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Carta do Achamento do Brasil

de Pêro Vaz de Caminha
Editor: Editora Guerra & Paz, junho de 2021 ‧
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«A carta de Caminha é algo inteiramente novo e, repitase, um documento único na história da humanidade. Estou consciente de que me restrinjo à humanidade europeia (e especificamente ocidental), mas na minha vasta ignorância não tenho notícia de nada que se lhe assemelhe. Nem Marco Polo revela tal candura perante o inesperado, o maravilhoso descoberto, mesmo se planeado (e a isso já iremos mais adiante).
A narrativa de Pêro Vaz de Caminha confesso que prefiro não entrar em pormenores sobre ela para que o leitor a descubra virgem, e a aprecie por si próprio, pois ela dispensa glosas basta lê-la atentamente para nos darmos conta da abertura de horizontes dos recém-chegados a um universo novo, inteiramente inesperado. Vemo-los fascinados perante a natureza e a beleza de um povo que os deslumbra.
Tudo surge descrito numa linguagem gostosa, ditada por um olhar eivado de quase ingénua inocência.»

Onésimo Teotónio Almeida
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O longo caminho até à independência do Brasil

Há 200 anos o Brasil tornava-se independente. Há mais de 500, a frota liderada por Pedro Álvares Cabral acostava naquele mundo novo, um território ainda selvagem a que Pêro Vaz de Caminha chamou «Ilha de Vera Cruz». Seguindo os acontecimentos mais marcantes, protagonizados pelas figuras que escreveram a História do Brasil, convidamo-lo a percorrer, com estes 4 livros excecionais, o longo caminho até ao Grito do Ipiranga.

  Carta do Achamento do Brasil Pêro Vaz de Caminha foi o escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral. Nobre portuense nascido em meados do século XV, era um homem culto e erudito. Com o prestígio e a confiança conquistados após décadas ao serviço da Casa Real, era responsável, como escrivão, por redigir os documentos que relatavam as maiores ocorrências no vasto Império Português, reportando diretamente ao Rei de Portugal.
A sua Carta a El-Rei D. Manuel Sobre o Achamento do Brasil é um marco histórico, não só porque foi o primeiro documento escrito sobre aquele território, como também pelo relato surpreendente que faz sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Nela, o escrivão narra a «descoberta» de uma nova terra, que ele nomeia como Ilha de Vera Cruz, dando detalhes ricos e deslumbrados sobre a viagem, o desembarque, o contacto com os indígenas e os seus costumes, as possibilidades económicas e religiosas para o nosso país na América. Trata-se de um relato histórico narrado na primeira pessoa e com um estilo de escrita fascinante.
Após ter sido entregue ao rei, a carta foi tratada como segredo de Estado e permaneceu guardada na Torre do Tombo até ser encontrada no século XVIII. Passados mais de 500 anos, brinda-nos com esta espécie de viagem no tempo a um mundo novo. VER MAIS »








