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Cancioneiro Alegre de Poetas Portugueses e Brasileiros - Volume II

Volume II

de Camilo Castelo Branco
Editor: Publicações Europa-América, dezembro de 1985 ‧
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A poesia sentimental acabou. Devia naturalmente acabar assim que o amor se julgou supérfluo no casamento do vate.

«Eram, noutro tempo, os poetas uns amadores vitalícios que cantavam e amavam todas as meninas de uma ou duas freguesias; mas não casavam com elas. Enfeitavam-nas de flores para maridos maganões que sorriam deles com uma piedade quase benévola, e os tratavam com excesso de delicadeza, até ao requinte de os porem na rua com poucas bengaladas. Os maridos, às vezes, quando os poetas bisavam os seus cantares, faziam no espinhaço das esposas o compasso. Isto Soube-se; a desordem da família constou cá fora, e o lirismo começou a cair como imortal.»

Cancioneiro Alegre de Poetas Portugueses e Brasileiros - Volume II

Volume II

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 5601072408975
Editor: Publicações Europa-América
Data de Lançamento: dezembro de 1985
Idioma: Português
Dimensões: 115 x 180 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros de Bolso / Série Grandes Obras
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 5601072408975

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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