Bartleby, o Escrivão

de Herman Melville
Editor: Editorial Presença, outubro de 2009 ‧
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Bartleby é um escrivão de Wall Street, empregado no escritório de um advogado e que se recusa a executar qualquer tipo de trabalho, permanecendo todo o dia com o olhar fixado na parede do prédio em frente ao do escritório. Quando os clientes da firma vêem as suas vidas afectadas pelo comportamento enervante e descabido de Bartleby, o director do escritório decide mudar toda a firma de prédio em vez de despedir Bartleby, que se demonstrou indisponível para abandonar a sua carreira. Mas Bartleby recusa-se igualmente a sair do edifício e acaba por ser preso por ocupação ilegal. O narrador, sentindo-se de certa forma responsável pelo cárcere de Bartleby, visita-o, mas apenas para o encontrar morto.

«No segundo decénio do nosso século, Franz Kafka criou uma forma notável do género fantástico em cujas páginas inesquecíveis o inacreditável assenta mais no comportamento das personagens do que nos factos. Assim, em O Processo (Der Prozess) o protagonista vê-se julgado e executado por um tribunal destituído de qualquer autoridade, cujo rigor aceita sem o mínimo protesto. Melville, mais de meio século antes, cria o estranho caso de O Escrivão Bartleby, que não só age de forma contrária a toda a lógica, como constrange os outros a tornarem-se seus desalentados cúmplices.»
Jorge Luis Borges

Bartleby, o Escrivão

de Herman Melville

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722342414
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: outubro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 119 x 223 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Biblioteca de Babel
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura Fantástica
EAN: 9789722342414

Um pequeno grande livro

Dália Antunes

Bartleby é uma personagem inesquecível. Aparenta viver num limbo, num mundo de vazio e de solidão. Mas desafia-nos a questionar a nossa vida e, em última análise, o sentido da existência humana ou o que dela fazemos. Um livro a que se deve voltar uma e outra vez.

um livro para ler e reler muitas vezes!

Luís Nuno Barbosa

um livro que nos confronta com as incongruências em que vivemos a nossa existência. uma personagem maior da história da literatura universal, num livro muito pequeno, mas pleno, que importa ler e reler.

Marcante

Proença

O verdadeiro selo de qualidade é atribuído por Jorge Luís Borges, que incluiu esta obra na sua Biblioteca de Literatura Fantástica. Digo com toda a certeza que Bartleby é inesquecível e uma das grandes personagens da literatura universal. Uma daquelas que não abandonam ninguém que leia o livro. Um grande, grande pequeno livro de Melville.

SOBRE O AUTOR

Herman Melville

Herman Melville (1819-1891) foi um dos mais importantes romancistas da literatura norte-americana; foi também contista, ensaísta e poeta, com mais de 30 obras publicadas. Melville, cujo nome qualquer leitor reconhece de «Moby Dick», a história da perseguição à grande baleia branca, nasceu no seio de uma família de grande prestígio, mas com grandes dificuldades económicas, que os pais esconderam a Herman e aos seus sete irmãos. O pai sofria de desequilíbrios emocionais graves e havia na família divergências religiosas. Herman e os irmãos acompanharam os pais para várias cidades americanas sempre que estes tentavam refazer a sua vida, e a sua educação foi feita em diversas escolas. Teve vários trabalhos em escritórios e lojas, e de 1839 a 1844 foi marinheiro embarcado em diversos navios. Nos cinco anos que se seguiram publicou grande parte dos seus livros, inspirados na sua experiência marítima, e viu a crítica e sobretudo o público reconhecer-lhe os méritos. Inicia uma correspondência e amizade profícuas com o escritor Nathaniel Hawthorne e publica a sua obra-prima «Moby Dick» em 1851 (primeiro em Inglaterra e só depois nos Estados Unidos). A partir desses anos, Melville, que casara e planeara viver da escrita, cai no esquecimento do público e até ao fim da vida tem de aceitar diversos trabalhos para sobreviver. Só após a sua morte, e aquando do centenário do seu nascimento, é que a crítica redescobre o autor e o seu génio e Melville passa a integrar o panteão dos grandes nomes das letras universais.

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