Arquimedes da Silva Santos

Arquimedes da Silva Santos chegou a Coimbra no mesmo ano, 1941, em que Fernando Namora publicou o poema Terra, primeiro volume da Coleção «Novo Cancioneiro». Em Coimbra, um dos primeiros encontros acontece com João José Cochofel – e será um encontro para a vida, que a diferença de idades (Cochofel nascera em 1919) não perturbou. O gesto do jovem poeta estabelece a aproximação, senão mesmo a integração, de Arquimedes da Silva Santos no grupo neorrealista que, em Coimbra, ao longo da segunda metade dos anos trinta, está a consolidar a autonomia de uma problemática estética e artística. Em 1944, a sua estreia poética estivera para se verificar no âmbito da Coleção «Novo Cancioneiro», como não deixa de referir Jorge de Sena. Esse livro, que não chegou, então, a ver a luz do dia e que, agora, se apresenta e intitulava: Plinto.
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