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O Protocolo Caos

de José Rodrigues dos Santos
Livro eBook
Editor: Planeta, outubro de 2024 ‧
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Um homem encapuzado sai do carro e abre fogo contra a multidão. Morrem dezenas de pessoas, incluindo bebés. Depois do massacre, tira a máscara e revela a sua identidade: Tomás Noronha.

Um polícia na Rússia é alertado para atividades suspeitas na cave de um prédio. O que descobre irá mudar a história do país.

Uma família americana desfaz-se sem que perceba porquê. A tragédia arrasta-a para uma conspiração que vai dilacerar os Estados Unidos.

Uma médica brasileira é perseguida por tentar salvar vidas. Para a ajudar, Maria Flor tem de enfrentar a turba.

Um birmanês tem na sua posse um documento comprometedor. Se quiser chegar a ele, Tomás Noronha precisa de mergulhar no inferno.
A ligar todos estes episódios está uma mensagem enigmática.

Inspirado em factos reais, O Protocolo Caos transporta-nos ao coração da atualidade mais escaldante e mostra-nos como a Rússia e os seus cavalos de Troia no Ocidente usam as redes sociais para destruir o nosso mundo.

"O romance A Mulher do Dragão Vermelho interpõe a ficção e a atualidade, pintando um quadro que reflete a face oculta da China. Das ambições do Partido Comunista Chinês à perseguição da minoria uigure, passando pelas tecnologias de vigilância, acompanhamos o historiador Tomás de Noronha numa nova e perigosa aventura.
O Segredo de Espinosa é uma fascinante viagem ao passado, que narra a história de Bento de Espinosa, considerado o maior filósofo português de sempre. Bento era um prodígio na comunidade portuguesa de Amsterdão, mas um episódio marcante lança-o numa jornada de questionação sobre credos religiosos. Pelo comportamento herético, o jovem judeu é excomungado e votado a uma vida de perseguição. Esta é uma aventura verdadeiramente épica, em torno de um segredo.
No seu mais recente romance, O Protocolo Caos, o autor recupera Tomás de Noronha, que parece ligado a um trágico atentado que gerou dezenas de vítimas. Uma série de episódios dramáticos, que atravessam o globo, estão ligados por uma mensagem críptica. Um novo enredo escaldante, entre a ficção e a atualidade, mostra como a Rússia e os seus cavalos de troia empregam as redes sociais para ameaçar a ordem global."

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O Protocolo Caos, o thriller que desenreda as teias do poder russo

«Um homem encapuzado sai do carro e abre fogo contra a multidão. Morrem dezenas de pessoas, incluindo bebés. Depois do massacre, tira a máscara e revela a sua identidade: Tomás Noronha.»
Assim nos é apresentado o novo e muito aguardado romance de José Rodrigues dos Santos, o escritor bestseller cuja escrita ecoa em cada vez mais leitores fiéis.
Inspirado em factos reais, O Protocolo Caos, destaque da semana WOOK/RFM, transporta-nos ao coração da atualidade e mostra-nos como a Rússia e os seus cavalos de Troia no Ocidente usam as redes sociais para destruir o nosso mundo. Um thriller que junta a cuidada investigação do seu autor, que faz a ponte do jornalismo para a ficção com um estilo único e muito elogiado.
As duas facetas de José Rodrigues dos Santos complementam-se: na ficção literária, encontra um espaço mais pessoal e livre para exprimir a verdade de uma maneira mais poderosa, desconstruindo mitos, dogmas e tabus. Defende que é esse o verdadeiro papel de um escritor. Nos seus romances bestsellers, a atualidade entretece-se no enredo, quase sempre protagonizado pelo temerário professor de História, Tomás de Noronha. Conheça melhor o autor nesta entrevista que nos concedeu, na altura do lançamento de A Mulher do Dragão Vermelho.
Se não resiste a espreitar esta nova aventura protagonizada por Tomás Noronha, pode ler já, abaixo, um excerto de O Protocolo Caos.
O livro, encontra-o sempre na WOOK.

    «A imagem formou-se no ecrã, mostrando um homem de capuz, óculos escuros a taparem-lhe os olhos e um lenço a cobrir-lhe as feições do rosto. A referência do link no topo da imagem indicava o sinal da aplicação Facebook Live, confirmando que se tratava de um livestream. O encapuzado abriu a porta de um automóvel estacionado no passeio e instalou-se no lugar do condutor; transmitia-se a si próprio em direto a partir do que parecia ser um smartphone.
    O desconhecido encarou a câmara e respirou fundo, fitando os espectadores que assistiam a tudo através do Facebook Live. Nos bancos traseiros amontoavam-se armas semiautomáticas e caixas de munições.
    “A festa vai começar.”
    A imagem tornou-se turbulenta, sacudindo-se de um lado para o outro; ora mostrava o assento, ora o teto, ora o tabliê. Por fim estabili zou ao alto, deixando ver o volante, o painel de bordo e a paisagem revelada pelo vidro dianteiro, incluindo a rua, as casas e as árvores nos passeios. Claramente o smartphone acabara de ser fixado no topo do capuz do homem.
    O carro arrancou, começando a movimentar-se pela rua. Uma canção numa língua eslava irrompeu no interior, sem dúvida proveniente do sistema de som da viatura.

