Diário Mínimo

Livro 1

de Umberto Eco

editor: Difel, janeiro de 2008
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Os «Diários mínimos», alguns dos quais, como «Fenomenologia de Mike Bongiorno», «Elogio de Franti», ou «Fragmentos» se tornaram, entretanto, clássicos no seu género e foram adaptados a números de café-concerto ou recolhidos em antologias escolares, surgiram nos anos sessenta em revistas italianas, inicialmente, eram breves histórias de costumes; mais tarde começaram a definir-se como paródias literárias, exercícios de exploração do mundo «de pernas para o ar»: Manzoni lido como se fosse Joyce, Nabokov a escrever um romance sobre um jovem que só é capaz de se apaixonar por septuagenárias, um «nouveau roman» da autoria de um gato, Milão estudada por um antropólogo da Melanésia, a Grécia de Péricles analisada como sociedade de massas por um crítico os apocalíptico, etc.

Na edição italiana, de 1983, a partir da qual foi feita a tradução que agora se publica, Umberto Eco eliminou certas crónicas de costumes excessivamente datadas e enriqueceu a secção de paródias literárias e «pastiches» com textos publicados ao longo dos últimos anos: as obras-primas do erotismo, apresentadas como livros para a «biblioteca das raparigas», os grandes textos da história da literatura avaliados por um leitor de manuscritos de uma editora contemporânea, entre outros.

Umberto Eco procurou sempre apresentar estes seus textos como «divertimentos» improvisados sem grande convicção, mas pouco a pouco começou a considerá-los exercícios empenhados uma vez que também a paródia pode ser uma forma de conhecimento.

A chave desta poética do «pastiche» podemos encontrá-la no «Elogio de Franti» onde se fala do Riso como de uma prova real: perante ela, o que é já caduco, cai de vez. Por vezes uma antecipação profética de discursos que os outros farão, anos mais tarde, mas desta vez a sério.

E assim a paródia cultural é justiceira - simultaneamente veneno e antídoto, talvez um dever intelectual de peso e responsabilidade.

«Quanto à leitura deste Diário Mínimo ela é um excelente exercício para os espíritos baços e solenes que têm medo da… cultura! Mais do que isso: é uma admirável oferta de riso inteligente, de que andamos todos tão precisados.»
Expresso

Diário Mínimo

de Umberto Eco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722901000
Editor: Difel
Data de Lançamento: janeiro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 223 x 148 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 180
Tipo de produto: Livro
Coleção: Literatura Estrangeira
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789722901000
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Umberto Eco

Escritor e homem de letras italiano, Umberto Eco nasceu a 5 de janeiro de 1932 em Alessandria (Piemonte) e morreu a 19 de fevereiro de 2016. Pouco se sabe sobre as suas origens e a sua infância, salvo que revelou extrema precocidade ao doutorar-se pela Universidade de Turim com apenas vinte e dois anos de idade, em 1954, apresentando para o efeito uma tese consagrada ao pensamento filosófico de São Tomás de Aquino "O Problema Estético em S. Tomás de Aquino".
Entre 1954 e 1959 desempenhou as funções de editor cultural na famosa cadeia de televisão estatal italiana RAI, lecionando também nessa altura nas universidades de Turim, Milão e Florença e no Instituto Politécnico de Milão. Com apenas trinta e nove anos de idade foi nomeado professor catedrático de Semiótica pela Universidade de Bolonha, a mais conceituada do seu país.
Começou a escrever nos finais da década de 50, contribuindo para diversas publicações periódicas com uma série de artigos que seriam reunidos em volumes como "Diario Minimo" (1963, Diário Mínimo), "Il Costume di Casa" (1973), "Dalla Periferia Dell'Impero" (1977) e "Il Secondo Diario Minimo" (1992). O seu início de atividade ficou também marcado por obras como "Opera Aperta" (1962) e "Apocalittici E Integrati" (1964, Apocalípticos e Integrados).
Mantendo uma carreira editorial bastante completa e ativa, Eco não deixou de publicar estudos académicos sobre Estética, Semiótica e Filosofia, dos quais se podem destacar "La Definizione Dell'Arte" (1968), "Le Forme Del Contenuto" (1971), "Trattato Di Semiotica Generale" (1976), "Come Si Fa Una Tesi Di Laurea" (Como Fazer Uma Tese de Doutoramento, 1977) e "Arte E Bellezza Nell'Estetica Medievale" (1986), obra que lhe valeu vários e conceituados prémios literários. Em 1980 publicou o seu primeiro romance, "Il Nome Della Rosa" (O Nome da Rosa), obra que foi imediatamente considerada como um clássico da literatura mundial. Contando as andanças de um monge do século XIV que é chamado a uma abadia beneditina para solucionar um crime, Eco restabelecia a velha contenda entre o mundo material e o espiritual. A obra foi adaptada com sucesso para o cinema em 1986, pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud.
Bastante popular, sobretudo nos meios mais eruditos foi o seu segundo romance, "Il Pendolo Di Foucault" (1988, O pêndulo de Foucault), em que Eco contrapunha o hermetismo e a cosmologia aos potenciais da informática e aos perigos do crime organizado.
O público acolheu com mais modéstia "L'Isola Del Giorno Prima" (1995, A Ilha do Dia Antes), romance em que Roberto della Griva, um aristocrata do século XVII, desperta numa embarcação à deriva no Pacífico Sul, e "Baudolino" (2000, Baudolino), obra também pertencente ao género do romance histórico.

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