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Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

de J. K. Rowling; Ilustração: MinaLima
Editor: Editorial Presença, novembro de 2023 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Durante doze longos anos, a temida fortaleza de Azkaban foi a casa do infame prisioneiro Sirius Black. Condenado por ter matado treze pessoas com uma única maldição, é conhecido por ser um seguidor de Lord Voldemort.

Agora, Sirius Black está a monte e, pelo caminho, deixou apenas duas pistas sobre para onde se pode estar a dirigir: a derrota de Aquele Cujo Nome Não Pode Ser Pronunciado coincidiu com a queda do prisioneiro; e os guardas de Azkaban ouviram-no murmurar, durante o sono, «ele está em Hogwarts… ele está em Hogwarts».

Harry não está a salvo, nem mesmo dentro da sua adorada escola, rodeado pelos seus amigos. Porque, para piorar tudo, pode haver ali um inimigo escondido.

Com fantásticas ilustrações e elementos interativos em papel criados pelo premiado estúdio MinaLima, esta edição do terceiro volume da saga Harry Potter irá certamente deslumbrar leitores de todas as idades.

Capa e design de MinaLima © 2023 Scholastic Inc.

"Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban na edição Minalima oferece uma experiência de leitura verdadeiramente mágica.
A partir do momento em que os leitores abrem as páginas deste livro são transportados de volta ao mundo de Harry Potter. A magia está presente em cada pormenor, desde a capa encantadora até às ilustrações de página inteira que tornam a narrativa ainda mais envolvente. A edição Minalima é uma homenagem à rica e complexa história de O Prisioneiro de Azkaban. Cada elemento gráfico é cuidadosamente projetado para aprimorar a experiência do leitor imergindo-o neste universo de uma maneira única. Com um toque de nostalgia que cativará tanto os leitores mais jovens que estejam a descobrir a saga como os fãs de longa data. A obra oferece uma nova perspetiva à aventura que cativou gerações de leitores, adicionando camadas de profundidade e detalhes visuais que enriquecem a jornada de Harry, Ron e Hermione.
É mais do que um livro; é uma obra de arte que celebra o amor pela magia e pela narrativa inesquecível de J.K. Rowling. Definitivamente, um must have na coleção de qualquer Potterhead! "

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«J'ai été Madame Bovary»

