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O Bebedor Nocturno

de Herberto Helder
Editor: Porto Editora, abril de 2015 ‧
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«As palavras não fazem o homem compreender, é preciso fazer-se homem para entender as palavras.»
Poema Zen, in O Bebedor Nocturno

«Desde os anos 60 que se torna evidente o interesse de Herberto Helder por textos oriundos de determinadas culturas que vieram a sofrer grandes mutações, ou de culturas locais, primitivas e anónimas, e que vieram a ser objecto de colonização. Textos, portanto, onde a tradição está sempre presente e é particularmente preservada, mas também ameaçada. São poemas do Antigo Egipto, da Grécia, poemas Zen, arábico-andaluzes, poesia mexicana do ciclo nauatle, poemas esquimós, indochineses, mas também todo um ciclo de textos sagrados como os Salmos do Velho Testamento ou o Cântico dos Cânticos. Os mais recentes livros mostram o mesmo critério, embora o alarguem substancialmente: os textos vêm-nos da Índia, da Austrália, de África e das Américas. A maioria são textos maias e astecas e textos da tradição oral dos diferentes índios da América do Norte, Central e do Sul, como os Navajos e Comanches ou, no Brasil, os Caxinauás e os Guaranis. […] O interesse de Herberto Helder por estas tradições primitivas, não europeias, advém da maneira peculiar como também ele olha o mundo, nele se insere e convive com a linguagem. Nessas tradições, ele encontra a mesma linguagem ritualística, uma vontade de expressão simbólica semelhante e os mesmos valores humanos inseridos numa cosmogonia poética; também a unidade original de todos os elementos da natureza e a ideia de uma metamorfose contínua (nomeadamente por acção do fogo, através de todas as suas manifestações), assim como a imagem do poeta como mago, possuído por uma força animista da linguagem. Todos estes aspectos estão presentes tanto nos textos a traduzir como na poesia própria.»
Maria Etelvina Santos

O Bebedor Nocturno

de Herberto Helder

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04752-6
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: abril de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 207 x 19 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 978972004752611
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Fabuloso!

M.Tomás

Um livro extraordinário,aliás como toda a obra de Herberto Helder!

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Poemas traduzidos, adaptados, transformados… Herberto Hélder pegou em poemas da Escócia, do México, do Antigo Egipto, da Andaluzia Árabe, haikus japoneses, belíssimos poemas de todo o Mundo e transformou-os em poemas mudados para Português. Um Livro precioso com poemas carregados de simbolismo, força, cheios de Terra, de Fogo e Sangue, tal como a escrita de Herberto Hélder. "Meus olhos resgatam o que está preso na página: o branco do branco e o preto do preto." Ben Ammar - Poemas Arábico-Andaluzes.

SOBRE O AUTOR

Herberto Helder

Herberto Helder nasceu em 1930 no Funchal, onde concluiu o 5.º ano. Em 1948 matriculou-se em Direito mas cedo abandonou esse curso para se inscrever em Filologia Românica, que frequentou durante três anos. Teve inúmeros trabalhos e colaborou em vários periódicos como A Briosa, Re-nhau-nhau, Búzio, Folhas de Poesia, Graal, Cadernos do Meio-dia, Pirâmide, Távola Redonda, Jornal de Letras e Artes. Em 1969 trabalhou como diretor literário da editorial Estampa. Viajou pela Bélgica, Holanda, Dinamarca e em 1971 partiu para África onde fez uma série de reportagens para a revista Notícias. Em 1994 foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, que recusou. Faleceu em Cascais a 23 de março de 2015, tinha 84 anos.

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