    Od Bihaca do Petrovca sela, do Petrovca sela
    Srpska zemlja napadnuta cela, napadnuta cela

    Karadžicu vodi Srbe svoje, vodi Srbe svoje
    Nek se vidi, nikog se ne boje, nikog se ne boje

    O percurso durou apenas alguns minutos, sempre ao ritmo da mesma canção.

    Joj da vide hrvatske Ustaše, hrvatske Ustaše
    Ne dirajte vi ognjište naše, vi ognjište naše

    A certa altura apareceu no passeio um longo muro branco, escure cido pela humidade e rasgado a meio por um portão que dava acesso a um enorme edifício. A cúpula dourada e o minarete, juntamente com os grupos de pessoas de aspeto paquistanês, afegão, malaio ou de outras regiões da Ásia que para o edifício convergiam, tornavam claro que se tratava de uma mesquita.
    O automóvel estacionou na berma, a canção calou-se e o motor também. O relógio digital no tabliê assinalava as 13h40. A imagem rodou, viu-se a rua e a seguir os bancos traseiros com as armas e as munições, os braços estendidos do homem a remexerem o material bélico; o condutor tinha-se apeado e pelos vistos selecionava as armas. Escolheu uma caçadeira de canos serrados, a expressão kebab remover esculpida na coronha, e carregou-a com balas. A seguir pegou numa espingarda semiautomática AR-15 e pendurou-a a tiracolo. Depois armou a caçadeira. Tudo com muita calma.
    Já devidamente equipado, fechou a porta do carro e começou a cami nhar. Junto ao portão estavam quatro jovens asiáticos à conversa, três de jeans e um de kaftan branco. Os jovens olharam-no com uma certa surpresa; não era evidentemente normal um desconhecido de capuz e smartphone fixado sobre a cabeça entrar no recinto da mesquita com uma caçadeira de canos serrados nas mãos e uma AR-15 pendurada ao ombro.
    Um dos jovens, o de kaftan, ergueu a mão hesitante.
    “Olá, irmão.”
O recém-chegado apontou-lhe a caçadeira e disparou. Ato contínuo, e quase como se estivesse num jogo de vídeo, virou a arma para os restantes, todos paralisados de surpresa, e disparou sucessivamente até ficarem os quatro estendidos no chão, a terra molhada de sangue. Eclodiram gritos e a imagem mostrou alguns homens, mulheres e crianças a correrem desvairados em várias direções, em busca de abrigo. Apontou ao acaso para eles, sem discriminar mulheres e crianças, e voltou a abrir fogo. Derrubou assim várias pessoas até as balas se esgotarem.
    Atuando sempre de forma calma e metódica, o intruso encaminhou- -se então para a mesquita, ao mesmo tempo que ia recarregando a caça deira com munições. Múltiplos sapatos amontoavam-se à porta. Entrou no edifício e deparou-se com dezenas e dezenas de fiéis, provavelmente até centenas de pessoas, a maior parte sentada no grande tapete azul- -turquesa a meio das suas orações, os mais próximos da porta com uma expressão inquisitiva nos olhares; pelos vistos não tinham ainda percebido o que se estava realmente a passar.
    Não perdeu tempo. Apontou para o homem mais próximo e dispa rou. Voltou a caçadeira para um segundo homem e disparou. Depois para um terceiro e disparou. Desencadeou-se um verdadeiro pande mónio no interior da mesquita. A multidão abriu alas, tentando esca pulir-se por qualquer passagem ou abrigo por onde se pudesse esgueirar como água a deslizar pelas escapatórias, mas o intruso não parava de disparar e os crentes que não conseguiam fugir tombavam em sucessão. Dir-se-ia mesmo um videojogo.»

Excerto do Prólogo de O Procolo Caos, de José Rodrigues dos Santos, pp. 13-15.

O Protocolo Caos

de José Rodrigues dos Santos

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897779336
Editor: Planeta
Data de Lançamento: outubro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 235 x 39 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 624
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897779336

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Fernando Alves

Um bom enredo, um tema atual. Contudo era um livro que se tivesse metade das paginas ficava ainda melhor, tem muita informação repetida

O caos na era da desinformação

Paula Mourato

Leio sempre todos os livros de José Rodrigues dos Santos. Fico até a ansiar por Outubro para poder ler algo interessante. O tema não podia ser mais atual. E o autor é um bom jornalista que sente que deve comunicar ao mundo, através dos seus leitores, aquilo que mais nos afeta. Embora já soubesse algumas coisas que são descritas no livro vejo-as agora com mais profundidade. Que se desengane quem achar que é ficção. Devemos estar atentos às manipulações digitais de quem quer semear o caos.

