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O Livro de Areia

de Jorge Luis Borges
Editor: Quetzal Editores, Janeiro de 2022 ‧
14,39€
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Publicado em 1975, esta é a derradeira coletânea de contos de Borges. A primeira das histórias aqui reunidas retoma o tema do duplo: os protagonistas de «O outro» são diferentes o suficiente para serem dois e semelhantes o suficiente para serem um. «Ulrica» é a história de um amor fugaz. «O Congresso» descreve uma empresa tão vasta que se confunde com o cosmos e com a soma dos dias. «Undr» e «O espelho e a máscara» são histórias sobre literaturas seculares que consistem numa única palavra, enquanto outras peças imaginam objetos inconcebíveis como um livro com páginas infinitas — um volume imprevisível e ao mesmo tempo monstruoso: o livro de areia, que tomará o tempo e a memória do leitor para sempre.

O Livro de Areia

de Jorge Luis Borges

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897227943
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: Janeiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 127 x 208 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789897227943
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma excelente leitura

Isabel Duarte Pires

Neste livro de contos, Jorge Luis Borges tem um estilo mais sóbrio, mas aborda temas que já li noutros livros seus: o duplo, a ética, integridade, decisão e consequência, a impossibilidade de se adquirir todo o conhecimento, o infinito. Deste, destaco os contos O Outro, Ulrica, There are more things, Utopia de um homem que está cansado, O suborno e O livro de areia. Foi uma excelente leitura e irei continuar com os contos deste Autor Maior.

Finito nas páginas mas ilimitado em sentido

António J. Figueira

De estilo mais sóbrio do que outras coletâneas de contos (como Ficções ou o Aleph) mas não menos rico, o Livro de Areia mostra-se mais uma portentosa obra na esteira daquilo a que Borges nos habituou. Os temas aqui abordados correspondem às grandes fixações Borgianas, que se podem encontrar em outros livros de sua autoria. São disso exemplo o tema do duplo, do infinito, do conto incluso no conto, do imaterialismo, da anulação do tempo e até mesmo o reatar da identidade gaúcha do sul argentino. Com efeito, não creio ser de modo algum herético que um leitor se inicie no universo do autor por intermédio desta obra. Destaco em particular o conto ´´There are more things´´, escrivo em memória de H. P. Lovecraft, onde Borges consegue imprimir um cenário horrífico altamente vívido.

SOBRE O AUTOR

Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires, em 1899. Cresceu no bairro de Palermo, «num jardim, por detrás de uma grade com lanças, e numa biblioteca de ilimitados livros ingleses».
Em 1914 viajou com a família pela Europa, acabando por se instalar em Bruxelas, e posteriormente em Maiorca, Sevilha e Madrid. Regressado a Buenos Aires, em 1921, Borges começou a participar ativamente na vida cultural argentina.
Em 1923, publicou o seu primeiro livro — Fervor de Buenos Aires — mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, seguido por inúmeros outros. A par da poesia, Borges escreveu ficção (é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve), crítica e ensaio, géneros que praticou com grande originalidade e lucidez.
A sua obra é como o labirinto de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes e os grandes temas universais: o tempo, «eu e o outro», Deus, o infinito, o sonho, as literaturas perdidas, a eternidade — e os autores que deixam a sua marca.
Foi professor de literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973.
Morreu em Genebra, em junho de 1986.

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