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Confissões

de Santo Agostinho
idioma: português, latim
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda, dezembro de 2021 ‧
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«As Confissões de Santo Agostinho, no dizer de Eduardo Lourenço, são obra mítica da Cultura Ocidental. Na verdade, se por mítica se entende aquela obra que, ao dizer e confessar, está simultaneamente a criar uma demanda originária, que enraíza matricialmente numa mundividência sobre a qual exerce um fascínio quase inexplicável, então a história da sobrevida e da tradução das Confissões torna pertinente tal designação. É inegável que, se o género confessional não foi inaugurado por Santo Agostinho, foi ele quem, com as Confissões, mais divulgou a literatura de viagens interiores, de autobiografia íntima, de subida às moradas e aos palácios da memória que marcou, profundamente, a nossa espiritualidade e contribuiu para um processo de elaboração da nossa consciência. A liberdade, a amizade, a procura, o encontro, a alegria, o louvor; as emoções, os sentimentos, a razão, a fé; a criação, o tempo, a memória, a eternidade; o mal, o pecado, o erro, a culpa, a ilusão e a desilusão: eis a experiência de um homem de carne e osso que, em toda a sua riqueza e complexidade, converge para as Confissões, e que releituras sucessivas de certo modo universalizaram e concretizaram. Reler as Confissões é ampliar, com o nosso, o seu testemunho. É esta a leitura apropriada, pois o pensamento augustiniano, mormente nas Confissões, reverte o tempo crónico — esse devorador dos seus próprios filhos — pela remissão para uma ordem sincrónica que pode ser, nesta hora, uma vitória sobre o desespero e o terror do tempo. É, por isso, um pensamento aberto ao possível e, talvez, ao impossível. E isto é o que mais importa pensar.»

in contracapa.

Confissões

de Santo Agostinho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722725118
Editor: INCM – Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: dezembro de 2021
Idioma: Português, Latim
Dimensões: 157 x 245 x 39 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 780
Tipo de produto: Livro
Coleção: Estudos Gerais / Série Universitária
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789722725118

obra intemporal

tlm

Confissões, de Santo Agostinho, é uma obra intemporal que combina reflexão espiritual, filosofia e uma profunda busca interior. Com uma escrita íntima e poderosa, o autor partilha dúvidas, fragilidades e o seu caminho de transformação. Um clássico inspirador que continua a convidar à introspeção, ao autoconhecimento e à procura de sentido.

Confissões

Gonçalo M.

Parte biográfico parte filosofia, este incessante louvar a Deus de imaculada bondade e criador de tudo pode ser pouco prático para leitores com mais do que um hobbie. Intensamente moderno no expresso desejo, comum a todos nós, por partilharmos de um grupo de amizades par nosso e este sentido de comunidade, o homem martiriza-se pelos erros da adolescência (o roubo de umas pêras por ex) e actos de luxúria tão próprios da idade e grupos de que fez parte, quando tudo isto é apenas crescer e descobrir-se, pode ser maçador a alguém de senso comum mais razoável. Quando finalmente se vê em controlo das suas paixões e pode-se dedicar na integra a adorar a Deus começa o fastio filosófico em perceber sobre o tempo e a memória e correlação destes com um Deus evidente se em nós apenas por processos fisiologicos. Agostinho coloca Deus num plano imaterial, sendo raras (que me lembre) as menções a Jesus (messias, filho do próprio, ombros sobre os quais a igreja edifica), pondo este Deus incorpóreo numa visão mais aproximada com a nossa espiritualidade atual , verdadeiramente onipresente, mesmo com suporte nas historias das escrituras, esta abordagem à criação ajuda no entendimento de um homem complicado

SOBRE O AUTOR

Santo Agostinho

Agostinho cresceu no norte da África colonizado por Roma, educado em Cartago. Foi professor de retórica em Milão em 383. Seguiu o Maniqueísmo nos seus dias de estudante e se converteu ao cristianismo pela pregação de Ambrósio de Milão. Foi batizado na Páscoa de 387 e retornou ao norte da África, estabelecendo em Tagaste uma fundação monástica junto com alguns amigos. Em 391 foi ordenado sacerdote em Hipona. Tornou-se um pregador famoso (há mais de 350 sermões dele preservados, e crê-se que são autênticos) e notado pelo seu combate à heresia do Maniqueísmo. Defendeu também o uso de força contra os Donatistas, perguntando "Por que (...) a Igreja não deveria usar de força para compelir seus filhos perdidos a retornar, se os filhos perdidos compelem outros à sua própria destruição?" (A Correção dos Donatistas, 22-24) Em 396 foi nomeado bispo assistente de Hipona (com o direito de sucessão em caso de morte do bispo corrente), e permaneceu como bispo de Hipona até sua morte em 430. Deixou seu monastério, mas manteve vida monástica em sua residência episcopal. Deixou a Regula para seu monastério que o levou a ser designado o "santo Patrono do Clero Regular", que é uma paróquia de clérigos que vivem sob uma regra monástica. Agostinho morreu em 430 durante o cerco de Hipona pelos Vândalos. Diz-se que ele encorajou seus cidadãos a resistirem aos ataques, principalmente porque os Vândalos haviam aderido ao arianismo, que Agostinho considerava uma heresia.

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