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O Jardim de Cimento

Livro 1

de Ian McEwan
Editor: Gradiva, abril de 2005 ‧
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A publicação de "O Jardim de Cimento" - o primeiro romance de Ian McEwan, cuja colectânea de contos "Primeiro Amor, Últimos Ritos" já havia sido galardoada com o Prémio Somerset — anunciava a singularidade das obras futuras de um autor que, integrando-se numa geração que procurou renovar as letras inglesas, é hoje reconhecido como um dos maiores escritores da ficção mundial contemporânea.

"O Jardim de Cimento" considerado pela crítica simultaneamente chocante e perfeito, mórbido mas terrivelmente irresistível, é uma narrativa contada na primeira pessoa pelo seu protagonista, Jack, um rapaz de quinze anos que vive com duas irmãs adolescentes e um irmão pequeno. Com a morte dos pais, os quatro jovens experimentam uma sensação extraordinária de perda e liberdade. Num clima de isolamento quase doentio, tornam-se personagens de um universo estranho e entregam-se despreocupadamente a jogos solitários, ao desmazelo, à apatia e às fantasias mais arrebatadoras. Mas a consistência destas figuras está longe de se cingir a uma minoria marginal, remetendo-nos antes para a organização simbólica da comunidade como um todo. A ausência de valores não aparece neste romance como um caso específico, constituindo um sintoma de que nada afinal distingue o verdadeiro do falso, o útil do inútil, o sagrado do interdito. E tudo isto contado com um realismo inquietante, sem concessões nem rodeios, onde a morte e o sexo espreitam a cada porta para fazer saltar o verniz das convenções, dos preconceitos morais e do conservadorismo britânico. Sensual, perturbador, fascinante: uma pequena obra-prima.

«Recria maravilhosamente a ambiência do momento da vida dos jovens em que estes alcançam a vida adulta instantânea por que todos anseiam, em que o vulgar ganha um brilho de mistério e o extraordinário parece uma banalidade. É difícil pôr defeito na escrita ou na construção desta fábula sinistra.»
Sunday Times

«Um trabalho extraordinariamente seguro, tecnicamente competente e incrivelmente poderoso.»
Observer

O Jardim de Cimento

de Ian McEwan

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726620624
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: abril de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 222 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Coleção: Gradiva
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726620624
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O fim súbito da inocência

José Luís d' Orey

Nesta obra o autor leva-nos a refletir sobre na importância dos pais no crescimento afetivo e emocional e na formação da personalidade dos filhos. Põe-nos a pensar sobre a origem de eventuais comportamentos desviantes na vida adulta decorrentes de um crescimento sem regras ou normas quando privados dos pais e sem qualquer outro acompanhamento por adultos. Recomenda-se.

Primeiro livro

IV

Contado em frases simples, este primeiro romance lê-se como um bom livro de memórias de um escritor. Adoro a verdade profunda de alguns comportamentos bastante extremos de uma família de irmãos órfãos, que retrata as verdades ainda mais sofisticadas do comportamento humano oblíquo em livros posteriores. Não há nenhum dos lirismos ou capítulos sólidos do diálogo interior que caracterizam o estilo de McEwan nos dias de hoje. Ainda bem que não comecei com este livro, porque agora que sou um fã ardente, era ainda mais interessante ver onde ele começou.

Ian McEwan no seu melhor

António Martins

Excelente romance do famoso escritor Ian McEwan, onde se conta a história de uma família que passa por problemas sérios e os consegue ultrapassar.

Romance intenso e dramático

António Martins

O romance conta a história de 4 irmãos que vivem a morte de seus pais e se vêem diante de um dilema. Contado por um dos irmãos, um rapaz de 15 anos que enfrenta a puberdade. A casa onde vivem é o centro da história, onde acontecem os dramas e são vividos todos os momentos de alegria tristeza. Intenso e perturbador! Demasiado realista.

SOBRE O AUTOR

Ian McEwan

Ian McEwan é autor de dois livros de contos – Primeiro Amor, Últimos Ritos (Somerset Maugham Award 1976) e Entre os Lençóis – e de dezanove romances – O Jardim de Cimento (adaptado ao cinema em 1993), A Criança no Tempo (vencedor do Whitbread Award 1987), O Inocente (adaptado ao cinema em 1993), Estranha Sedução (adaptado ao cinema em 1990), Cães Pretos, O Sonhador, O Fardo do Amor (adaptado ao cinema em 2004), Amesterdão (vencedor do Booker Prize em 1998), Expiação (prémios US National Book Critics Circle 2002 e WH Smith 2002 para o melhor livro de ficção, adaptado ao cinema por John Wright), Sábado (Prémio James Tait Black Memorial), Na Praia de Chesil (nomeado para Galaxy Book of the Year 2008 nos British Book Awards onde o autor foi também nomeado para Reader’s Digest Author of the Year), Solar, Mel, A Balada de Adam Henry (também adaptado ao cinema), Numa Casca de Noz, Máquinas como Eu, Lições e O Que Podemos Saber. Publicou em 2009 um libreto para uma ópera de Michael Berkeley intitulado Por Ti e em 2019 a novela A Barata.
Todas as suas obras são publicadas em Portugal pela Gradiva. Assinou também vários argumentos para cinema, entre os quais, The Imitation Game, The Plough-man’s Lunch, Sour Sweet e The Good Son.
Vive atualmente em Londres.

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