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Fantasmagorias

de Virginia Woolf
Editor: Feitoria dos Livros, abril de 2016 ‧
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Deambulando pelas ruas de Londres, foi publicado em 1927 na revista americana The Yale Review. Este texto original de VIRGINIA WOOLF, «Street Haunting. A London Adventure», só postumamente, em 1942, seria publicado em edição inglesa da Hogarth Press, num volume que reúne vários textos da autora, com o título The Death of The Moth.
Um dos aspectos mais significativos do texto é a noção de viagem que, ora implícita ora explicitamente, é uma constante.
O desejo de viagem, materializado no pretexto de comprar um lápis, leva a múltiplas deambulações através da cidade, da memória e do sonho, sempre remetendo para a necessidade de evasão. Entre o realismo e o visionário, com a multiplicidade das suas ruas e vidas anotadas no presente que passa, a cidade é o lugar onde é possível registar a confluência múltipla de tempos e experiências. Londres é, simultaneamente, matéria-prima, instrumento de registo e suporte onde se gravam as palavras. É a cidade como matriz da escrita de Virginia Woolf, trazendo-nos à memória Baudelaire e a cidade de Paris ou a Lisboa de Cesário Verde.
«É verdade: evadir-se é o maior dos prazeres; deambular como um fantasma pelas ruas, no Inverno, a maior das aventuras».

Fantasmagorias

de Virginia Woolf

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898307514
Editor: Feitoria dos Livros
Data de Lançamento: abril de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 210 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 68
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura de Viagem
EAN: 9789898307514

Introspectivo

Miss Thirteen

Somos embrenhados num simples pretexto de comprar um lápis, que apesar de ser o foco da história é apenas uma alavanca para desencadear os mais variados pensamentos e deambulações da vida do ser, do instinto e da vontade mais íntima, do sentir e querer partir, da vida que nos corre em frente aos olhos sem nos darmos conta. Ao longo desta obra somos presenteados com divagações várias. A cidade nesta obra referida é também de grande importância devido às comparações e observações que lhe são feitas e como a mesma é utilizada e referenciada. O pensamento perde-se em harmonia com a leitura, como seria perdermo-nos em divagações, sozinhos com a nossa mente numa cidade tão cheia e tão vazia ao mesmo tempo, numa dualidade necessária ao entendimento da vida. É uma leitura com qualidade de introspecção, bastante rica nesse aspecto, de facto. Um livro para ponderar e para nos ajudar a pensar e a perceber como ler nas entrelinhas da nossa própria vida, como lidar com isso ou a que ritmo, sem deixar que esta nos passe entre os dedos. Faz-nos entender que às vezes aquilo que parece não ter importância pode vir a desencadear algo muito maior, e em como os nossos pensamentos podem ir a um lugar tão profundo, poético e inspirador. E às vezes basta simplesmente sair de casa com um intuito de "ir comprar um lápis".

SOBRE O AUTOR

Virginia Woolf

Virginia Woolf nasceu em Londres a 25 de janeiro de 1882, filha de Sir Leslie Stephen, escritor e historiador ilustre da Inglaterra vitoriana. Desde cedo ligada a grupos de intelectuais, casou em 1912 com Leonard Woolf e com ele fundou a editora Hogarth Press, responsável pela revelação de autores como Katherine Mansfield e T. S. Eliot e pela publicação das suas próprias obras. Reconhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo britânico, destacam-se entre os seus trabalhos os romances Mrs Dalloway (1925), Orlando (1928) e As Ondas (1931), assim como o ensaio Um Quarto que Seja Seu (1929). Após sucessivas crises depressivas e não suportando o isolamento provocado pelo agravar da Segunda Guerra Mundial, suicida-se a 28 de março de 1941, em Lewes.

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