Estrela da Manhã

de António Ferreira
Editor: Campo das Letras, março de 2006 ‧
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Um grupo de actores portugueses reúne-se numa casa da Costa Nova, um lugar de vilegiatura que evoca a Crimeia, para, em conjunto com um encenador francês, discutir a adaptação teatral e a encenação dum conto de Tchecov: Sobre o Amor, ancorado no tempo histórico da Rússia de 1905. O conto objectiva o modo como as convenções sociais silenciam a fala do corpo, na relação amorosa de Anna e Pavel (ou Olga e Vladimiro).
A peça em progresso situa-se em 1905, no ano do ensaio geral da Revolução Russa, e, por isso mesmo, há coincidências entre aquilo que bloqueia a aspiração à liberdade das personagens individuais e do colectivo social.
Tal como, a outro nível, há coincidências pirandellianas entre a peça em progresso e o mundo fechado dos actores que a ensaiam e representam, equilibrando-se estes em negrume com as personagens, tal como elas se alimentam do calor e do vazio das suas vidas.

Estrela da Manhã

de António Ferreira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726105237
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: março de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 145 x 235 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789726105237
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Ferreira

Nasceu em Lisboa, em 1528. Foram seus pais Martins Ferreira, escrivão de fazenda do Duque de Coimbra, (D. Jorge de Lencastre), e Mexia Froes Varela. Estudou em Coimbra, em cuja Universidade se formou em Leis. Aí encontrou mestres, como Diogo de Teive, que ensinava Humanidades e com quem versou as Literaturas greco-romanas, e Jorge Buchanan; paralelamente, Sá de Miranda fazia a propaganda do dolce stil nuovo praticado pela escola italiana.

António Ferreira correspondeu-se com os expoentes do Humanismo de então: Diogo de Teive, Buchanan, Sá de Miranda, Diogo Bernardes e Pero Vaz de Caminha, entre outros. Fez de Horácio o seu livro de cabeceira, chamando-lhe familiarmente o meu Horácio, a quem obedeço.

Aos 28 anos foi desembargador da Relação de Lisboa. Em 1556, casou com D. Maria Pimentel, que morreu prematuramente. À sua morte dedicou o poeta sentidos sonetos. Em 1564, casou com D. Maria Leite e viveu algum tempo nas propriedades do sogro, em Mirandela. Em 1569, sucumbiu ao contágio destruidor da peste. A viúva recolheu-se a Cabeceiras de Basto com dois filhos de tenra idade.

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