Há flores de plástico e gravilha a enterrar a memória
CRÍTICAS DE IMPRENSA
“As palavras da poesia não têm regras precisas, cânones definidos, ortodoxias impostas; gosta-se, não se gosta. É tudo! Eu gosto do que o autor escreve. Paulo Alexandre e Castro revela essa heterodoxia, heresia e desregramento sobre a morte neste livro que tem o horrível título Há flores de plástico e gravilha a enterrar a memória. Mas é horrível porque é preciso, porque nos dá a verdade que nenhum de nós quer enfrentar. Temos medo, temos dor e em vez de como o autor refletir sobre o medo, a dor da morte, fugimos de tudo isto na esperança vã de jamais sermos apanhados. Mas um dia também teremos a nossa campa de mármore branco, lavada a lixívia com alto grau de pureza, e quem sabe, com flores de plástico e gravilha a enterrar a memória. No fundo, com esta obra podemos ‘aprender’ a morrer, isto é, a valorizarmos a vida que nos foi dada viver.”
Henrique Monteiro, Jornalista, Redactor Principal e ex-Director do jornal Expresso
EXCERTOS
Excerto do Prefácio de Daniel Serrão:
“Li os poemas deste livro com crescente atenção e concentrado esforço de os sentir. Poesia sarcástica, cruel, envolvida na obscenidade da morte, no vazio da vida e na difícil mímica do amor. Melhor, nos múltiplos rituais da comunicação amorosa. Veio-me à ideia Manuel Bandeira, ‘estou farto do lirismo bem comportado’; e a sua teoria do poeta sórdido, ‘aquele em cuja poesia há a marca suja da vida’. Porque é assim a Poesia de Paulo Alexandre e Castro. Um ritmo ondulante, ora lento ora rápido, toma conta de nós e faz-nos sentir o pulsar da transformação em poesia das tais marcas sujas da vida. Mas, por vezes, há um súbito raio de luz e, com muita delicadeza formal, surge um cenário de penetrante análise da vida vivida.”
Daniel Serrão, Médico e Ensaísta
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896801168 |
| Editor: | Esfera do Caos |
| Data de Lançamento: | março de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 220 x 7 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 72 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Esfera Contemporânea |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789896801168 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um poema soberbo
A.S.
Entendi o livro como um mosaico, sobre o amor. As achegas da morte na vida ou o seu modo multifacetado de nos espreitar, e a vida da morte, em jeito de memória, esticada a fazer-se tempo. O que foi tem o continuum do pensamento. É. Ainda é. Vive-se nesse enviesamento, indistinguível, de todo o tempo. Em circularidade. Também se está no quotidiano da vida e das coisas prosaicas que o extraordinário não pára o tempo para se mostrar. É notado quando lançamos um olhar sobre o passado e o identificamos: tão raro, único, tão natural. Acontecido. Escolhido pela memória, em repetições mentais. Feito presente. Da morte, há a pragmaticidade, os afazeres, a exterioridade e o observar tudo isto desde as "entranhas". O que vive não acede à anulação absoluta da morte. A morte colhe corpos. Deixa ausência. O que fica demora-se em apagamento e toma a medida da memória. Poema magnífico!
Muito bom!
Adriana Luz
Onde andam os críticos?! A fazer favores aos amigos?! Ou será aos grandes grupos editoriais?! Este autor é fabuloso! Muito bom mesmo. Recomendo vivamente.
Fabuloso
Alexandre Monteiro
Confesso que fiquei curioso a partir do título! Mas ao folhear as primeiras páginas, decidi adquiri-lo porque percebi como era diferente este livro. É mesmo como diz quem sabe: o autor dá-nos a ver as coisas tal como elas são, sem rodeios, e dize-lo da forma poética como o faz, é fabuloso. Recomendo vivamente.
Poesia incrível
Pablo Alboran
Este será provavelmente, se a crítica não andar cega, um dos melhores livros de poesia do ano! O autor escreve com um faca e corta-nos o raciocínio, desfaz em pedaços as nossas crenças e fala da morte com a argucia de quem sabe o que fazer com as palavras que ele cortou. Muito bom mesmo!
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