Dilúvio Sem Deus
As grandes cheias do Tejo de 1967
SINOPSE
Embora as estatísticas da época de pouco valham, mais de mil pessoas terão morrido nessa noite. As maiores vítimas foram os que residiam em construções precárias e em barracas. Apesar dos esforços do governo de Salazar para ocultar a dimensão da tragédia, as Grandes Cheias de 1967 revelaram o atraso e a miséria em que se vivia no país presépio apregoado pelo ditador.
Este Dilúvio sem Deus despertou a consciência social e política de estudantes, católicos progressistas e muitos outros portugueses e funcionou como a espécie de antecâmara para o derrube da ditadora, escassos sete anos depois.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896609023 |
| Editor: | Oficina do Livro |
| Data de Lançamento: | setembro de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 156 x 239 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 200 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
|
| EAN: | 9789896609023 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um importante documento sobre as cheias de 1967
Tiago Manalvo
Joana Amaral Dias faz neste livro um excelente relato do drama das cheias de Novembro de 1967, revisitando alguns dos dramas vividos pelas populações afectadas. Tendo começado a chover ao final da tarde, apesar de com alguma intensidade, muitas pessoas na capital não se aperceberam da catástrofe que estava prestes a abater-se, com maior monta, sobre região do Vale do Tejo. As autoridades procuraram ao máximo que o país não se apercebesse da dimensão do ocorrido, para que não houvesse uma verdadeira perceção das condições degradantes em que muitas pessoas viviam nos arredores da capital, como por comparação o Governo francês sempre procurou esconder os "bidon ville" nos arredores de Paris. O livro vale sobretudo como oportunidade de voltar a este tema, agora sem constrangimentos de verdadeira divulgação, sobretudo por ser algo que já caiu no esquecimento, e como alerta, uma vez que em muitos casos, voltaram a ser construídas infraestruturas em terrenos denominados de leito de cheias.
DILÚVIO SEM DEUS
Rui Pinto
Um livro que nos fala de alguns factos históricos, com relevo especial às Cheias em Lisboa em Novembro de 1967. Notei ao longo da leitura, uma preocupação excessiva em frisar a ligação do Governo da época à tragédia. Todas as pessoas da minha geração sabem bem o que era esse tipo de governação. Contudo, eu pergunto: e em 1755? E nos fogos que têm assolado o nosso País no últimos anos? E o que aconteceria, se uma catástrofe semelhante ao terramoto ou às cheias acontecesse nos nossos dias na nossa capital? Haveria mais proteção à população que atualmente vive na sua periferia? Viverão em melhores condições? Haveria mais segurança? Ficam as interrogações.
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