O Protocolo Caos

Tiago

A capacidade de José Rodrigues dos Santos em pegar um tema como a inteligência artificial — tão denso e por vezes assustador — e transformá-lo em algo compreensível e intrigante é notável. Ele tem um jeito quase "professoral", mas que combina bem com o estilo do thriller. Os dilemas éticos e existenciais levantados no livro, especialmente sobre o impacto da IA na sociedade e no futuro da humanidade, ressoam muito com as preocupações atuais, o que faz o livro parecer relevante e provocador. Admiro a dedicação do autor em pesquisar profundamente antes de escrever. O enredo fez-me questionar até que ponto estamos preparados para lidar com o avanço tecnológico. A narrativa também prende, principalmente nas cenas de ação e nas revelações inesperadas que surgem ao longo da trama. Recomendo "Protocolo Caos" para quem gosta de thrillers que te fazem pensar e te deixam com aquela sensação de "e se isso acontecer amanhã?". É uma leitura instigante e informativa, mas pode exigir paciência em alguns trechos mais densos. Se você gosta de temas contemporâneos misturados com mistério e ciência, o livro vale muito a pena! Por outro lado, se prefere histórias puramente voltadas para a ação, sem muitas explicações, talvez não seja o ideal.

Suspense em grande

Pcccruz

Jose Rodrigues dos Santos, a manter o seu registo na escrita de suspense. Mais um excelente livro. Recomendo!

Livro muito actual, para quem ouse "ver para além do visível".

Paula Santos

É o primeiro livro que leio do JRS e que bela surpresa! O livro está muito bem escrito, é super actual, desconcertante também por isso, deve ser lido com muita atenção pois, para além de nos fazer pensar bastante, mostra-nos que tudo o que nos é apresentado representa a realidade dos nossos dias, tudo o que vimos, ouvimos, lemos, para além de ser assustador, é real. Fez-me pensar ainda mais nestes temas tão actuais e relevantes, dada a sua complexidade mas também porque são altamente preocupantes e, a seu tempo, conheceremos o impacto que terão na vida de cada um de nós, no País e no Mundo. É uma excelente oferta de Natal!

O Protocolo Caos

Rui Pinto

À boa maneira de JRS, este romance é mais um excelente trabalho do autor. Baseado na tecnologia, explorando com mestria esse fenómeno, que são as redes sociais, consegue mostrar ao leitor um retrato fiel da nossa sociedade atual. Considero também, que este livro merece um enorme elogio pela coragem do autor ao abordar vários temas sem receios.

JRS nunca desilude

Leila Rosado

Mais uma vez, JRS proporciona-nos um livro cheio de ação, mistério e esclarecedor sobre várias temáticas acerca do mundo atual. Recomendo :)

Assustadoramente realista

Ana Lúcia Loureiro

O autor já nos habituou à magnificência. Sabemos que as personagens estão criadas para servir a ficção, mas essa ficção assenta em bases reais e bem documentadas. Tudo o que aconteceu no Ocidente é bem verdade: a vitória do Brexit, quando as sondagens apontavam a derrota, a primeira vitória de Trump, a derrota quatro anos depois, a invasão do Capitólio. E se a Rússia for a responsável por tudo isto? O que será o Protocolo Caos e quais as suas consequências? Qual será, desta vez, o mistério, deslindado por Tomás de Noronha? Leiam e descubram.

Excelente livro

Nuno Miguel

Tema muito atual e interessante que nos revela o mundo em que vivemos. Muito bem escrito, vai nos envolvendo e prendendo à leitura.

Do romanceado ao real

Paulo R

JRS puxa pela imaginação crítica para oferecer um triller apaixonante.

o protocolo do caos

Manuel Freitas

MUITO ACTUAL DEVE SER LIDO COM MUITA ATENÇÃO,DEVAGAR E COM LAPIS NA MÃO

Excelente

Ricardo Aguiar

Conforme nos tem habituado, JR dos Santos escreveu mais um excelente romance. Absolutamente genial. O autor expõe o perigo das redes sociais como arma de manipulação, assim como as táticas de guerra híbrida por parte da Rússia contra o Ocidente. Com um ritmo ágil e uma narrativa baseada em factos comprovados, é impossível para de ler. É, também, caso para dizer que a história nos persegue muito depois de termos virado a última página, pelo facto de ser tão real. Parabéns.

Um sucesso

Dpinto

Como sempre José Rodrigues dos Santos a brilhar.

SOBRE O AUTOR

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964 em Moçambique.
É jornalista da RTP. Trabalhou na Rádio Macau e na BBC e foi colaborador permanente da CNN.
Com dois doutoramentos, tirados em Lisboa e em Paris, foi professor na Universidade Nova de Lisboa durante 25 anos.
Como romancista, venceu o Prémio Bertrand de Ficção, o Prémio do Clube Literário do Porto, o Prémio do Portal da Literatura, o Prix Littéraire de la Lusophonie e o Prix d’Excellence.
O Sexto Sentido é o seu vigésimo sétimo romance.

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