Carta sobre os Cegos para Uso Daqueles que Vêem

(2ª Edição)

de Denis Diderot

editor: Nova Vega, março de 2007
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Nesta obra Diderot interroga um cego de nascença sobre a ideia que lhe desperta a noção de simetria ou da beleza, procurando certificar-se de que a "beleza" para um cego não é senão uma palavra quando separada da utilidade. Todas as respostas do cego se mostram relativas nos únicos sentidos de que ele dispõe. As principais noções de metafísica e moral são igualmente concebidas por ele depois da sua experiência sensitiva. Assim, não há bem nem mal, mas pessoas que guiam os cegos e lhes abrem horizontes. Este diálogo entre um cego e um ser que vê, patente na primeira parte desta Carta Sobre os Cegos, tem pois por objectivo levar o leitor a inclinar-se para o relativismo. A segunda parte do texto é ainda mais subversiva por Diderot sustentar aí a hipótese de uma grande desordem universal: o que é aqui normalidade não será noutro lado uma excepção? Radicalmente materialista, Diderot vira-se assim para o ateísmo e arrasta-nos com ele até à vertigem no turbilhão da sua reflexão que, publicada sob forma de livro em Junho de 1749, vem a ser censurada e a merecer-lhe a prisão.

Carta sobre os Cegos para Uso Daqueles que Vêem

(2ª Edição)

de Denis Diderot

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726998693
Editor: Nova Vega
Data de Lançamento: março de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 109 x 191 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Coleção: Passagens
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726998693
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Um (pequeno) tratado sobre relativismo

Joana V.

Diderot não sofre dos aceços de emoção de Rousseau, nem a sua ironia atinge o patamar da de Voltaire, mas a sua lucidez é talvez a que sobe mais alto. Esta é uma verdadeira ode ao relativismo, onde nem por isso deixa de ser feita uma crítica mordaz da sociedade.

Denis Diderot

Denis Diderot nasceu em Langres a 5 de Outubro de 1713, tendo vindo a falecer em Paris a 31 de Julho de 1784. Na qualidade de filósofo e escritor escreveu Carta Sobre os Cegos - para uso daqueles que vêem e A Enciclopédia (1750-72), considerada a sua obra maior, que, apesar da oposição da Igreja Católica e dos poderes estabelecidos, levou a cabo com empenho e entusiasmo. Publicou também algumas peças teatrais (de pouco êxito), destacando-se particularmente nos romances (seguindo as normas de alguns humoristas ingleses, em especial de Stern); A Religiosa, O Sobrinho de Rameau, Jacques, o Fatalista e o Seu Mestre. A ele se devem ainda numerosos artigos de crítica de arte. Diderot fez da literatura um ofício, nunca esquecendo, porém, a sua condição de filósofo. Preocupavam-no a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino.

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Jacques, o Fatalista

Jacques, o Fatalista

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