo tempo muito elaborada.

Pedro Páramo, uma história de vidas

Cláudia Santos

Uma história cheia de tradições, de vida depois da morte e do convívio da morte com a vida. Juan Rulfo tem vindo a tornar-se um hábito nas minhas leituras. De um poder imenso com as palavras.

Fantástica!!!

Sofia Sousa

Comecei a leitura deste livro com as expectativas altas, mas mesmo assim conseguiu superar tudo o que eu poderia ter imaginado de um livro com poucas páginas! É um livro mágico que mistura a vida e os mortos, o romance, o poder imperial e a vida difícil do interior do México. De leitura obrigatória...

Um grande romance!

VF

Comprei este livro por recomendação. É de facto um grande romance! Pena que Juan Rulfo tenha escrito tão pouco.

Muito bom

Filipa

É impossível relatar o que quer que seja sobre este livro sem ser "spoiler". Assim, tudo o que se pode dizer é que se trata de um livro que tem o poder de nos envolver num halo de magia, mistério e beleza, onde não existe fronteira entre os vivos e os mortos. Uma obra fascinante, apesar da estranheza do que Juan Rulfo escreve.

deliciosamente simples

PAULO JORGE

Enredo do livro muito simples, leitura fácil em poucas páginas, uma viagem á cultura mexicana, um livro com várias histórias, com um conteúdo imensurável.

SOBRE O AUTOR

Juan Rulfo

Juan Rulfo (México, 1917-1986) é talvez o autor sul-americano mais comentado, elogiado e imitado do século XX.
Toda a sua obra literária conhecida, que reunida pouco ultrapassa as 300 páginas, é considerada como fundadora, origem de uma nova forma de literatura, que deu lugar a escritores como Gabriel García Márquez, um dos seus mais famosos e reconhecidos devedores.
De Pablo Neruda a Carlos Fuentes, de Octávio Paz a Jorge Luis Borges e Juan Carlos Onetti, abundam os testemunhos de admiração dos seus pares e o assombro e desconcerto da crítica.
Em contraste com este enorme rumor a rodear a escassa obra de Rulfo, está o silêncio em que desapareceu o escritor desde a publicação, em 1955, de Pedro Páramo e até à sua morte, em janeiro de 1986. Silêncio este apenas interrompido pela revelação esporádica, por parte de jornalistas, da iminente "saída" de uma nova novela, La cordillera, que acabou por se tornar mítica.
As tentativas de explicar esta prematura interrupção da escrita de um dos mais marcantes escritores contemporâneos no auge da sua fama contribuiu para aprofundar a «lenda Rulfo», não faltando comparações com a de Rimbaud.
Em finais de 1958 escreveu a sua segunda novela, O Galo de Ouro concebida originalmente para servir como argumento para cinema e publicada em livro em 1980.
Vencedor do Prémio Nacional de Literatura, em 1970 Juan Rulfo é hoje um nome cimeiro da Literatura Mundial, estando a sua obra traduzida em mais de cinquenta línguas.

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