Confissões de Uma Máscara

Livro 12

de Yukio Mishima
Editor: Livros do Brasil, outubro de 2019 ‧
É a voz de um jovem no Japão do pós-Segunda Guerra Mundial aquela que se confessa neste livro. Um jovem com uma infância solitária, que fracassa no amor quando se envolve com uma colega da irmã, que obsessivamente reflete sobre a morte e sobre a beleza e que é dominado por um brutal desejo de um outro rapaz, cujo corpo imagina perfurado de setas, tal como o São Sebastião de Guido Reni. Um jovem que, no rígido Japão imperial onde não há lugar para impulsos transgressivos, tem de usar uma máscara, sempre, a todo o custo. Romance autobiográfico, poderoso e comovente, Confissões de Uma Máscara foi o segundo livro publicado por Yukio Mishima, então com 24 anos, e consagrou-o de imediato como um dos mais importantes autores japoneses do pós-guerra. A tradução para português, revista para esta edição, é de António Mega Ferreira.

Confissões de Uma Máscara

de Yukio Mishima

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-711-056-6
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: outubro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 180 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Tipo de produto: Livro
Coleção: Miniatura
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989711056610
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Compreender o amor, a sexualidade e a nós mesmos

Ana Gonçalves

Trata-se de uma história de um rapaz, no Japão pós-guerra, em que é retratada a dificuldade em nos compreendermos, e em entender o amor e a sexualidade. Aconselho a leitura para quem deseje conhecer o autor, pois é uma leitura rápida e agradável, sem que o conteúdo seja prejudicado.

Carnalidade e Morte do Meu Genuíno Eu

Ana

Surpreende-me sempre como certos livros têm a magia da intemporalidade e da universalidade, mesmo possuindo alguns elementos temporalmente e geograficamente contextualizadores. Também, como (pelo menos por enquanto) eternamente certas convenções sociais e culturais persistem transversalizadas neste pequenino planeta e impregnadas no nosso efémero viver, e tentam controlar o direito de escolha individual à sexualidade e à morte. O lento cair da máscara. Enquanto ia lendo estas confissões, a palavra persona emergiu na minha cabeça, lembrando-me amiúde de “A criança de Areia”, de Tahar Bem Jelloun. Porque Mishima não reflete somente sobre a lenta, perturbada e conturbada descoberta da sua verdadeira sexualidade no mundo que lhe coube em sorte, ele e Jelloun colocam-nos na nossa própria casa de espelhos e induzem-nos a olhar-nos neles, a confrontar-nos com todas aquelas personas que vamos elaborando e que connosco transportamos (não poucas vezes penosamente) durante as nossas paralelas vidas, neste exíguo e precioso tempo que tão descuidadamente desbaratamos em egocentrismos, superficialismos e frivolidades. O lento cair do pano. Se sobre a morte (em si) sabemos cada vez menos, sobre o direito de morrer nem vale a pena falar. Mas Mishima inquieta-nos, não tentando impor-nos um posicionamento, nem tão pouco uma reflexão, mas expondo cruamente como ela se vai construindo como elemento próprio da nossa existência inteira. E, afirmando com a sua atitude, como não estamos condenad@s a esperar que ela aconteça, mas que somos livres de a assumir, quando maduramente dela nos quisermos apropriar, como direito nosso. Pequena nota: Como Mishima evoca num quase mimetismo a assunção de uma sexualidade humana “invertida” e uma sexualidade floral que também naturalmente o é.

Máscara poliédrica

Agostinho Pissarreira

Gostei muito deste livro. É um livro profundo que relata com incisão as lutas, as contradições, os enigmas, os medos e os conflitos internos (insolúveis?!) do autor no que diz respeito à sexualidade, ao seu relacionamento com o amor, os afectos, o ser humano. Recomendo.

Fantástico

Vitor Pimenta

A obra que consagrou o autor que na altura tinha apenas 24 anos. Foi a rampa de lançamento para o mais genial escritor japonês do pós-guerra

SOBRE O AUTOR

Yukio Mishima

Yukio Mishima, novelista e dramaturgo, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo. Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1949), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).

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