Cavaleiro Andante
SINOPSE
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-37-1811-9 |
| Editor: | Assírio & Alvim |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2015 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 147 x 205 x 29 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 384 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | A Phala |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Epístolas e Cartas
Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias |
| EAN: | 978972371811910 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um rasgo de criatividade, um abanão literário
TeresaC
Encontrar um tão bom escritor português, para mim ainda desconhecido, embora já com anos e anos de obra publicada, é sempre um momento agridoce. Amargo por pensar: “Onde raio tenho eu andado?! O que raio tenho eu andado a fazer da minha vida!”. Doce por ter chegado ainda a tempo de maravilhar-me e deliciar-me com os seus livros… E julgo que este meu sentimento (em certa medida de culpa…) tem toda a razão de ser, já que os seus livros foram traduzidos para as mais variadas línguas, como a sueca e a holandesa, por exemplo, o que me leva a crer na possibilidade de estar, eventualmente, perante um escritor mais conhecido lá fora do que cá. Será? Ora, Almeida Faria é um desses casos, uma dessas felizes e apaixonantes descobertas, tanto que em muito pouco tempo li de rajada a tetralogia Lusitana, inicialmente trilogia, da qual faziam parte A Paixão, Cortes e Lusitânia, escritos entre as décadas de 60 e 70, surgindo mais tarde, em 83, Cavaleiro Andante, formando assim a Lusitana. A este último foram ainda acrescentados, já em 2015, após nova revisão, uma carta e um email. Os livros devem ser lidos pela sua ordem de publicação, através da qual vamos assistindo à história de cada um dos elementos de uma família abastada do Alentejo, que vê a sua vida abalroada pelo 25 de Abril, enquanto, em pano de fundo, vamos percebendo o que foi acontecendo, aos níveis político, social, educativo e económico, a uma sociedade que ainda não sabe onde e como pisar o chão de um país em transição. Um país ainda hesitante e desorientado... Com o passar dos volumes e a par do decorrer dos acontecimentos, vai havendo também uma transformação na escrita. Inicialmente nem sempre muito clara, fazendo-me por vezes sentir perdida no meio de uma narrativa algo nebulosa, morando na consciência de cada personagem, sem que conseguisse no imediato distinguir entre o real, o sonhado e o imaginado, esse véu acaba por se ir desvanecendo, atenuando-se até praticamente desaparecer. A escrita é lindíssima, marcante, original e de uma enorme maturidade, com muitos momentos de angústia, solidão e incompreensão, e com alguns (poucos) apontamentos de humor entre o negro e o cínico.
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