  A Conquista do Brasil – 1500-1600 A Conquista do Brasil não foi um processo nem fácil nem pacífico. Após a chegada da frota comandada por Pedro Álvares Cabral, a 22 de abril de 1500, às terras do atual Sul da Baía, seguiram-se tempos tumultuosos. Thales Guaracy deixa claro neste livro que não se tratou de uma descoberta, nem de uma ocupação ou colonização, mas sim de uma conquista ao longo de um século marcado por lutas violentas. O autor recorreu a documentos originais e a relatos de jesuítas e viajantes para traçar um relato claro, vívido e realista da história da fundação do Brasil. Desfaz tanto mitos idealistas como preconceitos atuais em relação aos conquistadores e fá-lo apoiando-se em personagens que realmente existiram. Conta-nos a vida de João Ramalho, um desterrado português que esteve na origem de uma dinastia de mestiços caçadores de escravos; personifica, num padre gago, os jesuítas enquanto implacáveis inquisidores; e dá voz aos líderes indígenas que resistiam a tudo isso, entre os quais o cacique Cunhambebe, aliado dos franceses, que ficou célebre por devorar os seus inimigos. Da natureza selvagem e inóspita às bases do Brasil, esta é uma história com muito para desbravar. VER MAIS » Os Fundadores Quando falamos em independência do Brasil, a figura histórica que nos vem à mente é D. Pedro, I do Brasil, IV de Portugal. E é-o justamente, porque «toda a obra dos vencedores da emancipação estava na dependência inevitável de um elemento fulcral: o imperador», como refere Lucas Berlanza Corrêa. Mas houve outros responsáveis pelo nascimento do Brasil, que devem igualmente ser evocados enquanto seus Fundadores. Neste livro, eles são personagens com sentimentos, dilemas e sonhos. As suas ideias e ações abriram horizontes, cimentaram a independência do Brasil. Além do imperador e de José Bonifácio, o conimbricense considerado patriarca da independência, moveram-se neste palco um conservador (Visconde de Cairu), um revolucionário (o maçon Gonçalves Ledo), uma imperatriz (Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro) e uma guerreira (a baiana Maria Quitéria). ~
Com esta nova abordagem, o autor contribui para o reencontro dos contemporâneos e das gerações por vir com as lições aprendidas que aproveitam os aspetos positivos dos antigos. Para que o Brasil possa ser «ele mesmo e melhor». VER MAIS » 1822 E chegamos enfim ao ano da grande mudança: 1822. A 7 de setembro desse ano, no sítio de Ipiranga, província de São Paulo, o príncipe regente D. Pedro de Alcântara proclama a separação do Brasil do Reino de Portugal, ao grito de «Independência ou Morte!». Mas qual seria a viabilidade do Brasil como nação independente e soberana? Da sua população de 4,5 milhões de habitantes, mais de metade era composta por indígenas (800 mil), africanos escravizados (1,2 milhões) e grupos resultantes da miscigenação entre os grupos anteriores (1,5 milhões). A minoria branca temia, por isso, uma revolução por parte daqueles que mantinha cativos. Num território tão imenso, as províncias sofriam de isolamento e rivalizavam entre si, pairando no ar a ameaça de uma guerra civil. Ao regressar a Portugal, D. João VI deixa o Estado de cofres vazios, falido. Para contrariar os maus auspícios, foram fundamentais as lideranças que assumiram as rédeas da nova nação brasileira.
Laurentino Gomes, autor deste livro, é um profundo conhecedor do processo de nascimento do Brasil, tendo escrito também as obras 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, e 1889, sobre a Proclamação da República no Brasil. Uma trilogia fundamental para compreender a História luso-brasileira. VER MAIS »

Carta do Achamento do Brasil

de Pêro Vaz de Caminha

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897026355
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: junho de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 208 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros Brancos
Classificação Temática: Livros em Português > História > História do Brasil
EAN: 9789897026355

Uma carta histórica

Guilherme Godinho

Não. Isto não é apenas um livro. É a carta que Pero Vaz de Caminha escreveu a D. Manuel que relata algo que hoje só seria comparável com um relato de uma chegada a um novo planeta, um encontro com gente nunca antes conhecida. Vaz de Caminha descreve tudo com uma visão por vezes ingénua, outras vezes interesseira - afinal de contas existia a componente económica e política da expansão - mas até nessa consciência do que daquele encontro pode advir, há maravilhamento para quem o lê.

SOBRE O AUTOR

Pêro Vaz de Caminha

Pêro Vaz de Caminha nasceu em meados do século XV, presumivelmente no Porto, e terá morrido em combate em Calecut, na Índia, em 1500. Ocupou posições de relevo na cidade onde nasceu, tendo participado na Batalha de Toro. Foi Mestre da Balança da Casa da Moeda do Porto e participou nas sessões da Câmara onde foi incumbido de redigir os capítulos a serem apresentados à Corte.

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