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Lord Jim

de Joseph Conrad
Editor: Editora Guerra & Paz, fevereiro de 2018 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Jim é um romântico. Influenciado por leituras de juventude, de aventuras e heroísmo, e por uma rígida educação paterna, que lhe incutiu os valores da bravura e da nobreza, entra para a marinha mercante, em busca de cumprir esses ideais. Contudo, quando o momento chega, não resiste à pressão dos seus companheiros e abandona à morte todos os passageiros do navio, o Patna. O navio salva-se, Jim perde-se. Atormentado pela sua consciência, isola-se, sente-se perseguido pelas imagens do seu crime, pelo falhanço em viver de acordo com a imagem que tinha de si. Procura a redenção, uma nova oportunidade de se mostrar leal, bravo, herói. Conseguirá?
Lord Jim, livro maior de Conrad, a par de Coração das Trevas, consagrou definitivamente o autor como um dos grandes da literatura inglesa. A sua influência é marcante e perdura até aos dias de hoje. Saul Bellow, por exemplo, prestou sentida homenagem a Conrad no seu discurso de aceitação do prémio Nobel.
É um livro marcante e uma leitura inolvidável. A história do Homem contra si mesmo, de falhanço e redenção. Em suma, uma história da humanidade.

ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória · Texto de Virginia Woolf sobre a obra de Joseph Conrad · Lista de personagens
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O mundo não nos pertence

