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O Sumiço da Santa

Uma história de feitiçaria

Livro 1

de Jorge Amado
Editor: Publicações Europa-América, abril de 1989 ‧
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«Esta é a pequena história de Adalgisa e Manela e de alguns outros descendentes dos amores do espanhol Francisco Romero Perez Y Perez com Andresa da Anunciação, a formosa Andresa de Yansã, mulata escura. Nela se narram, para que sirvam de exemplo a advertência, acontecimentos sem dúvida inesperados e curiosos decorridos na cidade da Bahia - noutro lugar não poderiam ter acontecido. A importância da data é relativa, mas vale saber que tudo passou num tempo curto de 48 horas, longo de vidas vividas, ao término dos anos 60 ou no começo doas anos 70, por aí assim. Não se buscou explicação, uma história se narra, não se explica.»

O Sumiço da Santa

Uma história de feitiçaria

de Jorge Amado

Propriedade Descrição
ISBN: 9789721027008
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: abril de 1989
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 212 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 324
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Jorge Amado
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 5601072260238
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Jorge Amado

Jorge Amado nasceu em Pirangi, Baía, em 1912 e faleceu a 6 de agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Em 1935 já se tinha estreado como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). Politicamente de esquerda, foi obrigado a emigrar, passando por Buenos Aires, onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942), biografia de Carlos Prestes, depois pela França, pela União Soviética... regressando entretanto ao Brasil depois de ter estado na Ásia e no Médio Oriente. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de "Prémio Internacional da Paz". Os problemas sociais orientam a sua obra, mas o seu talento de escritor afirma-se numa linguagem rica de elementos populares e folclóricos e de grande conteúdo humano, o que vai superar a vertente política. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Mas é com Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966) em que o romancista põe de parte a faceta politizante inicial e se volta para temas como a infância, a música, o misticismo popular, a turbulência popular e a vagabundagem, numa linguagem de sabor poético, humorista, renovada com recursos da tradição clássica ligados aos processos da novela picaresca. O seu sentimento humano e o amor à terra natal inspiram textos onde é evidente a beleza da paisagem, a tradição cultural e popular, os problemas humanos e sociais - uma infância abandonada e culpada de delitos, o cais com as suas misérias, a vida difícil do negro da cidade, a seca, o cangaço, o trabalhador explorado da cidade e do campo, o "coronelismo" feudal latifundiário perpassam significativamente na obra deste romancista dos maiores do Brasil e dos mais conhecidos no mundo. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, "apenas um baiano romântico, contador de histórias". "Definição justa, pois resume o carácter do romancista voltado para exemplos de atitudes vitais: românticas e sensuais... a que, uma vez por outra, empresta matizes políticos...", como diz Alfredo Bosi em História Concisa da Literatura Brasileira. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.

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