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O Silêncio Perpetua os Espaços

de Paulo Marçalo
Editor: MoDocromia, agosto de 2020 ‧
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[...] A sua escrita é o desfragmentar do Ser - emoção e acção - que se reinventa em cada palavra para se erguer na construção silábica, a Sua.
Uma procura pela luz, como apaziguadora de uma constante procura de si, pelos outros que passam… para escapar a uma massificação que o sufoca, permitindo-se uma Religiosidade latente e uma Liberdade que assenta na Democracia como premissa de Vida.
Como diz o Poeta, o Espírito é o que revelamos ao mundo, a forma como a nossa Alma transparece, sendo esta o ideal de perfeição a que aspiramos, guardando-a em nós, e que acrescento, afirmando que construída por memórias do que somos… tal em Santo Agostinho que da cópula da Vida - ente e mundo - encerramos na memória os afectos, experienciando-os na Alma, numa permanente recordação, em gozo e êxtase, sendo o Espírito a Memória!

[...] Assim, quando o lemos, a permanência é real porque essas memórias, emoções no quotidiano passado e presente, não se recordam ou revolvem, antes estão! Existem, vivem e revivem em cada palavra, em cada metáfora, em cada alegoria!
E sempre…

Pela compaixão de enfermos infantes,
Férreo é o gesto, que refreia horizontes,
Esculpindo a porfia na pedra do olhar,
Fecunda tormenta, perene sonhar!...

… esta busca pela ideia original de uma religiosidade que assenta na Fraternidade, rumo à Felicidade a que aspira, qual Homem do Mar que enfrenta a tormenta, desafia a lonjura e ama o para além, talvez de mim, de nós…

Esta enigmática prática poética que se insurge contra a monotonia e a desordem instalada, contra a injustiça e o esquecimento, é, para mim, inspirada por um dos momentos de amor e cumplicidade de Zeus com Mnemosine, quiçá do qual Erato, musa virgem, aparece neste livro em cuja lira se ouve o eco do Poeta, Espírito, e de cada rosa, da sua coroa, exalam perfumes de memórias, Alma, que nos reclamam.
Do Prefácio de J. M. Vieira Duque

O Silêncio Perpetua os Espaços

de Paulo Marçalo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895486601
Editor: MoDocromia
Data de Lançamento: agosto de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 222 x 225 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 162
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789895486601

SOBRE O AUTOR

Paulo Marçalo

Paulo Marçalo, nasceu a 9 de dezembro de 1974 na Figueira da Foz, onde residiu na vila piscatória da Cova – Gala até aos 43 anos, vivendo atualmente em Coimbra.
Foi na Figueira da Foz que completou o 12º Ano, na Escola Secundária Joaquim de Carvalho. E, mais tarde, o Curso de Marinheiro Pescador, abraçando a faina marítima por vários períodos em embarcações como Cavaleiro, Príncipe do Vouga, Imperador, Marco Flávio, Pepitos e Divino Infante. Intercalando com o trabalho fabril na Vidreira do Mondego, Fábrica Soporcel, CELBI e CLIPER Cerâmica. Encontra-se atualmente no Intermarché de Santa Clara, Coimbra.
Começou a escrever os primeiros poemas em 1994, como uma necessidade latente de autodescoberta. Em 1997, envereda por uma poética de catarse, sôfrego que estava de vida e mudança. Mas a fruição sistemática da escrita acontece em 2016, como processo criativo e de encontro com o seu Eu e o Mundo.
Participou em antologias poéticas como: Antologia da Lusofonia Eclética III, 2018, Edições Colibri, Lisboa; Antologia da Lusofonia Eclética IV, 2018, Edições Colibri, Lisboa; Coletânea de Poesia Mundo(s) I, 2018, Edições Colibri, Lisboa; Opúsculo Poético: Confissões, 2018, Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, Águeda; Coletânea de Poesia Mundo(s) III, 2019, Edições Colibri, Lisboa; poemas encenados e lidos em vários locais integrados em eventos culturais, como na Reitoria da Universidade de Aveiro, Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, Rádio Foz do Mondego, Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa.
Encontra-se a desenvolver o projeto de uma Galeria de Arte e Cultura, VIEIRA DUQUE, em Coimbra, no Adro de Cima.

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