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O Elogio do Almanaque

de Eça de Queirós
Editor: Alma Azul, dezembro de 2008 ‧
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Só dois livros se vendem, penetram nas massas humanas - a Bíblia e o almanaque. Mas a Bíblia é um livro definitivo, fechado, pois que o Céu o ditou e depois de o ditar emudeceu.

O almanaque, esse, engrolado o calendário que a tradição lhe impõe, tem largas páginas brancas. Nelas se instalam para longos séculos - o médico e o astrólogo.

Eis o almanaque - que os Caldeus, e os Etruscos, e depois Rómulo, e depois César, tinham procurado ansiosamente tornar o Livro da Verdade - cheio de horóscopos, de vaticínios, de prognósticos, de oráculos, de revelações, de esconjuros, de necromancias, de terrores!

O Elogio do Almanaque

de Eça de Queirós

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728989651
Editor: Alma Azul
Data de Lançamento: dezembro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 119 x 168 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 48
Tipo de produto: Livro
Coleção: Literatura Portátil
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789728989651

SOBRE O AUTOR

Eça de Queirós

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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