Lourenço é Nome de Jogral

de Fernanda Botelho

editor: Abysmo
«Dado à estampa em 1971 e distinguido, nesse mesmo ano, com o Prémio Nacional de Novelística, Lourenço é nome de jogral encerra aquele que tem sido considerado como o primeiro ciclo de publicação da obra de Fernanda Botelho, iniciado, em 1957, com Ângulo raso. a ele se sucederá um interregno de mais de uma década a que, em 1987, o romance Esta noite sonhei com Brueghel irá, enfim, pôr termo. Se aqui relembro, de passagem, esta cronologia, é porque ela me parece sintoma de que é nome de jogral é já ponto de chegada de um conglobante que Mário Sacramento argutamente como um «romance-em-romances". (…) Com efeito, Lourenço é nome de jogral não dissente desta paisagem ficcional fortemente coesa, o que explica que no romance compareçam figuras, cenários narrativos e gestos de escrita reconduzíveis a esse universo pessoal da autora que as narrativas precedentes tinham ajudado a fixar. Mantêm a ambientação urbana da intriga e a nítida preferência por personagens recrutadas no seio de uma elite intelectual pequeno burguesa progressista, tornadas porta-vozes "geração entalada entre gerações dinamizantes, fermentadas»3, repartidas entre a congeminação mais ociosa e improdutiva sobre o status mundi e a fruição de um erotismo errático e dissipador que a recente liberalização de costumes colocara em voga.»

Do Prefácio

Lourenço é Nome de Jogral

de Fernanda Botelho

ISBN: 9789899014046
Editor: Abysmo
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 232 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899014046
Fernanda Botelho

Estreou-se como poeta (Coordenadas Líricas, 1951), mas seria como romancista que justamente se imporia nas letras como uma das grandes escritoras portuguesas do século XX. Maria Fernanda Botelho de Faria e Castro era sobrinha-neta do escritor Abel Botelho e parente afastada de Camilo de Castelo Branco, e faleceu no dia 11 de dezembro de 2007, com 81 anos. Nascera a 1 de dezembro de 1926, no Porto, cidade que deixaria para cursar Filologia Clássica, primeiro na Faculdade de Letras de Coimbra e depois na de Lisboa. Com David Mourão-Ferreira fez parte da revista Távola Redonda. Seis anos após a sua estreia poética, inaugura a obra ficcional com O Ângulo Raso (1957). Seguir-se-iam, com alguma regularidade, cinco novos romances, para um interregno de 16 anos, pois só, em 1987, sairá Esta Noite Sonhei com Brueghel. Um silêncio de quase duas décadas, que explicou assim: "De repente [após o 25 de Abril de 1974] podia-se dizer tudo. Mas saberia eu dizê-lo? Até que ponto a presença da ditadura moldava a nossa forma de dizer, criava formas mais subtis… Não sei. (…) De repente, tudo era permitido, toda a gente começou a escrever. Então, porquê eu? Em que é que eu ia concorrer para a inflação literária desses dias?". Seguiram-se mais quatro romances, sendo o derradeiro Gritos da Minha Dança (2003).

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