As Botas de Mussolini

de Gonçalo M. Tavares
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2023 ‧
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Prosa sonoramente pensada e partida para ser lida em voz semialta, como a define Gonçalo M. Tavares, eis o livro As Botas de Mussolini.
Livro que é o início de uma História Fragmentada do Mundo e que parte da análise de notícias do século XXI e da memória de personagens e factos históricos.

Nas suas páginas aparece Robespierre, um dos expoentes da Revolução Francesa; Turing, génio do detalhe e dos números; a mão do jovem pintor Hitler e a biografia da sua sobrinha, Geli Raubal, por quem o ditador se terá apaixonado; o grande incêndio em 1923, em Tóquio, e a voz do imperador Hirohito do Japão, quando, pela rádio, decretou a rendição do seu país; a tragédia do arquiteto Frank Lloyd Wright e as loucuras do saltimbanco Joseph L. Greenstein, que vagueou pelas feiras americanas do século xx; a vida turbulenta de Malcolm X; o reator atómico de Enrico Fermi, ligado à bomba atómica; a veloz tragédia de Marilyn Monroe; e o imponente dedo de Tito, presidente da Jugoslávia; o dia em que o Muro de Berlim foi erguido e o sanatório de Nietzsche; o julgamento de um nazi, em 2020, já com 93 anos; e as altas botas de Mussolini, o ditador italiano. São flashes, pequenos fragmentos, apontamentos.

As Botas de Mussolini

de Gonçalo M. Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897834035
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 235 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789897834035

SOBRE O AUTOR

Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares é autor de uma vasta obra que está a ser traduzida em mais de sessenta países. A sua linguagem em rutura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da atualidade. Recentemente, Le Quartier (O Bairro), de Gonçalo M. Tavares, recebeu o prestigioso Prix Laure-Bataillon 2021, atribuído ao melhor livro traduzido em França, sucedendo assim à Nobel da Literatura Olga Tokarczuk, que recebeu este prémio em 2019, e ao escritor catalão Miquel de Palol. Ainda em 2021, O Osso do Meio foi também distinguido no Oceanos, um dos mais relevantes prémios de língua portuguesa. De entre a sua vasta bibliografia, vinte e duas das suas obras já foram distinguidas, em diversos países. Foi seis vezes finalista do prémio Oceanos, tendo sido premiado três vezes. Foi ainda duas vezes finalista do Prix Médicis e duas vezes finalista do Prix Femina, entre outras distinções de relevo, como o Prix du Meilleur Livre Étranger em 2010. Saramago vaticinou-lhe o Prémio Nobel. Vasco Graça Moura escreveu que Uma Viagem à Índia dará ainda que falar dentro de cem anos. A The New Yorker afirmou que, tal como em Kafka e Beckett, Gonçalo M. Tavares mostrava que a «lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão».

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