Outono Transfigurado

de Georg Trakl
Editor: Assírio & Alvim, abril de 1992 ‧
Numa magnífica tradução de João Barrento, um conjunto de poemas deste poeta "apocalíptico", nascido em Salzburgo em 1887, e que viria a morrer em Cracóvia, vítima de sobredose de cocaína em 1914. Maldito, como Rimbaud, era "como um estrangeiro na sua terra", e a poesia surge como um canto de beleza, narrando o seu desespero, que o amor incestuoso pela irmã e o abuso de drogas acentua e desespera.

«Se fosse necessário encontrar um antepassado austríaco da angústia, da melancolia e do pessimismo existencial de obras como as de Thomas Bernhard ou Peter Handke, o nome do poeta Georg Trakl (1887-1914) talvez constituísse uma sugestão adequada. (...) Tratando-se de uma voz essencialmente lírica e atenta às vibrações que o mundo provoca na sua extrema sensibilidade, é sobretudo notável o modo algo diferido de transmitir essa emocionalidade - como se a sua alma apenas quisesse " cantar baixinho" (p. 93) e se fosse criando uma distância de si a si mesmo, um fosso entre as palavras e as "meditações crepusculares do solitário"(p. 97) condenando-as à promessa de um silêncio redentor.» Fernando Pinto do Amaral, Público, "Leituras"

Outono Transfigurado

de Georg Trakl

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0297-2
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: abril de 1992
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 205 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 114
Tipo de produto: Livro
Coleção: Documenta Poetica
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723702972
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Georg Trakl

Georg Trakl (Salzburgo, 1887) é unanimemente considerado um dos mais importantes poetas de língua alemã. Começou a escrever poesia aos 13 anos, em resposta, ao que parece, ao contexto familiar, com um pai ausente e a mãe dependente de drogas, com a educação, dele e da irmã, entregue a governanta francesa, que lhe abriu cedo as portas de uma tradição poética marcante. Logo após o liceu, trabalhou uns anos como farmacêutico, delineando o seu futuro, pois, em 1908, foi mesmo estudar farmácia em Viena, integrando na sua extraordinária vida cultural, onde pontuavam figuras como Ludwig Wittgenstein, que o leu e apoiou. E franqueando o acesso às drogas que, desde cedo, se tornam eixo na sua vida. A participação na Primeira Guerra Mundial, na qualidade de oficial médico, agravou o seu estado depressivo, quase sempre ligado a uma relação incestuosa com a irmã, de algum modo presente em alguns poemas. Morreu 3 de novembro de 1914, em Cracóvia, de overdose de cocaína, com apenas 27 anos.

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