O Nosso Hóspede / A Saque

de Joe Orton
Editor: Cotovia, julho de 2005 ‧
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Para Joe Orton, nada era sagrado; mas a fúria dos seus ataques, a sua peculiar combinação de alegria e horror, não estava isenta de um motivo espiritual mais abrangente. Orton queria chocar a sociedade e ao mesmo tempo purificá-la. No palco, as suas personagens são animais em acção. E, assim que se vê a fera que existe em cada homem, então a tolerância pode mais facilmente substituir o bem... Ao mostrar como nos destruímos a nós próprios, as peças de Orton também fazem parte de uma táctica de sobrevivência. Ele faz-nos rir para nos fazer aprender. Há uma salvação qualquer nisto.

O Nosso Hóspede / A Saque

de Joe Orton

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729540967
Editor: Cotovia
Data de Lançamento: julho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 105 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 212
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livrinhos de Teatro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
EAN: 9789729540868
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Joe Orton

Joe Orton (1933-1967) Dramaturgo britânico.
John Kingsley Orton cresceu nos Saffron Lane Estates em Leicester, uma cidade industrial das Midlands. Depois de deixar a escola aos dezasseis anos, nunca manteve um emprego por muito tempo e voltou-se para os grupos de teatro amadores. Em 1950 conseguiu entrar para a RADA (The Royal Academy of Dramatic Art) com o apoio de uma bolsa da Câmara de Leicester onde conheceu Kenneth Halliwell, que viria a ter uma influência decisiva na sua vida futura.
Depois de 1957 Joe Orton produzia principalmente trabalhos seus, embora demorasse mais uma meia dúzia de anos a descobrir a sua voz autêntica.
A conjunta existência claustrofóbica teve uma crise em Maio de 1962 quando Orton e Halliwell foram acusados de danificar malevolamente 83 livros e arrancar 1653 ilustrações de livros de bibliotecas. Desde 1959 que, com a ajuda de Halliwell, Orton roubava livros de bibliotecas públicas, retirando imagens e usando-as para compor colagens bizarras, organizadas por Halliwell, que cobriam as paredes do quarto deles. A actividade era essencialmente uma prática subversiva e uma espécie de resposta pueril dirigida a um mundo literário que excluía Orton, apesar de, como Orton disse, "todo o lixo que era publicado". A prisão confirmou o ponto de vista que Orton tinha sobre a sociedade - "A puta velha da sociedade levantou as saias, e o fedor foi nauseabundo" - mas de algumas maneiras a experiência deve ter ajudado: "Estar na prisa", disse Orton, "trouxe distanciamento à minha escrita. Subitamente eu já não me envolvia, e a coisa funcionava". A BBC aceitou a versão radiofónica da peça "The Ruffian On The Stair", e ele começou a trabalhar numa peça maior, "Entertaining Mr. Sloane", o seu primeiro triunfo. As suas peças ("Loot", "The Good" e "Faithful Servant") conhecem enormes triunfos em Londres e na Europa.
Joe Orton morreu assassinado em 1967, tendo deixado inédita "Pelo Buraco da Fechadura".

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