Je Ne Suis Personne

de Fernando Pessoa
idioma: francês
Editor: CHRISTIAN BOURGOIS, março de 1994 ‧
20,41€
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Imaginons que dans les années 1910-1920, valéry, cocteau, cendrars, apollinaire et larbaud aient été un seul et même homme, caché sous plusieurs "masques" : on aura une idée de l'extraordinaire aventure vécue à la même époque au portugal par fernando pessoa. Il a écrit à lui seul les oeuvres d'au moins cinq écrivains de génie, aussi différents les uns des autres que s'ils avaient tous réellement existé : alberto caeiro, ricardo reis, alvaro de campos, bernardo soares et, bien entendu, fernando pessoa, "lui-même". mais on aurait tort de vouloir réduire cette expérience poétique à un cas de dédoublement de la personnalité ou à une mystification, même s'il est vrai que pessoa a souffert de névrose et qu'il aimait les farces. Son génie créateur ne vient pas de son aptitude à diversifier son moi, mais bien plutôt de la profonde unité que cela lui a permis de retrouver. sa singulière grandeur est d'avoir atteint, par l'invention poétique, un état supérieur de la conscience capable d'embrasser d'un seul regard plusieurs vérités contradictoires, qui sont les faces différentes d'une même vérité fondamentale inaccessible à la raison. Sa vie a été une quête incessante, à la fois héroïque et lucide, douloureuse et enjouée, du sens ultime de l'existence humaine. (robert bréchon).

Je Ne Suis Personne

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9782267011685
Editor: CHRISTIAN BOURGOIS
Data de Lançamento: março de 1994
Idioma: Francês
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Páginas: 315
Tipo de produto: Livro
Coleção: Musique Passe Present
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782267011685

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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