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Boa Noite, Senhor Soares

de Mário Cláudio
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, maio de 2008 ‧
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Um livro para os apaixonados por Fernando Pessoa e os seus heterónimos.

«Narrativa com exemplar e coerente sucessão episódica, na reprodução minuciosa da diacronia histórico-social, "Boa Noite, Senhor Soares" retoma o melhor das narrativas breves de Mário Cláudio, sobretudo as de "Itinerários" (1993), recriando a imensa sombra de Fernando Pessoa (em especial a de Pessoa-Bernardo Soares e do microcosmo do "Livro do Desassossego"), sempre em termos duma crónica lisboeta que oscila constantemente entre o familiar e o estranho.»
Álvaro Manuel Machado, Expresso

«Mário Cláudio escolhe Bernardo Soares e publica agora uma impecável novela sobre a sociedade portuguesa em 1931.»
Pedro Mexia, Público

«A minha maior surpresa aconteceu porém numa tarde em que estávamos apenas os dois no escritório, e o senhor Soares saiu sem uma palavra, deixando-me sobre a secretária um barquinho de almaço pautado, e com este nome no casco, desenhado a lápis, António.»

Boa Noite, Senhor Soares

de Mário Cláudio

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722036320
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: maio de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 237 x 10 mm
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Autores de Língua Portuguesa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722036320

Até amanhã, Senhor Soares

Garcia Silveiro (2021)

Uma novela que nos leva de volta ao mundo de Pessoa, ou, neste caso, do seu mais próximo heterónimo, Bernardo Soares. Um mundo aqui exemplarmente ficcionado por Mário Cláudio, que em poucas páginas atrai-nos para esta mixórdia de episódios entusiasmantes. Um bom livro. Mas especialmente um muito bom fim.

Revisitação da heteronímia

Gil Ismael Braga Monteiro

Mário Cláudio oferece-nos,neste breve romance, uma revisitação ao semi-heterónimo de Fernando Pessoa - Bernardo Soares. O leitor é levado ao escritório do "patrão Vasques", como é descrito no Livro do Desassossego e, numa narrativa cuidada, arguta, Cláudio oferece-lhe uma revisitação do quotidiano do semi-heterónimo pessoano, seu "empregado", que é, ao mesmo tempo, uma revisitação (literariamente trabalhada) da prosa maior do poeta modernista.

Bernardo Soares de palavras e sangue

José Vieira

Entrar nesta narrativa de Mário Cláudio é conhecer o outro lado de Bernardo Soares: o lado humano, dos afetos simples e bons e ao mesmo tempo imperfeitamente perfeitos, apanágio de alguém que, apesar de ser visto como um poeta, sente e vive como o comum dos mortais. Uma novela que surge como uma narrativa, a primeira, de uma trilogia a haver. Leitura obrigatória para os pessoalómenos!

A humanização de Bernardo Soares

José Vieira

Uma novela comovente e aliciante, que leva o leitor até à empresa Vasques e Cª., local onde o jovem narrador irá encontrar Bernardo Soares, um tradutor de cartas comerciais e escritor do Livro de Razão. Nesta narrativa estamos perante a humanização completa de Bernardo Soares e, por sua vez, de Fernando Pessoa, através dos espaços vazios encontrados naquele que é um dos mais belos textos escritos em prosa do nosso Modernismo: o Livro do Desassossego.

SOBRE O AUTOR

Mário Cláudio

Mário Cláudio nasceu no Porto. Ficcionista, poeta, dramaturgo e ensaísta, é formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista, da Faculdade de Letras da mesma Universidade, e Master of Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.
É autor de uma vasta e multifacetada obra que abarca a ficção, a crónica, a poesia, a dramaturgia, o ensaio, a literatura infantojuvenil, e se encontra traduzida em várias línguas. Foi galardoado com, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores-DGLAB (atribuído por três vezes), o Prémio PEN Clube, o Prémio Eça de Queiroz, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Literário Fernando Namora e o Prémio Pessoa, sendo igualmente titular de várias condecorações nacionais e estrangeiras. Em 2019 foi-lhe atribuído o título de Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a Sociedade Portuguesa de Autores apresentou-o recentemente como candidato ao Prémio Nobel de Literatura.
A sua obra ficcional, não raro composta por trilogias, inclui títulos como Amadeo, Guilhermina, Rosa, Gémeos, Camilo Broca, Tiago Veiga: Uma Biografia, Retrato de Rapaz, Astronomia, Tríptico da Salvação, Teoria das Nuvens e Diário Incontínuo.

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