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O Papagaio de Flaubert

de Julian Barnes
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, Janeiro de 2025 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
O inglês Geoffrey Braithwaite - médico reformado e viúvo - atravessa o canal da Mancha e dirige-se a Rouen, a terra natal de Gustave Flaubert. A intenção é ver o papagaio embalsamado que serviu de modelo a Flaubert durante a escrita de um dos seus livros. Mas o que é apenas uma viagem transforma-se, lentamente, numa lição maravilhosa e genial sobre o autor de Madame Bovary - o seu talento indiscutível, mas também os seus defeitos, manias, tiques insuportáveis, vaidades e medos -, sobre literatura, sobre o amor (entre Braithwaite e a mulher Helen, que morreu recentemente; entre Flaubert e Louise Colet), sobre o que falha e o que não tem sentido na vida, sobre os segredos que a rodeiam e lhe dão sentido. Tudo para concluir que a vida verdadeira é a vida que vem nos livros. Porque é a única que se pode interrogar.

«Astuto, bastante espirituoso e muito inteligente: uma meditação elegante sobre os mistérios da Arte e da Vida.»
Kirkus Review

«Esplêndido híbrido de um romance, parte biografia, parte ficção, parte crítica literária –o todo realizado com grande brio. É um grande divertimento literário.»
The New York Times

«Este é o livro que realmente fez o nome de Barnes–uma mistura incrivelmente imaginativa de factos e invenções, a história inventada de um médico obcecado por Flaubert e um emaranhado de trechos da vida do grande escritor francês.»
The Guardian
«É um livro humano e generoso, cheio de sensibilidade e sagacidade, rico e pródigo em inventividade verbal. Um livro que Flaubert teria recusado escrever. Um livro que valeu a pena ser escrito.»
The New York Times

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Histórias que Viajam de Comboio

Os comboios sempre geraram fascínio. Nesta época de Natal, são figura central de contos e anúncios, e veem-se engalanados para passeios especiais em família. Mas, em qualquer época, os comboios representam a passagem imparável do tempo, as escolhas e o destino; evocam a saudade dos que amamos e também de uma era passada de grandes viagens. O seu ambiente fechado cria o cenário perfeito não só para conversas prolongadas e encontros inesquecíveis, mas também para crimes e thrillers.
Do imaginário mágico à realidade férrea e dos carris, estes livros colocam os comboios no centro das histórias. Três deles já passaram para o cinema, em filmes que honram a escrita. O Grande bazar ferroviário, de Paul Theroux Além de ser autor de vários romances, alguns das quais adaptados ao cinema, Paul Theroux consagrou-se como um mestre da literatura de viagem. O Grande Bazar Ferroviário é talvez a sua obra mais célebre, e sem dúvida um dos melhores livros de viagem de sempre. O livro conta a épica viagem de comboio que Therou fez em 1973: partiu de Londres, passou pela Europa de Leste e Médio Oriente, atravessou o subcontinente indiano e do Sudeste Asiático, e regressou pela lendária Ferrovia Transiberiana. A bordo de vários comboios emblemáticos, os lugares que vê e as pessoas com que se cruza transordam num relato vívido, exaltante da liberdade das viagens de comboio. Todas elas únicas e, como lembra, com uma dimensão histórica muito própria, já que as fronteiras e as ligações ferroviárias se alteram. Pouco depois da sua viagem, «o Laos fechou as suas fronteiras e acabou com a sua monarquia; o vietname unificou-se e reparou a sua linha de caminhos de ferro, a Índia e o Paquistão restabeleceram a sua ligação ferroviária».

