Hugo Canoilas - A Exposição como Parcela de Tempo
Conversas com Sara Antónia Matos e Pedro Faro
SINOPSE
[Hugo Canoilas]
NOTA DO AUTOR
«As conversas com Hugo Canoilas pretendiam dar a conhecer o percurso de um artista de uma geração e com uma experiência diferente da dos anteriores entrevistados. Formado na ESAD (Caldas da Rainha) e assistente de Pedro Cabrita Reis — «escola» que certamente lhe trouxe uma experiência e uma confiança inigualáveis —, o artista decide sair de Portugal em 2003 e virar o rumo do seu trabalho. Esse momento, como o mesmo refere, constituiu uma espécie de arranque «falhado» no aspeto da subsistência, o qual lhe podia ter custado não a sua vida, mas o espírito.
Volvida essa página e os diferentes momentos difíceis, como o nascimento da sua filha, a mudança de galeria, a apresentação de uma nova linguagem — figurativa — a qual foi mal recebida pelo meio artístico, que dele tinha ideias feitas e criou certas expectativas, o artista resiste e fala-nos com frontalidade, sem pudores ou receios, o que pensa do sistema da arte.
Nesta conversa, Hugo Canoilas chama a atenção para a ausência de partilha e diálogo entre pares e profissionais, apontando vícios estruturais do sistema e a necessidade de libertação das convenções. Terá sido esse o maior motivo para a sua partida: um alargamento de horizontes e possibilidades, em simultâneo, com a necessidade de não ter de corresponder ao esperado por uma comunidade e um consenso instalados. Isso ficou patente nas conversas que se foram tendo, em que o mesmo revela, sem a certeza de poder divulgar publicamente o gesto de destruição de toda a obra realizada antes dessa viragem, com o propósito de não carregar sobre si, sobre as suas costas, uma força opressora, coerciva e limitativa.
Sobre o projeto no próprio Atelier-Museu, sobre a sua faceta antropofágica, isto é, de amante e devorador do mundo, é reveladora a sua insistência em ver transformada a exposição a apresentar ao público no decorrer do tempo.
É nesse momento que se torna claro que, para o artista, é vital algo que também era para Júlio Pomar: o movimento e a transformação, o risco e a mudança que lhe estão inerentes. Essa faceta, essa energia contagiante e canibalística também Hugo Canoilas reconhece a Pomar e certamente teria feito, de um encontro entre os dois, surtir centelha, clarão, vivacidade, faísca.»
Sara Antónia Matos
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899006935 |
| Editor: | Documenta |
| Data de Lançamento: | setembro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 122 x 169 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 192 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Arte
>
Artes em Geral
|
| EAN: | 9789899006935 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Da clareza
alexandre dale
Geralmente o discurso sobre as artes, principalmente as artes plásticas, costuma ser algo obscuro, com a defesa de teorias elas também pouco claras, o que acaba por afastar os leigos, não só desse discurso mas da própria arte. É por isso que este livrinho é tão precioso: regista as conversas tidas com um artista que, antes de mais, é objectivo, pragmático mesmo, e que nos dá uma visão de determinados aspectos ligados à arte (estéticos, funcionais e outros) de uma forma simples e construtiva. A arte é tomada não como a expressão de um elitismo, mas como um processo, e é desse processo, pois, que se fala nestas conversas: opções, convicções, resultados. Excelente.
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%José Barrias - Escrever com a LuzDocumenta25,00€ 10% CARTÃOportes grátis
-
10%HerançaDocumenta15,00€ 10% CARTÃO