Cartas de Amor à Viscondessa da Luz

de Almeida Garrett

editor: Quasi Edições, abril de 2008
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O final da primeira metade do século XIX marca o encontro de Almeida Garrett com Rosa Montufar Barreiros, mulher de estonteante beleza, esposa do oficial do exército Joaquim António Vélez Barreiros, homem de confiança da rainha de Portugal, D. Maria II, Barão e depois Visconde de Nossa Senhora da Luz.
Após a morte de Garrett, em 1854, persistem os rumores de que parte das cartas de amor trocadas entre Garrett e Rosa, a Viscondessa da Luz, teria escapado à destruição. Porém, só cem anos depois, em 1954, o açoriano José Bruno Carreiro conseguirá publicar a única edição (portuguesa) feita até hoje das vinte e duas cartas restantes de uma vasta e inflamada correspondência. Os manuscritos integravam, não se sabe como, o acervo do bibliófilo José do Canto, e, após sua morte (em 1898), foram parar à Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (Açores). Rara é a carta que não é escrita com linhas atravessadas umas sobre as outras em sentido vertical e horizontal, o que sem dúvida pode ser lido como um código singularíssimo de comunicação entre os amantes.
Identificado com a Liberdade e com o Cristianismo, ideais dominantes em toda a sua obra, Garrett desdobra-se entre o homem político e o homem das letras. Exilado três vezes, ele desafia o regime absolutista e, ainda, depois, em luta constante pelo aprimoramento da monarquia constitucional, manterá sempre firme a mão que o atava à literatura. Mas será noutro campo que o escritor irá travar a batalha essencial. A encruzilhada é precisa: entre a cruz do desejo sexual e a luz do amor, o homem descobre-se atravessado pela contingência do encontro com uma mulher.
É com estes elementos que Sérgio Nazar David dá um novo contorno a esta edição das Cartas de Amor à Viscondessa da Luz. Faz com que, pela primeira vez, o texto das cartas retorne com fidelidade ao que está nos manuscritos da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, e ainda abre uma instigante possibilidade de leitura aos interessados pelo eterno tema do amor.
Deixando-se conduzir pela firmeza do texto introdutório e pela precisão das notas, o leitor poderá descobrir, através do bordado fino tecido nestas cartas, que se por um lado Garrett não sucumbe diante da moral da época, por outro não escapa do drama particular vivido por todo homem marcado pela inquietude do desejo sexual e pela busca de pacificação através do amor.

Cartas de Amor à Viscondessa da Luz

de Almeida Garrett

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895523214
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: abril de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 235 x 152 x 18 mm
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789895523214
Almeida Garrett

Nascido no Porto, a 4 de fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett foi um dos escritores mais completos no panorama das letras portuguesas. Formado em Leis pela Universidade de Coimbra, apoia, no último ano do curso, a causa da revolução liberal de 1820, exilando-se consequentemente em Inglaterra e França. Neste seu afastamento, publica os dois títulos fundadores do Romantismo português: Camões (1825) e D. Branca (1826). No entanto, é depois do regresso definitivo a Portugal, em 1836, que se mostra mais profícuo, escrevendo um conjunto de obras, das quais se destacam a peça trágica Frei Luís de Sousa (1843), as inclassificáveis Viagens na Minha Terra (1846), ou os ousados versos de Folhas Caídas (1853). Aliado ao escritor está ainda Garrett, o homem cívico, que contribui para a redação da Constituição de 1838, funda o Conservatório de Arte Dramática e encabeça o projeto de edificação do Teatro Nacional D. Maria II. Almeida Garrett morre em Lisboa, a 9 de dezembro de 1854.

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Frei Luís de Sousa

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