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As Horas

de Michael Cunningham
Editor: Gradiva, abril de 1999 ‧
16,50€
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Prémio para melhor filme e melhor actriz
As Horas: o grande vencedor dos globos de Ouro

O filme As Horas, baseado no premiado e homónimo romance de Michael Cunningham, acabou de ser galardoado com dois Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Actriz (Nicole Kidman).
Com realização de Stephen Daldry e argumento de David Hare, o filme conta, para além da surpreendente Nicole Kidman, que interpreta o papel de Virginia Wolff, com as brilhantes interpretações de Meryl Streep (Clarissa Vaughan) e de Julianne Moore (Laura Brown). A estreia em Portugal está marcada para o próximo dia 14 de Março.
Leia o livro antes de ver o filme!

"O livro vencedor do Pulitzer não é uma reescrita, é um mergulho no abismo de Virginia Woolf, que traz à tona o que faz dele uma obra: o abismo singular do seu autor, com o seu próprio poeta demente (Richard, que podemos fazer equivaler a Septimus, mas também a Virginia), os seus beijos inesquecíveis (o de Clarissa e Richard, junto a uma lagoa, ao crepúsculo, e, sobretudo, o de Laura e Kitty, ajoelhadas no chão de uma cozinha na Los Angeles do pós-guerra), a sua cidade (da West e da Greenwich Villages, com os seus quiosques de flores, os seus garotos de patins, a sua experiência da sida, a sua sexualidade difusa, as suas horas monótonas, o seu brilho incandescente, as suas horas de desistir e as suas horas de ressuscitar), a Manhattan em que em vez do primeiro-ministro ou da Rainha as estrelas que suscitam burburinho quando saem à rua são Meryl Streep, Vanessa Redgrave ou Susan Sarandon, e em que a filha de Clarissa já não passeará etérea no vestido justo mas usará ténis como tijolos, um piercing e cabelo rapado"
Alexandra Lucas Coelho, Jornal Público
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Nestes livros e filmes as mulheres estão à frente da história

Quantas vezes ouvimos dizer que o livro é melhor do que o filme? Não nos opomos à generalização. Há, porém, casos em que é difícil afirmá-lo com toda a certeza. As adaptações destes livros ao cinema não produziram produtos culturais menos ricos. E, curiosamente, é a voz delas que marca o tom. Anna Karénina, de Lev Tolstói E um dos grandes romances da literatura russa, publicado entre 1875 e 1877 e narra a trágica história de Anna, uma aristocrata que abandona o casamento e o filho para viver uma tórrida e proibida paixão com o conde Vronsky. Mas a ilusão termina rapidamente, pois a sociedade russa do século XIX não perdoa a transgressão. A nossa protagonista mergulha num ciclo de culpa, ciúme e desespero que não levarão a bom porto. Paralelamente, o romance apresenta a trajetória de Konstantin Liévin, que procura sentido na vida através do trabalho, da fé e do amor. Neste que é um dos romances incontornáveis de Tolstói, o autor constrói um retrato profundo da moral, da hipocrisia social e dos dilemas humanos.
No cinema, Anna foi vivida em 2012, de forma magistral, por Keira Knightley, num filme de Joe Wright que propõe uma visão muito teatral do romance de Tolstói. QUERO LER!» Veja aqui o trailer de Anna Karénina








