As Duas Fontes da Moral e da Religião

de Henri Bergson
Editor: Edições Almedina, abril de 2005 ‧

NOTA DE APRESENTAÇÃO
Se é verdade que "quando se trata do pensamento (...) é tanto maior a obra feita - que não coincide de modo algum com a extensão e o número dos escritos - quanto mais rico for, nessa obra, o impensado, isto é, o que através dessa obra e somente através dela vem até nós como nunca antes pensado", a obra de Henri Bergson (18/10/1859 - 03/01/1941) deve ser procurada entre as maiores. De facto, sob os diversos esquecimentos, incompreensões e silêncios de que foi alvo a sua filosofia (tanto mais estridentes quanto viva foi a presença de Bergson na vida intelectual do seu tempo), nunca esta deixou de ser palavra viva. Prova-o, por exemplo, o início da publicação dos Études bergsoniennes sete anos após a sua morte (primeiro na editora Albin Michel, depois na P.U.F.), a realização do Colóquio Internacional "Bergson et nous" em 1959 (comemorando o centenário do seu nascimento), o texto de Deleuze de 1966 (confirmando uma dívida insolúvel), o reconhecimento da sua influência por parte das ciências cognitivas, o interesse da neuro-filosofia, a leitura da fenomenologia contemporânea que o reclama como mestre, ou a meditação hermenêutica de P. Ricoeur que, reconhecendo a impossibilidade de pensar o tempo e a sua estrutura narrativa no esquecimento da textura fundadora da memória, regressa a Bergson para poder pensar a memória, a história e o esquecimento. Este regresso tornará claro a que ponto numa época de crise profunda da memória, patente na obliteração das vivências significativas, no depauperamento da curiosidade espiritual e na incompreensão da diferença, chama a pensar, com renovado vigor, a meditação desse "judeu ilustre" para quem "a nossa relação com a verdade passa pelos outros" e se forja na emoção vivida da plenitude do tempo reencontrado.

Índice
Capítulo I - A Obrigação Moral
Capítulo II - A Religião Estática
Capítulo III - A Religião Dinâmica
Capítulo IV - Observações Finais Mecânica e Mística

As Duas Fontes da Moral e da Religião

de Henri Bergson

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724019628
Editor: Edições Almedina
Data de Lançamento: abril de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 229 x 14 mm
Páginas: 264
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Religião e Moral > Ciência e História das Religiões
EAN: 9789724019628
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Henri Bergson

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1927

Filósofo francês nascido a 18 de outubro de 1859, em Paris, e falecido a 3 de janeiro de 1941, na mesma cidade. Entre 1877 e 1881 estudou na École Normale Supérieure e tirou o doutoramento em 1889, tornando-se professor no Collège de France. A sua tese de doutoramento foi escrita em latim e intitulava-se Quid Aristoteles de loco senserit. No mesmo ano, publicou a sua primeira obra: Essai sur les Données Immédiates de Conscience. Após a publicação da sua segunda obra, Matière et Mémoire, e de Le Rire: Essai sur la Significance du Comique, ambas em 1900, obteve a categoria de professor catedrático no estabelecimento onde já lecionava. Em 1914 torna-se membro da Academia Francesa e em 1927 foi galardoado com o prémio Nobel da Literatura.
Foi o primeiro a elaborar aquilo que viria a ser chamado o "processo filosófico", que rejeita os valores estáticos em favor dos valores do movimento, da mudança e evolução. Acreditou que o tempo muda e que o desenvolvimento era a essência da realidade. Foi um mestre do estilo literário, pela forma como utilizava a metáfora, a imagem e a analogia nas suas exposições sobre a vida.
Foi autor de outras obras importantes, como Introdution à la Métaphysique (1903), L'Evolution Créatrice (1907), L'Énergie Spirituelle (1919), Durée et Simultanéité à Propôs de la Théorie D'Einstein (1921), entre outras.

Henri Bergson. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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