Erzsébet Báthory - A condessa sanguinária

de Valentine Penrose
Editor: Assírio & Alvim, julho de 2004 ‧
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Esta é a história de uma Condessa que se banhava no sangue de jovens raparigas. Uma história verdadeira, ainda inédita no nosso país. Os documentos que a provam foram muito difíceis de obter, pois tudo aconteceu há mais de trezentos anos numa Hungria em estado ainda primitivo. Os elementos mais relevantes do processo foram passando ao longo do tempo por vários Arquivos. Mas, em 1956, que terá acontecido aos Arquivos da Hungria que se encontravam no castelo de Budapeste? Nos tempos actuais não é possível ver o retrato, escurecido pela passagem dos séculos, que eternizou o olhar severo da muito bela Erzsébet Báthory. O castelo de Csejthe está em ruínas desde há duzentos anos, lá no alto dos esporões espetados dos Pequenos Cárpatos, perto da Eslováquia. Quanto a vampiros e fantasmas, esses, nunca deixaram de habitá-lo, bem como certo pote de barro, a um canto numa das caves, usado para verter o sangue sobre os ombros da Condessa.O fantasma do Monstro de Csejthe, a Condessa Sanguinária, uiva ainda lancinantemente durante a noite nessa salas cujas janelas e portas foram muradas e assim ficaram para todo o sempre.Que ela terá sido um Gilles de Rais no feminino, tudo o indica; até o próprio processo, do qual, por respeito ao seu nome, ilustre desde os primórdios da Hungria, e aos serviços prestados pela sua família aos Habsburgos, muita coisa foi suprimida. De resto, nem sequer se julgou conveniente interrogar a própria acusada.

Erzsébet Báthory - A condessa sanguinária

de Valentine Penrose

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-0924-7
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: julho de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 210 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Coleção: Beltenebros
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Biografias
EAN: 9789723709247
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

História e Sangue

Xavier Miguel

Foi uma experiência deveras cativante para mim ler este livro. Apesar de por vezes a autora se alongar muito em descrições históricas, são estas a contextualização necessária à narração do percurso da Condessa que, acompanhada por velhas bruxas, se banhava no sangue de jovens mulheres, de maneira a conservar a sua beleza e escapar ao envelhecimento. Este estudo além de contar o percurso desta terrível figura do séc. XVI, acompanha ainda o seu julgamento. Um livro de leitura voraz para aqueles que como eu gostam de histórias de terror e do macabro, ainda para mais uma história totalmente verídica, o que a torna ainda mais terrível.

SOBRE O AUTOR

Valentine Penrose

Valentine Penrose (1898 - 1978), foi uma das primeiras mulheres a participar no movimento surrealista, para o qual levou uma obra poética excepcional, impregnada de automatismo, imagens insólitas, erotismo, exotismo, mitos, lendas e magia.Da mesma geração de André Breton e de outros fundadores do movimento, Valentine Penrose ligou-se ao grupo surrealista a partir dos anos vinte. Como muitas mulheres associadas ao grupo, exerceu fascínio pela sua beleza: Roland Penrose (pintor, escritor e crítico de arte inglês com quem foi casada), Max Ernst e Wolfgang Paalen pintaram o seu retrato, Man Ray fotografou-a. Foi admirada como poeta, especialmente por Paul Éluard, que lhe escreveu prefácios elogiosos para Herbe à la Lune (1935) e Dons des Féminines (1951). A sensualidade, o erotismo por vezes ousado, a celebração do feminino, o ritmo musical e as imagens surpreendentes fazem dos poemas de Valentine Penrose belíssimas raridades.

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