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Dilúvio Sem Deus

As grandes cheias do Tejo de 1967

de Joana Amaral Dias
Livro eBook
Editor: Oficina do Livro, setembro de 2020 ‧
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Numa madrugada de Novembro de 1967, a população da grande Lisboa, desde Estoril e Oeiras até Alenquer e Vila Franca de Xira, passando por Queluz, Loures ou Odivelas, acordou em sobressalto e deu de caras com a morte e a destruição. Em algumas horas, caiu a chuva equivalente à de um mês inteiro. O nível da água do Tejo subiu quatro metros. Os cursos de água em redor de Lisboa transbordaram. De um momento para o outro, centenas de rios e ribeiros invadiram as ruas da capital e arredores. Pessoas, animais, barracas, automóveis, mobílias e destroços diversos foram levados pela água e engrossaram caudais mortíferos que levavam tudo à sua frente, afogando homens e mulheres, arrancando árvores, demolindo habitações.

Embora as estatísticas da época de pouco valham, mais de mil pessoas terão morrido nessa noite. As maiores vítimas foram os que residiam em construções precárias e em barracas. Apesar dos esforços do governo de Salazar para ocultar a dimensão da tragédia, as Grandes Cheias de 1967 revelaram o atraso e a miséria em que se vivia no país presépio apregoado pelo ditador.

Este Dilúvio sem Deus despertou a consciência social e política de estudantes, católicos progressistas e muitos outros portugueses e funcionou como a espécie de antecâmara para o derrube da ditadora, escassos sete anos depois.

Dilúvio Sem Deus

As grandes cheias do Tejo de 1967

de Joana Amaral Dias

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896609023
Editor: Oficina do Livro
Data de Lançamento: setembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 239 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789896609023

Um importante documento sobre as cheias de 1967

Tiago Manalvo

Joana Amaral Dias faz neste livro um excelente relato do drama das cheias de Novembro de 1967, revisitando alguns dos dramas vividos pelas populações afectadas. Tendo começado a chover ao final da tarde, apesar de com alguma intensidade, muitas pessoas na capital não se aperceberam da catástrofe que estava prestes a abater-se, com maior monta, sobre região do Vale do Tejo. As autoridades procuraram ao máximo que o país não se apercebesse da dimensão do ocorrido, para que não houvesse uma verdadeira perceção das condições degradantes em que muitas pessoas viviam nos arredores da capital, como por comparação o Governo francês sempre procurou esconder os "bidon ville" nos arredores de Paris. O livro vale sobretudo como oportunidade de voltar a este tema, agora sem constrangimentos de verdadeira divulgação, sobretudo por ser algo que já caiu no esquecimento, e como alerta, uma vez que em muitos casos, voltaram a ser construídas infraestruturas em terrenos denominados de leito de cheias.

DILÚVIO SEM DEUS

Rui Pinto

Um livro que nos fala de alguns factos históricos, com relevo especial às Cheias em Lisboa em Novembro de 1967. Notei ao longo da leitura, uma preocupação excessiva em frisar a ligação do Governo da época à tragédia. Todas as pessoas da minha geração sabem bem o que era esse tipo de governação. Contudo, eu pergunto: e em 1755? E nos fogos que têm assolado o nosso País no últimos anos? E o que aconteceria, se uma catástrofe semelhante ao terramoto ou às cheias acontecesse nos nossos dias na nossa capital? Haveria mais proteção à população que atualmente vive na sua periferia? Viverão em melhores condições? Haveria mais segurança? Ficam as interrogações.

SOBRE O AUTOR

Joana Amaral Dias

Joana Amaral Dias é psicóloga clínica e criminóloga. Mestre em Psicologia do Desenvolvimento (Universidade de Coimbra), é doutorada em Psicologia Clínica e da Saúde (Universidade de Chicago e Universidade de Coimbra). Foi bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia e tem várias pós-graduações, inclusivamente em Farmacologia pela Harvard Medical School, onde prossegue os seus estudos pós-doc. Dirige a Clínica Carlos Amaral Dias. Deu aulas em diferentes universidades portuguesas e estrangeiras, é autora de uma dezena de livros e presença regular na comunicação social portuguesa, como analista criminal e política. Cidadã de causas e voluntária em associações como a Liga Portuguesa contra o Cancro, foi deputada à Assembleia da República. Amante do teatro, do cinema e do desporto, entrou em várias peças e competições. É orgulhosa mãe de três filhos e apaixonada por Portugal.

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