Lolita, de Vladimir Nabokov Em Lolita, embora seja pela voz de Humbert que conhecemos os factos, é o silêncio da adolescente que fala mais alto, que nos impressiona. Não é uma história de amor, é uma história de uma obsessão criminosa de um homem adulto por uma adolescente. Não há nada de belo na forma como Humbert cobiça Lolita, mas é-nos difícil desligar das palavras do professor, por serem omnipresentes, por ser dele a fala no livro de Nabokov. A menos que nos centremos no silêncio de Dolores Haze, nas suas estratégias de sobrevivência à agressão a que é sujeita constantemente durante aqueles anos. Quando chora noites a fio, após perceber que a sua mãe morreu, é impossível não nos apercebermos de que a história contada é só sobre a violência e sobre mais nada.
Stanley Kubrick foi quem primeiro adaptou o livro ao cinema, mas a versão de Adrian Lyne, com Jeremy Irons e Dominique Swain, não lhe fica nada atrás: QUERO LER!» Veja aqui o trailer de Lolita As Horas, de Michael Cunningham A história atravessa três gerações de mulheres, ao longo do séc. XX, entrando em dimensões distintas das suas vivências, mas abordando, contudo, problemáticas comuns. De uma Virginia Woolf a braços com a sua depressão e com a tensão crescente, passamos para Laura Brown, uma esposa dedicada, grávida do segundo filho, que se quer libertar de uma prisão muito singular. Por fim, Clarissa, que vive na Nova Iorque na viragem do milénio, e que, embora muito mais livre do que as suas antecessoras, vive na procura por uma ordem, saudosista da sua juventude. Esta personagem, inspirada em Mrs. Dalloway, abarca as grandes problemáticas não apenas da obra de Woolf, mas é de uma humanidade tal que nos toca em algum ponto, independentemente do nosso contexto ou género.
No cinema, Stephen Darly produziu uma obra de arte de dimensão inquestionável, para a qual Nicole Kidman, Meryl Streep, Julianne Moore contribuíram muito, com atuações sublimes:
QUERO LER!» Veja aqui o As Horas Still Alice, de Lisa Genova Um dos maiores desempenhos de uma atriz no cinema teve origem num livro que passou despercebido, até que fosse adaptado ao cinema. Mas a verdade é que vale a pena ler, pois apresenta a narrativa que conhecemos do grande ecrã com uma profundidade ainda maior. Nela, uma conceituada professora universitária recebe um diagnóstico raro e devastador. Já se apercebera de alguns sinais, curtas falhas de memória, estados confusos, mas ao saber que tem uma forma precoce de Alzheimer, Alice descrê da possibilidade de vir a desenvolver a forma mais brusca da doença. De um estado de negação, a personagem tem ainda tempo, antes de um total alheamento de si própria, de revelar uma força imensurável, uma determinação sem par. Daqueles que lemos, e vemos, de olhos rasos de lágrimas. Julianne Moore venceu finalmente o Óscar nesta adaptação de Richard Glatzer e Wash Westmoreland:
QUERO LER!» Veja aqui o Still Alice.

As Horas

de Michael Cunningham

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726627050
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: abril de 1999
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 225 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 228
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726627050
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

ADORO

Margarida

Mandei vir após ver o filme que também é bastante famoso e fiquei ainda mais apaixonada pela história. É um livro muito bom e intenso que nos deixa a pensar muito

3 Vidas

Sotão de Livros

Um livro no mínimo polémico, que não admite meios termos ou consensos, ou se ama ou se odeia, bem como as personagens ficcionadas, uma trama envolvente e confusa que transporta o leitor para a mente de três mulheres diferentes com uma vida e uma alma em comum, que não se conhecendo directamente acabam por se indentificar...

SOBRE O AUTOR

Michael Cunningham

Escritor norte-americano, Michael Cunningham nasceu a 6 de novembro de 1952, na cidade de Nova Iorque. Cresceu e estudou em Cincinnati, no estado do Ohio onde, com apenas quinze anos de idade, tomou a decisão de se tornar escritor, ao ler Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, num volume que uma apaixonada o desafiara a ler.
Terminando o ensino secundário, ingressou na Universidade de Stanford como estudante de Literatura Inglesa, conseguindo o seu diploma em 1975. Transitou depois para a Universidade de Iowa, de onde obteve em 1980 um mestrado em Belas Artes.
Em 1989 viu o seu conto 'White Angel' ser escolhido para uma antologia, reunindo as melhores obras do género desse ano, o Best American Short Stories 1989. Publicou o seu primeiro romance no ano seguinte, com o título A Home At The End Of The World (1990). A obra contava a história de um triângulo amoroso invulgar, entre dois homens homossexuais e uma amiga mútua, e ganhou reconhecimento imediato por parte da crítica. Como resultado deste sucesso, Cunningham ganhou uma bolsa atribuída pela Fundação Guggenheim no ano de 1993.
Seguiu-se o aparecimento de Flesh And Blood (1995), romance em que o autor descrevia os problemas da família Stassos, apresentando uma perspetiva original das relações entre o passado e o futuro.
Em 1998 publicou The Hours, obra em que Cunningham prestava homenagem ao romance que inspirou a sua carreira, Mrs. Dalloway. Repartindo a ação entre a Greenwich Village dos Anos 80, Los Angeles da década de 40 e a Londres de Virginia Woolf, o livro foi visto pela crítica como um projeto ambicioso, mas bem sucedido, o que se confirmou com a atribuição dos prémios Pulitzer e Pen/Faulkner na categoria de Ficção. The Hours foi adaptado para cinema no ano de 2002, com nomes como Nicole Kidman, Meryl Streep e Julianne Moore no elenco.
Publicou Land's End: A Walk Through Provincetown em 2002, obra que estudava uma comunidade de artistas residindo numa pequena localidade de Cape Cod. Vive em Nova Iorque.

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