Auto-de-Fé
SINOPSE
Escrito no final do primeiro vinténio do século XX, retrato de uma sociedade em desintegração, Auto-de-Fé é o primeiro e único romance de Elias Canetti. Obra magistral, verdadeira Comédia Humana da loucura, catapultou este escritor de génio forte e individual para a categoria dos principais autores europeus, ao lado de Robert Musil, Hermann Broch e Karl Kraus.
Misantropo, solitário, excêntrico, Peter Kien, erudito especialista em sinologia, é o proprietário da maior biblioteca da cidade, que ocupa todo o espaço do seu apartamento. É aqui que este ser extremo, inteiramente composto de livros, se refugia, evitando todo e qualquer contacto com o mundo. O ponto de viragem da sua vida é o casamento com Teresa, a sua governanta, ignorante e ávida. Expulso da sua própria casa, Kien será então obrigado a travar conhecimento com inúmeras personagens do mundo exterior, que o acompanharão neste longo exílio.
CRÍTICAS
«O tom de comédia desprovido de remorsos ajuda a construir um dos mundos mais envolventes do século XX.»
Salman Rushdie
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Obra-prima de ficção narrativa de um enorme e inclassificável escritor de língua alemã.»
António Guerreiro, Público
«Intenso, provocador, brilhante... Canetti abarca toda a história humana.»
Time
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897871061 |
| Editor: | Cavalo de Ferro |
| Data de Lançamento: | julho de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 222 x 38 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 560 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Outras Formas Literárias
|
| EAN: | 9789897871061 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Salto de fé
Gonçalo Gomes
A história de um académico que, incapaz de lidar com o mundo real, se perde no seu trabalho, ao mesmo tempo que é ultrapassado por traços pouco agradáveis do que pode ser entendido como a condição humana. Uma obra com traços quase existencialistas, reflexo do seu tempo de publicação, à beira de um dos maiores desastres da Humanidade...
O que é a erudição?
Rui
Um livro que nos deixa a pensar muito para lá do momento em que o terminamos de ler. É daqueles (bons) livros que exige do leitor a sua atenção e o seu espírito crítico, incluindo aquele desconforto que se sente quando não sabe se se entendeu em plenitude um determinado momento-chave (o “auto-de-fé” que dá título ao livro), por ser um momento tão forte, inesperado e chocante, e cuja compreensão mora em morada tão indefinida como a própria objetividade do ato. Através das abundantes páginas que constituem este tomo – é um livro que requer bastante fôlego – assistimos, talvez com muita incredulidade mas não menos deleite, ao aparecimento de personagens marcantes, com personalidades exuberantes e até grotescas, conduzindo-nos por caminhos tortuosos e mostrando-nos o absurdo de algumas dicotomias como: erudição/analfabetismo, ciência/arte, avareza/desapego, misantropia/filantropia, entre muitas outras. Não sendo o livro que mais prazer me deu ler (especialmente em alguns momentos), é certamente um livro que não vou esquecer, por ser um livro que faz aquilo que qualquer bom livro deve fazer: pôr o leitor a pensar e a questionar os seus valores.
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
A Honra Perdida de Katharina Blum10%Cavalo de Ferro14,35€ 10% CARTÃO
-
A Maldição de Hill House10%Cavalo de Ferro16,65€ 10% CARTÃOportes grátis