SINOPSE
Esta obra baseia-se na experiência vivida por Dino Buzzati quando serviu no exército, antes da Segunda Guerra Mundial. O livro vive das ressonâncias que o ligam com alguns dos problemas mais profundos da existência: a segurança como valor contraposto à liberdade, a resignação progressiva perante as oportunidades de realização na vida e a frustração das expectativas de concretizar feitos excecionais que mudem o sentido da existência.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um dos 100 livros do século.»
Le Monde
«Há nomes que as gerações vindouras não se resignarão a esquecer. Um deles é Dino Buzzati.»
Jorge Luís Borges
«Convido-vos a seguir Drogo até à Fortaleza Bastiani, a esperar e a desesperar com ele, a aprender o tempo que passa e o que fica depois do fim.»
Nuno Camarneiro, Prémio Leya
«Uma obra-prima! O Deserto dos Tártaros é um livro sublime e Buzzati um mestre da literatura universal.»
The Sunday Times
«Fiódor Dostoiévski e Franz Kafka foram dois dos pioneiros que abriram as novas fronteiras da literatura moderna. O outro foi Dino Buzzati.»
Time
«Escrito de forma brilhante, O Deserto dos Tártaros é um romance com um toque filosófico.»
The New York Times
«Livro de culto em muitas línguas [...] este romance mágico fala da planície que todos contemplamos para a frente das nossas vidas, uma paisagem ameaçadora e imóvel, habitada pelo desconhecido.»
Luís Naves, Diário de Notícias
«[...] é um daqueles livros que, terminados, retemos um momento nas mãos, como se tivéssemos pena que tenham chegado ao fim. Voltamos a folhear as primeiras páginas, saboreando a lembrança de como tudo começou.»
Mários Santos, Público
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897540837 |
| Editor: | Marcador |
| Data de Lançamento: | julho de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 155 x 234 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 256 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Marcador Literatura |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897540837 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Somos todos Giovanni Drogo
Susana C.
Sobre o tempo que passa ou que deixamos passar, “O Deserto dos Tártaros” arrasta-nos para a Fortaleza Bastiani, que cada um interpretará conforme a metáfora se adeque à sua vida. É nas subtis contradições do protagonista que o romance se torna magistral. Como pode um livro sobre a passagem do tempo, um livro de inacção, de rotina, de passividade ser tão cativante? A ler de um fôlego. Magnífico!
Extraordinário
Fábio Lavos Martins
Não há escapatória para a passagem do tempo. Uma permissa simples e inquestionável. sobre a qual se constrói este monumento literário. Primeiro cativa-nos pelo discurso: simples, despertensioso, directo. Depois insinua-se sob a pele, devagar, como um tóxico que sabe bem ainda que nos envenene. E nunca mais sai. Como a fortaleza bastiani, exilio árido e simbólico, para onde o jovem Giovani Drogo é destacado cedo, e onde fará vida. Um exercicio subtil e metafórico que inevitávelmente nos fará reflectir sobre as opções que tomamos, e o incauto que somos ao insuflar o presente com expectativas de ilusões vindouras. Desoladofr, bonito, kafkiano e..imperdível
Contra o deserto marchar, marchar
Paulo Carmo
Na tradição de Kafka, uma guerra iminente que arrasta soldados para o meio de nenhures, defendendo uma terra de ninguém de um alguém mais temido do que concreto. O homem contra si mesmo, o absurdo existencial e a peripatética tradição de uma ordem que esconde a fragilidade da inutilidade. Um texto aparentemente simples, ao alcance de todos, mas recheado de subtilezas, com vários níveis de interpretação.
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