As Origens de Portugal

História contada a uma criança

de Rómulo de Carvalho
Editor: Fundação Calouste Gulbenkian, dezembro de 2001 ‧
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Em As Origens de Portugal - História contada a uma criança de Rómulo de Carvalho tem o leitor nas mãos um trabalho que o autor e a génese tornam excecional. Escrito e ilustrado por um jovem professor liceal, no Portugal da década de 1940, em pleno crepitar da Segunda Guerra Mundial, quando a bandeira oficial da Alemanha ostentava a cruz suástica e, em Lisboa, se ensaiava sem convicção a defesa contra ataques aéreos.

O jovem professor de física e química, com interesses intelectuais muito mais vastos, era pai de uma criança de sete anos acabada de entrar na escola primária. Foi esse filho o destinatário e de algum modo terá sido também pretexto amável para um trabalho que exprime com enternecedora simplicidade uma visão da vida e do mundo e reflete, no conteúdo e na forma, as preocupações didáticas do educador.

Leva o autor o seu jovem pupilo numa breve viagem às terras onde nasceu Portugal, de visita aos povos que aí viveram, trabalharam e lutaram, apresentando-lhe, com grande à vontade, homens de carne e osso, fidalgos, clérigos e plebeus, o rei, o papa, chefes e subordinados, ricos e pobres, um chamado Viriato, outro Afonso, outro Sancho, os primeiros destes nomes que reinaram em Portugal. Na expressão e no movimento do relato, alegre, às vezes jocoso, mas também sério e profundo quando apropriado, adivinha-se o mestre e o aluno de mãos dadas, palmilhando a história, respeitosa e comovidamente.

Estamos perante um divertimento magistral a que a ausência da intenção de publicar terá dado um sabor especial. Há sim a intenção clara de abrir janelas sobre o mundo, a história e a vida dos homens com uma abordagem abrangente, animada por variadas excursões à volta do tema central sobre o qual se discorre, deixando entrever a formação humanista que conhece e reconhece a ciência, sem preconceito, como elemento da unidade do mundo.

No plano educativo, o texto vale muito pelos valores que procura transmitir, como: humildade perante o saber, amor à verdade (mesmo se desagradável), disciplina e trabalho, como atividade social, respeito pela diversidade e pela liberdade de consciência.

(Do Prefácio de Frederico Gama Carvalho)

As Origens de Portugal

História contada a uma criança

de Rómulo de Carvalho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723111521
Editor: Fundação Calouste Gulbenkian
Data de Lançamento: dezembro de 2001
Idioma: Português
Dimensões: 227 x 320 x 32 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 250
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789723111521

SOBRE O AUTOR

Rómulo de Carvalho

Rómulo Vasco da Gama Carvalho nasceu em Lisboa em 1906 e faleceu na mesma cidade, em 1997.
Poeta, autor dramático, cientista e historiador, formado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Porto. Com o seu nome próprio, Rómulo de Carvalho é autor de numerosos volumes de divulgação da cultura científica, publicados, nos anos 50 e 60, na colecção "Ciência para gente nova", da Atlântida nos anos 70, nos "Cadernos de iniciação científica", da Sá da Costa, a que seguiriam nas décadas posteriores vários manuais escolares. Ainda neste domínio, desenvolveu trabalhos de investigação sobre a história da ciência em Portugal. Como poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão, é contemporâneo da geração de "Presença", mas só se revelou na segunda metade do século, sendo saudado, no momento da sua revelação, por David Mourão-Ferreira como uma voz "inteiramente nova" no panorama poético dos anos 50 (cf. Vinte Poetas Contemporâneos , 2.a ed., Lisboa, Ática, 1980, pp. 149-153). Para essa originalidade concorriam, entre outros traços, a incorporação das tradições do primeiro e segundo modernismos, a opção por um estilo rigorosamente cadenciado e ritmado, a expressão da inquietação e angústia colectivas do Homem do pós-guerra ou o recurso frequente a uma terminologia ou imagística provenientes do domínio científico. Jorge de Sena (cf. estudo introdutório à segunda edição de Poesias Completas , Lisboa, Portugália, 1968) e Fernando J. B. Martinho (cf. Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50 , Lisboa, Colibri, 1996, pp. 428-433) assinalam na poesia de António Gedeão a recorrência de dispositivos retóricos que permitem considerar no âmbito de um neobarroquismo a poesia do autor de Movimento Perpétuo.
Vários dos seus poemas foram também divulgados através da música, como, por exemplo, Calçada de Carriche, Fala do Homem Nascido, Lágrima de Preta e Pedra Filosofal , tendo este último, composto e cantado por Manuel Freire, obtido um sucesso invulgar.

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