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Uma Abelha na Chuva

Livro 13

de Carlos de Oliveira

Livro eBook
editor: Livros do Brasil, janeiro de 2020
Álvaro Rodrigues Silvestre vive um casamento falhado e estéril, gerado pela conveniência de antigos interesses familiares, na pequena aldeia de Montouro, espaço provinciano onde todas as biografias se cruzam, se intrometem umas nas outras. Num outono chuvoso e lamacento, as vidas dos protagonistas de Uma Abelha na Chuva afundam-se num ciclo trágico de mentiras, vingança e amores frustrados, que põe a nu a estrutura social de um Portugal pobre, desamparado, do século xx. Lançada em 1953, esta é uma obra incontornável do neorrealismo português, que marca o reconhecimento literário de Carlos de Oliveira, e que em 1971 deu origem ao filme homónimo do realizador Fernando Lopes.

«A abelha foi apanhada pela chuva: vergastadas, impulsos, fios do aguaceiro a enredá-la, golpes de vento a ferirem-lhe o voo. Deu com as asas em terra e uma bátega mais forte espezinhou-a. Arrastou-se no saibro, debateu-se ainda, mas a voragem acabou por levá-la com as folhas mortas.»

[…] uma das obras-primas da literatura portuguesa do século XX […].

João Lopes, Diário de Notícias

Uma Abelha na Chuva

de Carlos de Oliveira

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-711-059-7
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: janeiro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 180 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Coleção: Miniatura
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989711059710
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
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Carlos de Oliveira um bom representante do neorrealismo

Cláudia Santos

Uma releitura que me trouxe novamente a crueza e o egoísmo da sociedade portuguesa. Carlos de Oliveira a representar e muito bem o neorrealismo português.

Carlos de Oliveira

Carlos de Oliveira nasceu em 1921, em Belém do Pará, filho de pais portugueses emigrados no Brasil. Tinha apenas dois anos quando a família regressou a Portugal. Na cidade que o acolheu, Coimbra, participou no grupo do Novo Cancioneiro, na génese do movimento Neorrealista, de que viria a ser uma das maiores vozes. Colaborou nas revistas Altitude e Seara Nova, e dirigiu durante algum tempo a revista Vértice. Começou a destacar-se com os seus livros de poesia – Mãe Pobre (1945), Micropaisagem (1968), Pastoral (1977), entre outros. O seu trabalho distingue-se pela constante depuração da escrita e pelo questionamento do gesto autoral, levando-o a corrigir e reescrever quase todos os seus trabalhos até ao final da vida: são disso exemplo os seus romances Casa na Duna (1943), Pequenos Burgueses (1948), Uma Abelha na Chuva (1953) ou Finisterra (1978). Faleceu em Lisboa a 1 de julho de 1981.

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