Mandriões no Vale Fértil
SINOPSE
Mandriões no Vale Fértil (1947), esgotado há vários anos, é o romance em que o autor dedica ao seu tema predilecto - o ódio sarcástico ao trabalho - uma maior amplitude filosófica. A mandriice, longe de ser um defeito, é cultivada como uma flor rara e preciosa pelas personagens deste livro.
Numa vivenda a pedir obras, nos arredores de uma grande cidade egípcia, mora uma família singular: um ancião, os seus três filhos e um tio que ali encontrou refúgio depois de ter delapidado toda a fortuna. Convictos de que o trabalho engendra apenas a desordem e a desgraça, descobrem que manter a doce sonolência que reina em casa é, afinal, uma árdua tarefa.
NOTA DO AUTOR
«Se o mundo se transformou numa coisa mal-humorada, isso deve-se sem dúvida ao facto de agora ser preciso muito dinheiro para viver. A vida é muito simples mas tudo conspira para a tornar complicada. É quando nos vemos livres da ambição do dinheiro, do orgulho ou do poder que a vida se revela formidável.»
Albert Cossery
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726081234 |
| Editor: | Antígona |
| Data de Lançamento: | abril de 1999 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 131 x 213 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 221 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789726081234 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Insólito, maravilhosamente engraçado e pungente
MF
A par de um sarcasmo cínico e corrosivo, temos claro, como batuque de fundo, uma dolorosa verdade - o sono nada mais é que evasão de uma realidade que suga todas as forças vitais do homem em nome de um progresso crescente. O cansaço fácil, omnipresente -uma doença sem nome facilmente confundida com preguiça. A ânsia de vida, possibilidades - um grito interior contra o marasmo de uma existência tanto inerte (permitida pela herança) como estupidificante (por excessiva ação/ destino dos homens sob a égide da necessidade). O equilíbrio entre humor e dor na escrita de Cossery é sublime e, pelas entrelinhas, vai semeando uma espécie de compaixão.
Mandriões?
EH
Cossery é um senhor. Há que aproveitar porque escreveu poucos livros. O escritor da preguiça, como foi chamado, eternamente vivo e eternamente um preguiçoso cuja mente não pára. Todos os livros são fantásticos. Pudessemos nós viver ivremente como ele.
A fertilidade da preguiça
Maria Teresa Meireles
A vida de um outro ponto de vista - a desocentalização do modo de viver com um humor à Oblomov, o elogio da preguiça, do não-fazer (ou talvez não?)
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