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O Direito à Preguiça

de Paul Lafargue; Tradução: José Alfaro

editor: Antígona, novembro de 2016
Numa era em que a religião do trabalho exige dos seus fiéis crescentes sacrifícios laborais, em troca de um lugar na santa comunidade de cidadãos honestos, ler O Direito à Preguiça (1880) é cometer um salutar pecado capital. No século xix, quando já os santos do capitalismo se alinhavam no firmamento da economia, Paul Lafargue aprimorava na prisão, com muita ironia, este ensaio clássico e iconoclasta.

Debruçando-se sobre a devoção ao trabalho que arrebatara os operários da época, o autor punha em causa a universalidade e a historicidade deste absurdo zelo, numa sociedade em que o indivíduo se abstinha do seu tempo livre em nome da sobreprodução e da acumulação obsessiva. Leitura imprescindível nos tempos que correm, O Direito à Preguiça é um eloquente manifesto contra o vício do trabalho, que corrompe as faculdades humanas, e em defesa da liberdade fundamental de empregarmos o tempo a nosso bel-prazer.

O Direito à Preguiça

de Paul Lafargue; Tradução: José Alfaro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726082880
Editor: Antígona
Data de Lançamento: novembro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 212 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726082880
e e e e E

Bom livro

Anabela Machado

Excelente leitura, no contexto da época, mas que se aplica, em alguns conteúdos, ao dia a dia dos tempos modernos. Direito à Preguiça, é quase como um abre olhos em relação ao capitalismo e consumismo desmesurado, já na época.

Paul Lafargue

Paul Lafargue (16 de junho de 1842 - 26 de novembro de 1911) foi um revolucionário marxista francês, jornalista, escritor e militante político. Foi genro de Karl Marx, casado com a segunda filha deste, Laura. Nasceu em Santiago de Cuba e viveu a maior parte da vida em França, para além de alguns períodos em Inglaterra e Espanha (passou também por Portugal). Aos 69 anos de idade ele e Laura suicidaram-se juntos. O Direito à Preguiça, publicado no jornal socialista L'Égalité, é a sua obra mais conhecida, com incontáveis edições no mundo inteiro.

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