COMPRO NA WOOK! » Uma Longa Viagem – O Homem dos Comboios, de Eric Lomax Durante a Segunda Guerra Mundial, o escocês Eric Lomax foi prisioneiro de guerra durante mais de três anos, tendo sofrido horríveis torturas às mãos dos japoneses, enquanto era obrigado, com milhares de outros prisioneiros, a trabalhar na via-férrea Birmânia-Sião, que focaria conhecida como Ferrovia da Morte. Quando regressou a Edimburgo em 1945, não tinha autoestima e não confiava em ninguém. «A privacidade da vítima de tortura é mais impenetrável do que qualquer fortaleza insular», disse. Sentia um ódio intenso pelos japoneses e sobretudo pelo seu odioso algoz, Nagase Takashi r. Queria fazê-lo sofrer também. Cinquenta anos depois, encontraram-se. Nagase era agora um homem envelhecido que se desfazia num pedido de perdão. E Eric dispôs-se a aceitá-lo. Esta é a história de um homem que levou meio século a ultrapassar as consequências da tortura. Mas, durante todo esse tempo, nunca perdeu a sua paixão por comboios e ferrovias. COMPRO NA WOOK! » Bullet Train, de Kotaro Isaka Cinco assassinos entram no mesmo comboio-bala rumo a Morioka, sem hipótese de fuga. O que parecia vingança transforma-se num jogo letal. Satoshi, o estudante que na verdade é um psicopata cruel, é apenas o início da tempestade. Kimura procura justiça pelo filho em coma, mas descobre rivais tão perigosos quanto ele. Nanao, o azarento, e a dupla implacável Tangerine e Lemon juntam-se à corrida sangrenta. No meio de uma mala cheia de dinheiro, só resta a pergunta: quem sobreviverá até à última estação?
Um thriller acelerado que mereceu uma adaptação ao cinema igualmente desconcertante.

COMPRO NA WOOK! » A Rapariga no comboio, de Paula Hawkins Da ação passamos a um livo que que redefiniu o thriller contemporâneo. Rachel, a protaginista deste livro, viaja de comboio pela rua onde antes viveu, evitando olhar para o nº 23, agora habitado por Tom e Anna. Em vez disso, fixa-se no nº 15, onde observa um jovem casal idealizado como “Jess” e “Jason”. Todos os dias fantasia sobre a vida perfeita deles, até testemunhar algo perturbador no jardim. Pouco depois, descobre no jornal que “Jess”, na verdade Megan, desapareceu, e alerta a polícia. Convencida da inocência de “Jason”, cujo verdadeiro nome é Scott, vê-se ignorada pelas autoridades. Marcada por alcoolismo, apagões e perseguições ao ex-marido e à nova esposa, Rachel é uma protagonista imperfeita e inquietante. O romance de Paula Hawkins mergulha no psicológico, explorando fragilidades e ilusões da mente humana, num enredo imprevisível e viciante sobre voyeurismo, memória e perigo.

COMPRO NA WOOK! » A Casa-Comboio, de Raquel Ochoa Honorato, Rudolfo, Baltazar e Clara representam quatro gerações que atravessam mais de um século da família Carcomo. A narrativa percorre o trajeto desta família verdadeira de Nagar-Aveli até Lisboa, encenando as suas vidas numa espécie de “casa-comboio”.
Raquel Ochoa, que venceu o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís com este romance, revisita o quotidiano dos indo-portugueses, entre vivências felizes e episódios dolorosos. Goa, Damão e Diu, outrora territórios da Coroa portuguesa, surgem como cenários hoje quase esquecidos. A riqueza cultural deste passado ganham vida numa história que homenagueia a coragem de pessoas comuns.

COMPRO NA WOOK! » O Papagaio de Flaubert, de Julian Barnes Geoffrey Braithwaite, médico reformado e viúvo, parte de comboio rumo a Rouen para ver o papagaio embalsamado que inspirou Falubert. O que parece uma simples viagem torna-se numa reflexão brilhante sobre o grande escritor francês e a sua genialidade imperfeita. Entre manias, vaidades e medos, vai surgindo o retrato íntimo do autor de Madame Bovary. Mas também se revelam memórias de amor e perda: Helen, a esposa de Braithwaite, e Louise Colet, paixão de Flaubert. Literatura e vida confundem-se, mostrando que o que falha também dá sentido ao que existe. Ao longo da viagem pelos carris e pelo pensamento, uma certeza ganha força: a de que a vida verdadeira é a que se encontra nos livros, porque é a que nos permite ser interrogada, a uma distância segura. COMPRO NA WOOK! »

O Papagaio de Flaubert

de Julian Barnes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895820375
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: Janeiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 219 x 25 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895820375
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Julian Barnes

Julian Barnes nasceu em Leicester em 1946. Licenciou-se em Oxford (com louvor) em Línguas Modernas. É autor de mais de uma vintena de livros e um dos mais notáveis escritores da sua geração. Ganhou, em 2011, o prémio Man Booker por O Sentido do Fim. Três dos seus romances foram, aliás, finalistas deste prémio, entre eles O Papagaio de Flaubert, também galardoado com os prémios Medicis e Femina. A obra de Julian Barnes está praticamente toda publicada na Quetzal que, a par de cada título novo, tem vindo a recuperar os mais importantes do seu fundo de catálogo.

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