Eu fui Madame Bovary. E não fui só eu. Nisto não tenho como ser especial. Verdade seja dita, em quase nada. Mas amar Madame Bovary é uma atividade coletiva que devia ser considerada desporto olímpico. É estabelecermos isto e eu tatuo já os seis aros no braço. *
Quem a lê compadece-se com ela. Poucas páginas depois do início, até o coração mais gélido se põe na fórmula de sempre: pobre Ema Bovary. Aquela vida lassa, principalmente para quem se põe perante a aventura sem nome e sem fronteiras da leitura de um romance, sabia a coisa tão pouca, a coisa tão comezinha, a coisa tão sem sal. Claro que a mulher teve de pôr tempero na vida. O marido, que até podia mandar estilo por ser médico, era um atado, uma banalidade perdida no dia-a-dia. E ela sabia que o casamento ia condená-la a uma casa, a viver sem alegria, a viver sem saltar de para-quedas. Ainda por cima, o que lia nos livros era sempre outra coisa. Nós, pobres leitores, sempre temos de nos compadecer com isto: quem nunca quis vestir o manto de Gryffindor em vez da t-shirt de ginástica?
A vida era seca, a cabeça era fértil. E homens, claro, era o que mais havia. E todos eles pareciam melhores do que o secante Charles Bovary. Dali a procurar vida nos amantes foi um tiro. Lá se apaixonou por Léon Dupuis, mas a coisa não passou da paixão. Chegou Rodolphe Boulanger, e andavam os dois pelas ruas sem disfarçar o que se passava entre os lençóis. Na literatura como na vida, o marido era o último a saber – no caso, era mesmo o único que nem sequer sabia. E, em plena fase de enlevo, o amante largou-a, e foi aqui que se fez crápula, mas crápula dócil: na carta de término, foi derramando – que coisa linda – gotas de água para fingir que ali deixara os olhos. Primeiro deprimida, depois aborrecida, Ema Bovary meteu-se então com Léon – e desta vez cansou-se dele. O adultério pode ser tão sem-graça quanto um casamento burguês sem carrocéis.
A edição da Porto Editora de Madame Bobary Com isto, não há fórmula mágica: nem o aborrecimento daquele casamento, nem a sua cura. Mas há a ironia máxima, bela, voadora, de alguém que se deixa iludir pelos livros, neste que será a coqueluche dos romances em que se espraiam as traições. Depois disto, quem procura livros com a facada nas costas deve ir prevenido: é mesmo a descer. E, claro, para o leitor não há moralismo que se aguente: a literatura faz-nos outros. Se lemos Madame Bovary, somos Madame Bovary também.
Mas não somos Peter Pettigrew. Não quero saber de quantas vezes o leio, o lemos, não sou nem somos esse horror. Quem o viu no filme – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – bem viu a cara de rato que deram a Timothy Spall, coitado, que só estava a trabalhar. Quem não viu o filme também não precisa da prova, que a prova é o papel: J. K. Rowling descreveu-lhe o focinho afiado – o nariz, digo –, as mãozinhas rechonchudas em busca de qualquer coisa, os olhos pequenos aflitos à procura de um caminho. É que Pettigrew era um Animagus – feiticeiro que sabia transformar-se em animais, e qual é o homem decente que escolhe ser um rato? Ser e, pior ainda, viver como um em toda a linha: durante 13 anos, Peter viveu no corpo de um rato, e ainda teve o desplante de se fazer adotar pela família Weasley, e depois dormir no bolso do melhor amigo do fofíssimo Harry Potter. Da minha parte, a solução é clara e é dada a priori: nunca é boa ideia ter um rato. E ainda por cima este: nem era preciso fazer-se bicho peludo para ser rato na forma de agir. Por cobardia infame, Peter Pettigrew traiu Lily Evans e James Potter, levando-os à morte, agindo em favor de Voldemort. Ao trair uns amigos, culpara outro, e o pobre Sirius Black é que se meteu numa prisão em alto-mar cercada por Dementores – criaturas negras que sugam a alma e a alegria de viver. Dois amigos mortos, um amigo preso, mais um descrente na vida em geral, e um rapaz órfão prestes a viver uma infância infeliz, tortuosa: eis o resultado da traição de Peter Pettigrew. Por isso, por muito que possamos dizer, como disse Flaubert, que «Madame Bovary, c'est moi», jamais diremos «I am Peter Pettigrew». E quem trai por hábito terá já o hábito de saber quem é Petyr Baelish. Outros, menos sortudos – por serem mais próximos –, conhecê-lo-ão por Mindinho. N'A Guerra dos Tronos, é um dos vilões. Em livros onde tantas espadas cortam cabeças, ele não é melhor do que os braços que a erguem – mesmo sem fazê-lo, há cabeças a rolar por causa dele. Ninguém confia no homem, e com razões para isso. E por vezes quem começa por desconfiar deixa-se levar, cogita que ele será, afinal, coisa diferente dos rumores. Ora, se a palavra corre os Sete Reinos, é difícil que bata sempre ao lado. Onde pode, e sempre para ganho próprio, mesmo que este não seja de imediato mensurável, Petyr Baelish mete a faca. Não há costas que estejam seguras perto dele. E haja cuidado, porque longe também não. É o rei dos sussurros, do diz-que-disse, do pesa-as-frases, das sombras que se agigantam até lixarem alguém. O sonho dele, bem se vê, é chegar ao tudo, tendo nascido no nada. Por muita gente louca que se tenha sentado no Trono de Ferro, destinado ao rei daquilo tudo, Baelish seria dos mais perigosos. Ali, não há preocupações de justiça, coesão territorial, alimentação do povo, guerra e paz, direito de nascença, qualquer coisa: ali só há dois olhos virados para o umbigo.
Resumindo: a literatura é como a vida. Está cheia de gente que ninguém decente quer convidar para jantar.

**Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontece nº. 11 .

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

de J. K. Rowling; Ilustração: MinaLima

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722371124
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: novembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 51 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 480
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Literatura Juvenil
EAN: 9789722371124

Gosto

Carolina

Ainda não li. Mas adoro ilustrações. Vou ler com os miúdos

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Carla

Livro lindíssimo e fantástico

O ponto de viragem na magia de Hogwarts

Joana

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban marca um ponto de viragem na saga: é aqui que a história começa a crescer com o leitor. Mais sombrio e emocionalmente complexo, o livro abandona um pouco a inocência dos anteriores e introduz temas como injustiça, medo e perda. Sirius Black surge como uma ameaça constante, mas é precisamente através dele que a narrativa surpreende, desconstrói julgamentos e aprofunda o passado de Harry de forma poderosa. Nesta edição ilustrada, as imagens acrescentam ainda mais magia à leitura, ajudando a mergulhar no ambiente mais sombrio e emocional do livro. O ritmo é envolvente, os personagens ganham profundidade e o final deixa uma sensação agridoce de crescimento e amadurecimento. Um livro que prova que a magia de Hogwarts também sabe ser dolorosa... e inesquecível.

Uma das melhores histórias da saga, numa edição deslumbrante

Ricardo Barbosa

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban marca um ponto de viragem na saga, com uma história mais madura, emocionalmente profunda e cheia de reviravoltas. A introdução de personagens como Sirius Black e Lupin acrescenta camadas importantes ao universo de Harry, explorando temas como amizade, lealdade e identidade. Esta edição ilustrada pela MinaLima é absolutamente magnífica: as ilustrações são detalhadas, criativas e tornam a leitura ainda mais envolvente, tanto para novos leitores como para fãs de longa data. Um livro imperdível, tanto pelo conteúdo como pelo valor artístico.

Ilustrações impressionantes

Célia Gil

Esta versão em "pop-up" de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban" realça a vida e a magia desta história, com ilustrações tri-dimensionais impressionantes. Cada página revela cenas icónicas, como o mapa do maroto a desdobrar-se. Uma experiência visaul encantadora para os fãs de todas as idades.

O prisioneiro

Sandra jorge

Estes livros ilustrados nunca desiludem. Minalima no seu melhor! Ilustrações lindíssimas a começar logo pela capa!

Fantástico

NM

O livro é lindo, magnífico. Uma verdadeira obra de obra. A história nem se fala. 100% fã da saga de Harry Potter ¿

Fantástico

Alexandrina Andrade

Como sempre um livro magnífico, soberbamente ilustrado e com todas as fantásticas interações. "Obrigatório" para os fãs de Harry Potter.

Edição linda

Bruno Curado

A Minalima continua a impressionar os leitores de Harry Potter com a sua criatividade nestas edições de todos os livros. Todas as ilustrações e elementos interativos deste livro são maravilhosos, e esta edição acaba por ser um item obrigatório nas estantes de qualquer fã do universo criado por JK Rowling. Que venha o próximo rapidamente!

SOBRE O AUTOR

J. K. Rowling

J.K. Rowling é autora da mundialmente aclamada série Harry Potter. Teve a ideia para escrever as inesquecíveis aventuras de Harry, Ron e Hermione num comboio que viajava atrasado em 1990, e foi nessa altura que a autora concebeu as linhas gerais da série e depois escreveu os sete livros que a compõem, tendo sido o primeiro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, publicado no Reino Unido em 1997. A série demorou mais dez anos a ser completada e foi concluída em 2007, com a publicação de Harry Potter e os Talismãs da Morte. É também autora de três livros cujas receitas revertem a favor de instituições de caridade: O Quidditch através dos Tempos, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (a favor da Comic Relief e da Lumos) e Os Contos de Beedle, o Bardo (a favor da Lumos). J.K. Rowling colaborou na escrita da peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - Partes 1 e 2, que deu continuidade à história de Harry, cujo guião foi publicado em livro. Os seus outros livros para crianças incluem os bestsellers O Ickabog e O Porquinho de Natal. É também autora de livros para adultos, incluindo uma série policial bestseller que escreve sob o pseudónimo de Robert Galbraith. J.K. Rowling já recebeu muitos prémios e galardões pelos seus trabalhos. A autora apoia um grande número de causas humanitárias através da Volant e fundou a Lumos, uma instituição de caridade infantil internacional. Para saber mais sobre J.K. Rowling, visite jkrowlingstories.com.

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