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Espírito d'Alma

de Paulo Marçalo
Editor: MoDocromia, maio de 2019 ‧
13,01€
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Paulo Marçalo, Poeta Marinheiro, […] Escreve desde que se lembra de ter necessidade de dialogar consigo… tão natural como ir em pescarias pelas águas fecundas do mar ou do rio Mondego, partindo do rio Pranto que sente como seu confidente.
A sua escrita é o desfragmentar do Ser - emoção e acção - que se reinventa em cada palavra para se erguer na construção silábica, a Sua.

Uma procura pela luz, como apaziguadora de uma constante procura de si, pelos outros que passam… para escapar a uma massificação que o sufoca, permitindo-se uma Religiosidade latente e uma Liberdade que assenta na Democracia como premissa de Vida.

Como diz o Poeta, o Espírito é o que revelamos ao mundo, a forma como a nossa Alma transparece, sendo esta o ideal de perfeição a que aspiramos, guardando-a em nós, e que acrescento, afirmando que construída por memórias do que somos… tal em Santo Agostinho que da cópula da Vida - ente e mundo - encerramos na memória os afectos, experienciando-os na Alma, numa permanente recordação, em gozo e êxtase, sendo o Espírito a Memória!

Deste coito gozoso feito de vivências, encontros e desencontros, permanência e imanências, evocam estes poemas emoções de alegria ou tristeza, de doçura ou de amargura, ou os seus contrários, pelas quatro perturbações da Alma: o desejo, a alegria, o medo e a tristeza.

[…]

Assim, quando o lemos, a permanência é real porque essas memórias, emoções no quotidiano passado e presente, não se recordam ou revolvem, antes estão! Existem, vivem e revivem em cada palavra, em cada metáfora, em cada alegoria!
E sempre…

Pela compaixão de enfermos infantes,
Férreo é o gesto, que refreia horizontes,
Esculpindo a porfia na pedra do olhar,
Fecunda tormenta, perene sonhar!…

…esta busca pela ideia original de uma religiosidade que assenta na Fraternidade, rumo à Felicidade a que aspira, qual Homem do Mar que enfrenta a tormenta, desafia a lonjura e ama-o para além, talvez de mim, de nós…

Esta enigmática prática poética que se insurge contra a monotonia e a desordem instalada, contra a injustiça e o esquecimento, é, para mim, inspirada por um dos momentos de amor e cumplicidade de Zeus com Mnemosine, quiçá do qual Erato, musa virgem, aparece neste livro em cuja lira se ouve o eco do Poeta, Espírito, e de cada rosa, da sua coroa, exalam perfumes de memórias, Alma, que nos reclamam.

Do prefácio de J. M. Vieira Duque

Espírito d'Alma

de Paulo Marçalo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895442119
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: maio de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 222 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 122
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Voz da Lira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789895442119

SOBRE O AUTOR

Paulo Marçalo

Paulo Marçalo, nasceu a 9 de dezembro de 1974 na Figueira da Foz, onde residiu na vila piscatória da Cova – Gala até aos 43 anos, vivendo atualmente em Coimbra.
Foi na Figueira da Foz que completou o 12º Ano, na Escola Secundária Joaquim de Carvalho. E, mais tarde, o Curso de Marinheiro Pescador, abraçando a faina marítima por vários períodos em embarcações como Cavaleiro, Príncipe do Vouga, Imperador, Marco Flávio, Pepitos e Divino Infante. Intercalando com o trabalho fabril na Vidreira do Mondego, Fábrica Soporcel, CELBI e CLIPER Cerâmica. Encontra-se atualmente no Intermarché de Santa Clara, Coimbra.
Começou a escrever os primeiros poemas em 1994, como uma necessidade latente de autodescoberta. Em 1997, envereda por uma poética de catarse, sôfrego que estava de vida e mudança. Mas a fruição sistemática da escrita acontece em 2016, como processo criativo e de encontro com o seu Eu e o Mundo.
Participou em antologias poéticas como: Antologia da Lusofonia Eclética III, 2018, Edições Colibri, Lisboa; Antologia da Lusofonia Eclética IV, 2018, Edições Colibri, Lisboa; Coletânea de Poesia Mundo(s) I, 2018, Edições Colibri, Lisboa; Opúsculo Poético: Confissões, 2018, Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, Águeda; Coletânea de Poesia Mundo(s) III, 2019, Edições Colibri, Lisboa; poemas encenados e lidos em vários locais integrados em eventos culturais, como na Reitoria da Universidade de Aveiro, Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, Rádio Foz do Mondego, Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Encontra-se a desenvolver o projeto de uma Galeria de Arte e Cultura, VIEIRA DUQUE, em Coimbra, no Adro de Cima.

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