O Cavaleiro de Bronze e Outros Poemas

de Aleksandr Púchkin
Editor: Assírio & Alvim, setembro de 2011 ‧
Na celebração do bicentenário do nascimento (06/06/1799) daquele que é considerado um dos maiores poetas russos de sempre, edita-se agora uma selecção dos seus mais belos poemas. «O que faz […] de Púchkin um caso único das letras russas é que foi ele o primeiro a desenvolver uma linguagem poética extraordinariamente fluida, leve e flexível, a capacidade de ''falar'' um russo literário sem qualquer constrangimento sobre qualquer assunto e utilizar - com rigor - qualquer forma ou género poético, e virtuosamente. Virtuosidade de estilo aliada à virtuosidade de liberdade.» (pág. 21, extracto da introdução, por Nina Guerra e Filipe Guerra)

O Cavaleiro de Bronze e Outros Poemas

de Aleksandr Púchkin

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0526-3
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: setembro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 206 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789723705263
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

linguagem

nunes

Púchkin inventou, recriou, inovou , introduziu novos termos na língua russa, ou seja, criou uma nova linguagem, desenvolvendo um novo estilo de escrever, como o poeta Camões o fez com a nossa língua.

SOBRE O AUTOR

Aleksandr Púchkin

"Aleksandr Serguéevitch Púchkin nasceu em Moscovo a 26 de maio de 1799 (6 de junho de acordo com o novo calendário), na família do major-guarda na reserva Serguei Púchkin. Púchkin nasceu nobre, oriundo de uma velha linhagem russa. (...) Nobre mas sem título nem fortuna, alheio a alguma nobreza adventícia e oportunista que ele zurze desde muito cedo nos seus epigramas, Púchkin identifica-se e faz identificar a sua obra com a nobreza acima de toda a conjuntura social, política ou outra, com a independência e liberdade adquiridas por mérito ancestral. A obra de Púchkin vai cavar às origens, direta ou indiretamente, e sempre em profundidade, esse sentido estético de nobreza que confere liberdade, numa espécie de 'transfert' poético, em que o sangue é antigo mas vivo, puro mas livre (a liberdade da miscigenação, recorrência da sua ascendência africana). (...) Até aos 12 anos, permaneceu em casa, educado por precetores franceses. Aos nove anos lia Plutarco e Homero, clássicos e filósofos franceses, inclusive Voltaire. (...) Entra para o recém-fundado liceu de Tsárskoe Seló, destinado a preparar os filhos dos nobres para altos funcionários do Estado. (...) Liberto do regime rigoroso do liceu, o poeta compensa os anos de reclusão escandalizando toda a gente com as suas aventuras amorosas e provocando a irritação das autoridades com as suas poesias satíricas e epigramas atrevidos, em que não poupa até o czar Alexandre I. Seria injusto dizer que o jovem poeta apenas se diverte: também escreve, e muito. Além das numerosas poesias, trabalha, de 1817 a 1820, no seu primeiro poema - um conto de fadas em verso - 'Russlan e Liudmila', que irá impressionar os contemporâneos pelas imagens vivas e brilhantes e pela maturidade da linguagem poética. (...) Grave para o poeta (que se mostrou incorrigível perante as autoridades), foi o ser exilado em 1824 para a província de Pskov, aldeia de Mikháilovskoe, sem o direito de abandonar o local. (...) O novo czar, Nicolau I, manda-o logo regressar a Petersburgo e a vida do poeta muda radicalmente. Nicolau recebe Púchkin. (...) O poeta ficou livre, mas não tanto. Podia deslocar-se livremente, mas tinha de informar as autoridades. Continuava vigiado, quer nas suas deslocações, quer na apreciação da lealdade política dos seus escritos. (...) Entretanto, em 1830, casara com a bela Natália Gontcharova. (...) Foi neste transe da sua vida que surgiu um jovem francês ao serviço da Rússia, Georges d'Anthès, que se pôs a cortejar a bela Gontcharova. (...) Púchkin, louco de raiva, desafiou d'Anthès. O duelo não chegou a realizar-se. Seguidamente, uma cilada, com a cumplicidade de uma dama da corte, proporcionou um falso encontro entre Natália e d'Anthès. Natália, escandalizada, abriu-se com o marido. O duelo era inevitável. (...) A 27 de janeiro de 1837, nos arredores de Petersburgo, Púchkin, um ótimo atirador, falhou (propositadamente?) o seu adversário. Foi atingido na barriga e levou dois dias em atroz agonia até morrer. (...) Nos dez últimos anos da sua vida, Púchkin escreve, além de inúmeras poesias, cinco poemas, entre os quais 'Poltava' e 'O Cavaleiro de Bronze', acaba em 1831 o seu romance em verso 'Evguéni Onéguin' (que lhe custou oito anos de trabalho), cinco contos clóricos e populares em verso, publica a tragédia 'Boris Godunov' escrita no exílio de Mikháilovskoe e escreve mais seis obras dramáticas; escreve os contos que deram início ao desenvolvimento dos géneros prosaicos na Rússia; trabalha como crítico literário (...), escreve ensaios sobre temas históricos."
Nina Guerra e Filipe Guerra, na introdução a "O Cavaleiro de Bronze e Outros Poemas"

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