Carta a um Herói Estúpido

de Fernando Pessoa
Editor: Ática, fevereiro de 2010 ‧
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"A carta de Pessoa ao «simples tenente» Aragão, que na altura tinha 24 anos, pode ser estudada sob perspectivas teóricas que dêem especial atenção às críticas à Monarquia («um regime de ladrões e incompetentes»), à Primeira República («a loja de quinquilharia desta pré-República»), a Afonso Costa («Doloso de porta-aberta»), à revolução de 14 de Maio de 1915 (sobre a qual estava a preparar um «livro») e as ideias sobre patriotismo e identidade nacional que Pessoa expõe nos fregmentos conhecidos da carta."
(Do prefácio de Jerónimo Pizarro)

"Perdemos a noção das proporções. Ainda há pouco profanavam o nome de Nun' Álvares na pessoa aliás simpática, de Paiva Couceiro. Antes disso uns meliantes quaiquer pintavam o nome de Pombal nas democráticas costas de Costa. E esse tamanho sub-Clemenceau impou da glória da alcunha. As bestas que nos governanm e as hipo-bestas que escrevem naqueles erros de ... chamados os nossos jornais não têm obscura intuição da diferença entre um criador de civilizações e um mero soldado valente."

Carta a um Herói Estúpido

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726172253
Editor: Ática
Data de Lançamento: fevereiro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 113 x 188 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Pequenos Textos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789726172253

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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