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Le Labyrinthe De La Solitude ; Critique De La Pyramide

de Octavio Paz
idioma: francês
Editor: GALLIMARD, março de 1990 ‧
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Le labyrinthe de la solitude est un ouvrage capital de la littérature mexicaine contemporaine. " le labyrinthe de la solitude, dit octavio paz, fut un exercice de l'imagination critique : une vision, mais aussi une révision du mexique. point du tout un essai sur la philosophie de l'essence du mexique ou une recherche de notre prétendu être. le mexicain n'est pas une essence, mais une histoire. de ce point de vue, le caractère des mexicains n'a pas une fonction différente de celui des autres peuples : d'une part, il est un bouclier, un mur ; d'autre part, un faisceau de signes, un hiéroglyphe. Dans le premier cas, c'est une défense contre le regard d'autrui, mais qui nous immobilise et nous emprisonne ; dans le second, c'est un masque qui, en même temps, nous exprime et nous étouffe. ce n'est donc pas la définition de l'essence du mexique qui m'intéressait mais la critique : cette activité qui consiste, autant qu'à nous connaître, à nous libérer. " le mexique est un fragment, une partie d'une histoire beaucoup plus vaste. Les révolutions contemporaines en amérique latine ont été et sont des réponses à l'insuffisance du développement, d'oú procèdent aussi bien leur justification historique que leurs fatales et évidentes limites. les modèles de développement que nous offrent aussi bien l'est que l'ouest sont des compendiums d'horreurs : pourrons-nous à notre tour inventer des modèles plus humains et qui correspondent mieux à ce que nous sommes ? gens de la périphérie, habitants des faubourgs de l'histoire, nous sommes, latino-américains, les commensaux non invités, passés par l'entrée de service de l'occident, les intrus qui arrivent au spectacle de la modernité au moment oú les lumières vont s'éteindre. Partout en retard, nous naissons quand il est déjà dans l'histoire ; nous n'avons pas de passé, ou si nous en avons eu un, nous avons craché sur ses restes. nos peuples ont dormi tout un siècle et, pendant qu'ils dormaient, on les a dépouillés et ils vont maintenant en haillons. et pourtant, depuis un siècle, sur nos terres, si hostiles à la pensée, ici et là, en ordre dispersé mais sans interruption, sont apparus des poètes, des prosateurs et des peintres qui les égaux des plus grands des autres continents. Allons-nous enfin nous montrer capables de penser une société qui ne soit pas fondée sur la domination d'autrui et qui ne nous mène ni aux glacials paradis policiers de l'est ni aux explosions de nausée et de haine qui interrompent le festin de l'occident ? ".

Le Labyrinthe De La Solitude ; Critique De La Pyramide

de Octavio Paz

Propriedade Descrição
ISBN: 9782070719679
Editor: GALLIMARD
Data de Lançamento: março de 1990
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Nrf Essais
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782070719679

SOBRE O AUTOR

Octavio Paz

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1990

Escritor e poeta prolífico mexicano, Octavio Paz nasceu a 31 de março de 1914, na Cidade do México. Filho de um jornalista que se tornou secretário do revolucionário Emilio Zapata e neto de um autor de romances dedicados ao martírio indígena, beneficiou da extensa biblioteca do seu avô, interessando-se desde muito cedo pela literatura. Com o assassinato de Zapata, em 1919, a família de Octavio Paz foi forçada a exilar-se, demorando-se algum tempo nos Estados Unidos da América. De regresso ao México, ingressou no curso de Direito da Universidade Nacional mas, ambicionando vir a tornar-se poeta, não chegou a obter o seu diploma. Estreou-se em 1933 com a publicação da sua primeira coletânea de poemas, Luna Silvestre.
Em 1937 partiu para Espanha, com o intuito de tomar assento no Segundo Congresso Internacional de Escritores Anti-Fascistas, a decorrer na cidade de Valencia, mas acabou por combater nas fileiras republicanas durante a Guerra Civil Espanhola. Teve ocasião de conhecer colegas como Ilja Ehrenburg, André Gide e André Malraux. Simpatizando com os ideais comunistas, publicou nesse mesmo ano de 1937 Bajo Tu Clara Sombra y Otros Poemas e No Pasarán! obras que refletem as suas experiências em solo espanhol. Em 1938 participou na fundação de uma revista, Taller, que procurava estabelecer uma nova geração de escritores no México, ansiando pela liberdade em tons de surrealismo. Em 1943 viajou até aos Estados Unidos da América munido de uma bolsa atribuída pela Fundação Guggenheim, tomando contacto com a poesia modernista na Universidade de Berkeley.
Em 1945 entrou ao serviço do Corpo Diplomático Mexicano e foi enviado para Paris, onde escreveu Liberdad Bajo Palabra (1949) e El Laberinto De La Soledad (1950). Publicou a sua primeira experiência em prosa poética em 1951, com o título Águila O Sol?, e em 1956 apareceu El Arco Y La Lira, um ensaio sobre as literaturas francesa e espanhola. Depois de ter composto Piedra De Sol (1957) e cumprido uma missão no Japão, Octavio Paz foi nomeado embaixador do México na Índia, em 1962. Acabou por se demitir em 1968, em sinal de protesto contra o massacre dos estudantes na Praça Tlateloco, que se manifestavam contra o governo pouco tempo antes dos Jogos Olímpicos do México.
Seguiu então uma carreira académica, marcada pela passagem por instituições de prestígio como as universidades de Cambridge e de Harvard, mantendo a atividade editorial. Foi galardoado com inúmeros prémios, entre os quais se destacam o Neustadt, em 1982, e o Nobel da Literatura, em 1990.
Octavio Paz faleceu a 19 de abril de 1998.

Octavio Paz. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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