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Para Onde Vão os Guarda-Chuvas

Edição de bolso

de Afonso Cruz
Editor: Companhia das Letras, abril de 2021 ‧
14,35€
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O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos ter sido o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso.

Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca.

Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.

«O ponto mais alto da capacidade narrativa e de efabulação de Afonso Cruz. É fácil cair em jargões para o classificar. O que poderia não passar de um exercício de demonstração de sabedoria é um livro cheio de humanidade, muitas vezes brutal, e de um apurado sentido estético. Magnético.»
Isabel Lucas, Público

«Uma admirável coerência literária. No centro das múltiplas histórias está a noção de perda. Da pior das perdas. A perda de um filho.»
Carlos Vaz Marques, TSF

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Que autores portugueses se lê no Brasil?

Conhecemos bem os artistas brasileiros que fazem sucesso por cá. Das telenovelas baseadas em livros de Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles, Érico Veríssimo ou Nélson Rodrigues, aos músicos escritores, como Chico Buarque ou Caetano Veloso, passando pelas novas vozes da ficção brasileira, como Itamar Vieira Júnior, Jeferson Tenório, Aline Bei, Mariana Salomão Carrara ou Raphael Montes e terminando em escritores brasileiros que até vivem por cá, como Rafael Gallo ou Tatiana Salem Levy, a literatura brasileira, felizmente, salta à vista nas prateleiras das livrarias portuguesas.
Mas será que o inverso também acontece? Serão os nossos irmãos tropicais recetivos à literatura portuguesa contemporânea? Aproveitando uma recente viagem ao Brasil, fizemos essa pergunta a vários amigos de lá. Alguns, escritores, já contávamos que nos respondessem que sim, mas outros, menos chegados às letras, surpreenderam com os nomes que conheciam. Embora o fluxo artístico, como aliás há muito acontece, não se dê no mesmo volume entre cá e lá, a verdade é que também não é tão desigual quanto se crê. Nas livrarias brasileiras (e que livrarias!) a estante dos tugas não se limita a Pessoa e Saramago.
VALTER HUGO MÃE Valter Hugo Mãe é o escritor que mais nos referiram quando falámos de literatura portuguesa. O Filho de Mil Homens, A Desumanização, As Doenças do Brasil… até aos livros ilustrados e a Contra Mim, de perfil autobiográfico, são alguns dos muitos títulos mencionados. O autor vai ao Brasil com frequência e enche salas com leitores que conhecem bem a sua obra. Nas livrarias, os seus romances estão em destaque, muitas vezes próximos de grandes autores nacionais. Sendo um dos grandes preferidos também cá em casa, ficámos muito felizes com este reconhecimento. Valter Hugo Mãe tem aquele dom de tornar as narrativas expansíveis a vários momentos e espaços, fá-lo com grande mestria e talvez por isso seja tão querido naquele país. COMPRO NA WOOK! » AFONSO CRUZ Afonso Cruz é outro dos grandes destaques portugueses nas livrarias brasileiras. Muitos nos referiram o final de Para Onde Vão os Guarda-Chuvas como um dos momentos mais tensos e brilhantes que viveram ao ler um livro. Afinal, como bons sentimentais que somos, portugueses e brasileiros só se poderiam emocionar em conjunto com aquela história. Mas também Vamos Comprar Um Poeta faz o seu caminho pela Tropicália, bem como Nem todas as baleias voam e O Vício dos Livros, uma novidade que víamos várias vezes por lá. COMPRO NA WOOK! » JOSÉ LUÍS PEIXOTO Também José Luís Peixoto tem um cantinho no coração dos brasileiros. Um dos nossos autores preferidos, por isso estávamos sempre de olho a ver se o víamos surgir numa estante ou numa conversa. E a verdade é que sim, o autor de Morreste-me é muito lido e reconhecido no Brasil, país onde vai várias vezes nas suas viagens pelo mundo. Quem já esteve com ele em alguma feira literária ou apresentação, fala-nos sempre de uma pessoa amável, que escuta e que está sempre disposto a conversar sobre livros. Confirmamos! Que bom ver tantas das suas obras por lá publicadas, nomeadamente Almoço de Domingo e Galveias. COMPRO NA WOOK! » DULCE MARIA CARDOSO Dulce Maria Cardoso e o seu O Retorno habita em muitas livrarias, bem como a Ecologia de Joana Bértholo. O Verão Selvagem dos Teus Olhos, de Ana Teresa Pereira e Baiôa Sem Data para Morrer, de Rui Couceiro, ambos livros que muito nos agradam, também por lá andavam. COMPRO NA WOOK! » Gonçalo M. Tavares Finalmente (ou talvez devêssemos ter referido em primeiro lugar), Gonçalo M. Tavares mora num lugar especial do coração dos brasileiros. Com vários livros publicados no país, não é de estranhar que um dos autores portugueses mais publicados no estrangeiro faça o seu caminho também no país com mais falantes de língua portuguesa no mundo. E foi mesmo um livro de Gonçalo M. Tavares que sugerimos a quem nos pediu uma recomendação de letras lusas: Aprender a Rezar na Era da Técnica, uma das melhores leituras dos últimos anos. COMPRO NA WOOK! »

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas

Edição de bolso

de Afonso Cruz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897842122
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: abril de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 209 x 35 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 672
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897842122

Maravilhoso!

Liliana

Que escrita maravilhosa. Este livro é um misto de emoções e mexe com tanto dentro de nós que até arrepia. Ainda não sei muito bem como reagir a este final. Mas posso assegurar que este livro acaba de entrar para o top dos meus preferidos. Recomendo! Leiam!

Magnificamente Belo!!!

Florbela Melhorado

Afonso Cruz é um autor genial, e neste livro, é como o seu personagem, Badini, dervixe e poeta com as mãos, todas as 588 páginas este livro são intensamente belas como um longo (e curto, porque queremos sempre mais das suas palavras) poema sobre a vida e a alma nas suas várias cores. Afonso Cruz consegue ser como o "advogado do Diabo”, o que é brilhante, e defender duas teses opostas com o mesmo brilhantismo e humanismo.

SOBRE O AUTOR

Afonso Cruz

Afonso Cruz é escritor e artista multidisciplinar (ilustração, fotografia e música), e, nos tempos livres, ainda faz cerveja. Trabalhou como cineasta durante mais de uma década.
Tem publicados mais de 40 livros, traduzidos em mais de 20 línguas e nos mais variados géneros literários, desde conto, romance, poesia, ensaio, teatro, foto-texto, literatura de viagens e literatura para a infância. Em menos de 20 anos de carreira literária, já foi distinguido com importantes prémios nacionais e internacionais, entre os quais se destacam: o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio Fernando Namora, o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, o Prémio SPA para Melhor Livro Infantil (2011) e o Prémio SPA para Melhor Livro de Ficção Narrativa (2019), o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, o Prémio da União Europeia para a Literatura, o Prémio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil e o Prémio Ibérico Álvaro Magalhães.
Assina, desde 2013, uma crónica mensal no Jornal de Letras, Artes e Ideias, sob o título «Paralaxe», e tem uma coluna de opinião no Sapo.

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