Estado de Segredos

25 Abril - Camarate - Terrorismo - Secretas - Maçonaria - Casa Pia - BPN - Face oculta - Golpe de estado (2ª Edição)

de Frederico Duarte Carvalho
Editor: RCP Edições, agosto de 2010 ‧
8,48€
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O nosso regime político é transparente?

Devemos acreditar em tudo o que nos relatam os jornalistas e os porta-vozes do poder?

A partir de duas questões essenciais, Frederico Duarte Carvalho responde com memória, investigação e liberdade.

A recolocação dos factos marcantes, desde o 25 de Abril até ao processo "Face Oculta", revela uma outra realidade que surpreende.

A análise de documentos públicos e confidenciais, nacionais e estrangeiros, desmistifica algumas das verdades oficiais que continuam a condicionar a Democracia.

Com base nos telegramas diplomáticos enviados para o Departamento de Estado, em Washington, entretanto desclassificados, Frederico Duarte Carvalho revela novos indícios que comprovam que a embaixada norte-americana, em Lisboa, soube, antecipadamente, da preparação da revolução de 1974. E descreve como o então embaixador Frank Carlucci, com a ajuda dos "amigos" socialistas, conseguiu influenciar o curso dos acontecimentos até à eleição de António Ramalho Eanes.

Para melhor compreender a actualidade, é preciso recuar no tempo.

Os massacres de Wiriamu, em Moçambique, em Dezembro de 1972, e o cancelamento do fornecimento de mísseis "RedEye" a Portugal, previsto para 23 de Abril de 1974, são dois dos factos abordados à luz do conhecimento de novos dados e provas documentais, cujas revelações remetem para as pressões externas e a influência do Clube Bilderberg.

Através da consulta de diversas fontes de informação e de uma bibliografia diversificada, Frederico Duarte Carvalho determina um fio condutor desde os conflitos que marcaram as origens do regime democrático, passando pela crise governamental de finais de 2004, até aos escândalos financeiros, políticos e judiciários das últimas décadas, entre os quais destaca: "Fundo de Defesa do Ultramar", "Camarate", "GAL", "Irangate", "Moderna", "Casa Pia" e "BPN".

A marca do terrorismo, a impressão digital das 'secretas', a ascendência da maçonaria, a troca de influências, as combinações de bastidores, a inibição de alianças entre os partidos de esquerda, as suspeições generalizadas sobre os grandes negócios e a opacidade imposta por "Razões de Estado" são ainda enquadrados pelos sinais crescentes de crise de regime, pela conjuntura política, nacional e internacional, e pelos riscos de desinformação e manipulação dos Media.
Como refere Carlos Narciso, que assina o Prefácio, «estas páginas relatam uma teia de factos, aparentemente desconexos, mas que podem, afinal, estar relacionados. É esse exercício que aqui se propõe. Em nome de quê? Em nome da Liberdade».

"Estado de Segredos" é uma viagem apaixonante pela História contemporânea, em que as principais figuras políticas não escapam a um escrutínio rigoroso.

«Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os sociais, os corporativos e o Estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o Estado a que chegámos!»
Salgueiro Maia,
na madrugada de 25 de Abril de 1974

Grande parte deste livro foi escrita entre 2005 e 2006, quando o governo maioritário de José Sócrates ainda estava a cumprir o primeiro ano de funções. Casos polémicos que fazem a actualidade política – como, por exemplo, “Li­cenciatura”, “Freeport” ou “Face Oculta” –, encontram muita da sua génese nos anos de 2001 e 2004. Esta foi a altura das grandes reviravoltas políticas e do despertar de escândalos mediáticos que, por pertencerem ao “Estado de Segre­dos”, permite que os actuais políticos possam gozar de uma cada vez maior im­punidade de escrutínio.

Os portugueses afastam-se da política e a comunicação social está em crise de audiências e vendas. Mas, afinal de quem é a culpa?

Quando as redacções dos órgãos de comunicação social estão preenchidas por jornalistas jovens, cada vez mais novos e sem memória, a situação agrava-se ao somarmos a velocidade a que as informações se propagam e acumulam. Não há igualmente lugar ao exercício da chamada “recolocação dos factos”, ou seja, os profissionais da comunicação social apagam acontecimentos da memória colectiva que aconteceram há apenas seis anos ou seis meses, apesar destes estarem relacionadas com eventos da actualidade. Às vezes, até se esquecem de factos ocorridas seis semanas antes. Ou até mesmo há apenas seis dias.

No dia em que o presidente Jorge Sampaio anunciou a demissão do governo Pedro Santana Lopes, a 30 de Novembro de 2004, o acto ficou simbolicamente inscrito no mesmo ano em que a revolução de 25 de Abril de 1974 cumpriu três décadas.

Esses 30 anos representam várias gerações de portugueses que estão, hoje, a construir o país. Os jovens que, em 1974, tinham 15 ou 25 anos, estão agora na casa dos 45, 55 anos, percebendo que são demasiado velhos para certos empregos, mas demasiado jovens para se reformarem. São aqueles que, adultos nascidos depois de 1974, ainda têm de viver em casa dos pais devido às fracas possibilidades financeiras. São também os pais e avós desses todos que, agora reformados, desconfiam das virtudes dos actuais políticos que beneficiaram do sistema democrático sonhado para os seus descendentes e conquistado com o 25 de Abril de 1974.

Foi ao olhar para este país, a perder gradualmente a memória e, desse modo, alimentando um “Estado de Segredos” apenas ao alcance de alguns iluminados, que a presente obra foi elaborada.

Estado de Segredos

25 Abril - Camarate - Terrorismo - Secretas - Maçonaria - Casa Pia - BPN - Face oculta - Golpe de estado (2ª Edição)

de Frederico Duarte Carvalho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898325075
Editor: RCP Edições
Data de Lançamento: agosto de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 234 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 182
Tipo de produto: Livro
Coleção: Mais Investigação
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789898325075

Os vários escândalos políticos

S.E.

Um livro interessante e esclarecido, que expõe diversos escândalos mediáticos, constatando-se a impunidade do meio político, numa sociedade cada vez mais cansada, e, sobretudo, desinformada.

SOBRE O AUTOR

Frederico Duarte Carvalho

Natural do Porto, é jornalista e escritor, tendo trabalhado nas redações de O Primeiro de Janeiro, Tal&Qual, 24 Horas e Focus, onde foi editor de Política. É autor, entre outros, dos livros de investigação Eu Sei que Você Sabe – Manual de Instruções para Teorias da Conspiração (2003), Estado de Segredos (2010), Camarate – Sá Carneiro e as Armas para o Irão (2012), O Governo Bilderberg (2016) e As Conspirações que Mudaram o Mundo (2022). No campo da ficção é autor, entre outros, de O Terceiro Bispo e O Segredo de João das Regras.

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