Há flores de plástico e gravilha a enterrar a memória

de Paulo Alexandre e Castro
Editor: Esfera do Caos, março de 2014 ‧
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“As palavras da poesia não têm regras precisas, cânones definidos, ortodoxias impostas; gosta-se, não se gosta. É tudo! Eu gosto do que o autor escreve. Paulo Alexandre e Castro revela essa heterodoxia, heresia e desregramento sobre a morte neste livro que tem o horrível título Há flores de plástico e gravilha a enterrar a memória. Mas é horrível porque é preciso, porque nos dá a verdade que nenhum de nós quer enfrentar. Temos medo, temos dor e em vez de como o autor refletir sobre o medo, a dor da morte, fugimos de tudo isto na esperança vã de jamais sermos apanhados. Mas um dia também teremos a nossa campa de mármore branco, lavada a lixívia com alto grau de pureza, e quem sabe, com flores de plástico e gravilha a enterrar a memória. No fundo, com esta obra podemos ‘aprender’ a morrer, isto é, a valorizarmos a vida que nos foi dada viver.”
Henrique Monteiro, Jornalista, Redactor Principal e ex-Director do jornal Expresso

Excerto do Prefácio de Daniel Serrão:
“Li os poemas deste livro com crescente atenção e concen­trado esforço de os sentir. Poesia sarcástica, cruel, envolvida na obscenidade da morte, no vazio da vida e na difícil mímica do amor. Melhor, nos múltiplos rituais da comuni­cação amo­rosa. Veio-me à ideia Manuel Bandeira, ‘estou farto do lirismo bem comportado’; e a sua teoria do poeta sórdido, ‘aquele em cuja poesia há a marca suja da vida’. Porque é assim a Poesia de Paulo Alexandre e Castro. Um ritmo ondulante, ora lento ora rápido, toma conta de nós e faz-nos sentir o pulsar da transformação em poesia das tais marcas sujas da vida. Mas, por vezes, há um súbito raio de luz e, com muita delicadeza formal, surge um cenário de penetrante análise da vida vivida.”
Daniel Serrão, Médico e Ensaísta

Há flores de plástico e gravilha a enterrar a memória

de Paulo Alexandre e Castro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896801168
Editor: Esfera do Caos
Data de Lançamento: março de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 220 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Coleção: Esfera Contemporânea
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789896801168

Um poema soberbo

A.S.

Entendi o livro como um mosaico, sobre o amor. As achegas da morte na vida ou o seu modo multifacetado de nos espreitar, e a vida da morte, em jeito de memória, esticada a fazer-se tempo. O que foi tem o continuum do pensamento. É. Ainda é. Vive-se nesse enviesamento, indistinguível, de todo o tempo. Em circularidade. Também se está no quotidiano da vida e das coisas prosaicas que o extraordinário não pára o tempo para se mostrar. É notado quando lançamos um olhar sobre o passado e o identificamos: tão raro, único, tão natural. Acontecido. Escolhido pela memória, em repetições mentais. Feito presente. Da morte, há a pragmaticidade, os afazeres, a exterioridade e o observar tudo isto desde as "entranhas". O que vive não acede à anulação absoluta da morte. A morte colhe corpos. Deixa ausência. O que fica demora-se em apagamento e toma a medida da memória. Poema magnífico!

Muito bom!

Adriana Luz

Onde andam os críticos?! A fazer favores aos amigos?! Ou será aos grandes grupos editoriais?! Este autor é fabuloso! Muito bom mesmo. Recomendo vivamente.

Fabuloso

Alexandre Monteiro

Confesso que fiquei curioso a partir do título! Mas ao folhear as primeiras páginas, decidi adquiri-lo porque percebi como era diferente este livro. É mesmo como diz quem sabe: o autor dá-nos a ver as coisas tal como elas são, sem rodeios, e dize-lo da forma poética como o faz, é fabuloso. Recomendo vivamente.

Poesia incrível

Pablo Alboran

Este será provavelmente, se a crítica não andar cega, um dos melhores livros de poesia do ano! O autor escreve com um faca e corta-nos o raciocínio, desfaz em pedaços as nossas crenças e fala da morte com a argucia de quem sabe o que fazer com as palavras que ele cortou. Muito bom mesmo!

SOBRE O AUTOR

Paulo Alexandre e Castro

Paulo Alexandre e Castro é atualmente professor na Universidade do Minho e membro-investigador do Centro de Estudos Humanísticos da mesma universidade e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Autor e coautor de diversas obras ensaísticas, dedica-se também à arte literária, tendo publicado individualmente o romance Loucura Azul, a peça de teatro Aqui entre Nós e duas obras poéticas: Toda a poesia Nua e Gramática do @mor Tecnológico. Este último género literário valeu-lhe já a distinção «Menção Qualidade Superior» na coletânea de poesia e prosa poética A Traição de Psiquê (2009), assim como o 2º lugar no XXXII Concurso Internacional Literário de São Paulo (Brasil, 2011).
Mais informações sobre o autor na página web:
pauloalexandreecastro.webs.com

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