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Crónica D. João I

de Fernão Lopes e João Ramalho Santos; Ilustração: Filipe Abranches
Editor: Levoir, outubro de 2024 ‧
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A Crónica de D. João I foi escrita por Fernão Lopes, por volta de 1450, e constitui, após as crónicas de D. Pedro e de D. Fernando, a terceira e mais perfeita das três grandes crónicas compostas pelo primeiro cronista régio.

Esta crónica, foi deixada incompleta por Fernão Lopes, sendo de sua autoria a primeira e a segunda parte, não se sabendo se terá legado manuscritos para a terceira parte, redigida pelo seu sucessor, Gomes Eanes de Zurara, conhecida como Crónica da Tomada de Ceuta.

A primeira parte da crónica descreve a insurreição de Lisboa na narração célere dos episódios quase simultâneos do assassinato do conde Andeiro, do alvoroço da multidão que acorre a defender o Mestre e da morte do bispo de Lisboa. Ao longo dos capítulos, fundamenta-se a legitimidade da eleição do Mestre, consumada nas cortes de Coimbra, na sequência da argumentação do doutor João das Regras, enquanto desfecho inevitável imposto pela vontade da população.

Nesta primeira parte, o talento do cronista na animação de retratos individuais, como os de D. Leonor Teles ou D. João I, excede-se na composição de uma personagem coletiva, o povo, verdadeiro protagonista que influi sobre o devir dos acontecimentos históricos.

Crónica D. João I

de Fernão Lopes e João Ramalho Santos; Ilustração: Filipe Abranches

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896829445
Editor: Levoir
Data de Lançamento: outubro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 277 x 213 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Clássicos da Literatura Portuguesa em BD
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Outros
EAN: 9789896829445

Uma crónica a reler

alexandre dale

O desenho, voluntariamente "sujo" e denso - embora, inesperadamente, muito legível - devolve-nos, graficamente, uma obra que, não tendo nascido de um ímpeto literário, nem por isso deixa de ter valor nesse campo, mas que se destaca sobretudo pelo retrato de época que nos dá. Esta versão desenhada é uma boa entrada para uma leitura que, convenhamos, não é fácil, mas que assim se verá, de alguma forma, facilitada.

(Re)visitação de um clássico

João R. Marques

Um dos relatos mais importantes da história de Portugal ganha (nova) vida com as ilustrações de Filipe Abranches. Num registo gráfico semelhante à sua História de Lisboa, o autor confere ação e dinamismo aos eventos relatados. A adaptação do texto está a cargo de João Ramalho Santos, que também já deu provas sobejas da sua capacidade de produzir quer adaptações quer argumentos originais. A não perder, pelos interessados em História ou banda desenhada. Ou por uma saborosa misturadas duas.

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