Nestes livros, a paisagem deixa de ser pano de fundo e passa a interferir diretamente no destino das personagens. Não como metáfora, mas como força que condiciona escolhas, distorce perceções e revela aquilo que o humano preferia não ver. Nas suas páginas, a história avança menos por vontade dos protagonistas e mais pela forma como estes resistem, ou falham, perante o mundo que habitam. Costa Sombria e Selvagem, de Charlotte McConaghy Costa Sombria e Selvagem é um livro difícil de definir. Dominic Salt e os filhos vivem isolados numa ilha próxima da Antártida, onde trabalham como guardiões de um banco de sementes num mundo em colapso climático. A chegada de Rowan à ilha, resgatada do mar pela família durante uma tempestade, altera o equilíbrio frágil daquela casa e faz regressar tensões, medos e feridas que todos tentavam manter enterrados. O romance move-se entre vários registos sem se deixar prender a nenhum. Há momentos em que parece um thriller, sobretudo pela atmosfera de perigo permanente, pelos segredos que Rowan e os Salt escondem e pela sensação de que algo violento pode acontecer a qualquer instante. Mas, ao mesmo tempo, está muito próximo do drama familiar. Cada personagem vive assombrada pela perda, pela solidão e pela consciência de habitar um lugar que desaparece lentamente. A ilha torna-se essencial para acentuar essa ambiguidade. Não funciona apenas como cenário isolado, mas como força que aproxima e desgasta todas as personagens. O frio extremo, as tempestades e o passado violento da ilha criam um ambiente ameaçador. Nesta história, a natureza não serve apenas de cenário ou espaço de contemplação, é uma presença viva, imprevisível e opressiva. COMPRO NA WOOK! » Sobre o Céu, de Richard Powers Sobre o Céu, de Richard Powers, acompanha várias personagens cujas vidas, à partida sem ligação entre si, acabam por convergir através da Natureza. Entre elas estão um veterano de guerra salvo por uma árvore numa situação extrema, uma cientista desacreditada por defender que as plantas comunicam entre si através de redes invisíveis, um jovem milionário ligado ao universo tecnológico, um casal cuja relação se transforma lentamente através do contacto com a natureza, e outras figuras atraídas por movimentos de defesa ambiental. Cada uma destas histórias começa de forma autónoma, mas Powers liga-as através de uma ideia de interdependência entre seres humanos e Natureza. À medida que as personagens se aproximam da militância ecológica, afastam-se das vidas que conheciam antes, entrando numa zona de conflito onde o compromisso deixa de ser apenas intelectual e passa a exigir consequências reais. O romance mostra como essa transformação altera relações, carreiras e identidades, tornando impossível regressar à indiferença inicial. As árvores deixam de surgir como meros elementos da paisagem e passam a existir como formas de vida dotadas de uma lógica e de um tempo próprios. A sua longevidade e os vínculos silenciosos que mantêm entre si introduzem uma escala que ultrapassa a experiência das personagens e as obriga a confrontarem-se com a fragilidade da presença humana no planeta. COMPRO NA WOOK! » O Leopardo-das-Neves, de Peter Matthiessen Em O Leopardo-das-Neves, Peter Matthiessen relata a viagem que fez ao Nepal, em 1973, integrado numa expedição em busca de um animal quase mítico. No entanto, a procura do leopardo-das-neves deixa de funcionar como um objetivo concreto. Sempre distante e difícil de encontrar, o animal transforma-se numa presença adiada, enquanto o percurso pelas montanhas assume gradualmente a forma de uma travessia interior. Cada passo aproxima Matthiessen do silêncio e afasta-o da necessidade de encontrar respostas para tudo. Os encontros com guias e monges são atravessados por essa consciência de transitoriedade, e a escrita reproduz o ritmo contemplativo da viagem, recusando grandes momentos de rutura e construindo-se através de pequenos episódios que, somados, alteram lentamente o olhar do narrador sobre o mundo. COMPRO NA WOOK! » Lord Jim, de Joseph Conrad Lord Jim começa com um ato de cobardia. Jim, um jovem marinheiro cheio de ideais heroicos, abandona o navio em que seguia depois de acreditar que este estava prestes a afundar-se, deixando para trás centenas de passageiros. O navio, porém, não afunda, e é desse instante que nasce toda a narrativa. Mais do que uma aventura marítima, Joseph Conrad escreve sobre a lenta destruição de um homem incapaz de sobreviver à distância entre aquilo que fez e a imagem que tinha de si próprio. Depois do escândalo, Jim vagueia por diferentes portos e territórios numa tentativa de escapar ao peso daquele momento. Cada novo lugar parece oferecer a possibilidade de recomeço, mas o passado infiltra-se sempre, tornando impossível qualquer verdadeira fuga. Quando chega a Patusan, uma região isolada onde acaba por conquistar respeito e autoridade, surge pela primeira vez a possibilidade de reconstrução. Ainda assim, permanece a sensação de que qualquer equilíbrio pode desfazer-se a qualquer instante. Nesta obra, tal como em muitas outras de Conrad, o mundo natural nunca funciona apenas como cenário. O mar, os rios e os territórios que Jim atravessa existem segundo uma lógica indiferente às personagens, como se continuassem intactos perante a culpa, o fracasso ou a necessidade de redenção. COMPRO NA WOOK! » O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles Em O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles, acompanhamos Port e Kit Moresby, um casal americano que atravessa o Norte de África numa tentativa de se afastar da vida confortável e previsível que deixou para trás. O deserto do Sahara surge-lhes como uma promessa de autenticidade, um espaço onde ainda seria possível recuperar uma intensidade perdida, mas Bowles desfaz essa ilusão e transforma aquela viagem numa lenta experiência de desagregação. À medida que avançam por locais cada vez mais inóspitos, começam a perder referências emocionais e identitárias. O calor, as distâncias, o silêncio e a repetição da paisagem criam uma sensação contínua de desorientação. O deserto não funciona como cenário exótico, mas como força que desgasta lentamente as personagens. Port procura liberdade e acaba confrontado com a vulnerabilidade do próprio corpo. Kit, por sua vez, torna-se cada vez mais irreconhecível para si própria, como se a vastidão daquele território abrisse caminho para uma transformação involuntária. Tal como em Lord Jim, também aqui a indiferença da paisagem é inquietante. O deserto não ameaça ninguém diretamente, não precisa de o fazer. A sua presença, imensa e árida, torna qualquer drama humano em algo insignificante. Para Paul Bowles, o mundo não acolhe nem consola, observa em silêncio enquanto as personagens perdem, pouco a pouco, a capacidade de compreender quem são. COMPRO NA WOOK! »

Lord Jim

de Joseph Conrad

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897023613
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: fevereiro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 231 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos da Guerra e Paz
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897023613

SOBRE O AUTOR

Joseph Conrad

Joseph Conrad, aliás Józef Teodor Konrad Korzeniowski, nasce na Ucrânia em 1857, em plena autocracia dos Czars. Filho de um casal polaco no exílio, fica órfão muito cedo. É criado e educado pelo tio, o responsável por aquela que seria a paixão central da sua vida: o mar. Viaja para Marselha em 1874, prestando serviço a bordo de navios mercantes franceses antes de finalmente se juntar à tripulação de um navio inglês, no ano de 1878. Em 1886 obtém nacionalidade britânica e o Certificado de Mestre no Serviço Mercantil Britânico. Oito anos mais tarde abandona o mar para se dedicar à escrita, publicando o seu primeiro romance - 'Almayer's Folly', em 1895. Continua a escrever e a publicar até à data da sua morte em 1924. Conrad é autor, entre outras obras, de Lord Jim (1900), Nostromo (1904), The Secret Agent (1907), Under Western Eyes (1911), Heart of Darkness, Coração das Trevas, 1902). É hoje considerado um dos maiores escritores de ficção em inglês, a sua terceira língua.

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