As Horas Nuas

de Lygia Fagundes Telles

Livro eBook
editor: Editorial Presença, setembro de 2005
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PRÉMIO CAMÕES 2005

Lygia Fagundes Telles foi a grande vencedora do Prémio Camões, edição 2005, agraciada pelo contributo que impulsionou à cultura portuguesa. Aos 82 anos e ao longo de uma carreira marcada pela atribuição de inúmeros galardões, Lygia afirma: "Eu escrevo sobre a condição humana. A loucura, o amor, a morte". O romance As Horas Nuas, que agora é publicado com a chancela da Editorial Presença reúne esses elementos num enredo perturbador. Publicado originalmente em 1989, é um dos mais marcantes romances da autora. As personagens centrais são Rosa Ambrósio, uma excêntrica e decadente actriz que luta contra a dor das suas memórias, no meio do álcool e a solidão, e Rahul, um gato que um dia foi um jovem poeta do Império Romano, um atleta, corredor olímpico em algum tempo que ele não consegue detectar. Os sonhos e os pensamentos de Rosa misturam-se com os do gato, na voz da fiel empregada Dionísia. Lygia aborda temáticas como a frivolidade colectiva, loucura, abandono, solidão, desencontro, dor, mas também felicidade, crescimento e evolução. Uma obra em que as matizes da condição humana são descritas com uma profundidade subtil e magistralmente encantatória, sob a pena de uma mestre da palavra.

"Recentemente, estava eu a folhear alguns dos livros de Lygia Fagundes Telles que desde há muito me acompanham na vida, a afagar com os olhos páginas tantas vezes soberbas, quando me detive nessa verdadeira obra-prima que é o conto Pomba Enamorada. Reli-o uma vez mais, palavra a palavra, sílaba a sílaba, saboreando ao de leve a pungente amargura daquele mel."
José Saramago

"Lygia Fagundes Telles teve finalmente o Prémio Camões, que há muito merecia, pela infinita riqueza da sua obra literária, tão brasileira e universal, tão subtil e mágica, tão realista na análise social e na indagação do mais fundo e contraditório dos seres humanos."
Urbano Tavares Rodrigues

"O estilo de Lygia Fagundes Telles é subtilmente melancólico, sagaz na maneira como analisa o universo da infância e adolescência ou aspectos da vida urbana."
Vasco Graça Moura

"Por sorte, lá está ela, essa Rosa Ambrósio, louca e deslumbrante nas páginas de um livro: para sempre."
Le Monde

"Um gato omnisciente atravessa o romance e as consciências. No seu pêlo ondula a metáfora da escrita, o poder misterioso do imaginário, do sonho. Um romance irónico e feroz."
Télérama, Paris

"Os hálitos são pesados num mundo onde o ser vai perdendo a sua leveza. No final do drama, quase no final do tempo, o gato - aquele que às vezes fala até demais, como informa a empregada - esse gato não diz nada. Iluminando com reflexos cruéis o seu olho de ouro…"
L'Express

"O estilo narrativo de Lygia Fagundes Telles é inconfundível, em As Horas Nuas alcança o ponto de mestria, conforme perceberá o leitor mais sensível aos valores da forma."
O Estado de São Paulo

As Horas Nuas

de Lygia Fagundes Telles

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722334549
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: setembro de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 228 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722334549
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles, (19/04/1923), São Paulo. Filha do advogado Durval de Azevedo Fagundes e da pianista Maria do Rosário Jardim de Moura regista as primeiras histórias em cadernos escolares. Em 1938, numa edição financiada pelo seu pai, publica o primeiro livro Porão e Sobrado, que integra 12 contos. Inicia o curso de Direito e conclui a formação em Educação Física. Na Academia de Letras da Faculdade participa em conferências e mesas redondas e é apresentada a escritores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade e conhece o crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, com quem viria a casar 20 anos depois. Colabora nos jornais académicos Arcádia e O Libertador. Publica o segundo livro de contos, Praia Viva, em 1944. Adquire o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Universidade de São Paulo, em 1946. Em 1950 casa-se com o jurista e ensaísta Goffredo da Silva Telles, seu ex-professor de Direito, do qual se viria a separar 10 anos mais tarde. Em 1952 publica o primeiro romance intitulado Ciranda de Pedra, que seria adaptado à televisão pela rede Globo em 1981. O segundo romance, Verão No Aquário, é dado à estampa em 1963. Um ano mais tarde lança a colectânea de contos Histórias Escolhidas. O seu terceiro romance, As Meninas, chega em 1973 e vence três prémios, subindo ao grande ecrã em 1996. Em 1989 lança o quarto romance, As Horas Nuas. No ano de 2005 é agraciada com o Prémio Camões, o mais importante em língua portuguesa, no valor de 100 mil euros.

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