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Armadilha

de Rui Nunes
Editor: Relógio D'Água, maio de 2013 ‧
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E à integridade chama-se beleza. Ao que explora olhos, ouvidos, dedos, corpos. E nessa exploração deixa o rasto, o rosto?, do inacabado. O que sabemos? Sabemos? Talvez só desencontros. Por vezes, um nome que não se deixa dizer:
:
Du sollst zum Aug der Fremden sagen: Sei das Wasser.
:
Os olhos da estrangeira perdem, perdem-se, e crescem, crescem, tornam-se tudo:
o abandono do próprio esquecimento?
a hesitação de uma frase?
:
Só o que morre pode ser dito:
qualquer condenado é a fonte de uma palavra imensa.

o animal peregrino constrói a eternidade em cada desencontro.
E depois afasta-se pelo alcatrão esburacado.
Nunca. Ou quase.
São assim os subúrbios.

Armadilha

de Rui Nunes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896413569
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: maio de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896413569

Excepcional

Shikibu

Este senhor é um escritor a sério. Infelizmente muito pouco divulgado, uma pena. Como o comentário acima refere, não haverá mais obras, uma vez que estando à beira da cegueira e achando que nada mais tem a dizer encerrou a carreira literária.

A não perder.

Rui Silva

Com este livro, o escritor encerra a sua trilogia iniciada em 2011 com "A mão do Oleiro" e "Barro", em 2012, e talvez encerre aqui também a sua atividade literária, já que, com 66 anos de idade, o escritor se encontra à beira da cegueira e afirma que já "disse tudo o que tinha para dizer". Com mais de 20 obras escritas, este é um escritor que toda a gente devia descobrir. Para mim, embora desconhecido pela maior parte dos leitores, é dos melhores que já li. Recomendo vivamente.

SOBRE O AUTOR

Rui Nunes

Escritor português e professor de Filosofia, Rui Nunes nascido em novembro de 1947. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa e enveredou pela atividade de escritor em paralelo com a de professor de Filosofia, na Escola Secundária Rainha D. Amélia, em Lisboa.
Na década de 60, passou pelos jornais, tendo visto censurados muitos dos trabalhos.
Com muitas dificuldades, publicou o seu primeiro livro As Margens em 1968, tendo que suportar as despesas da edição. Contudo, a sua atividade literária só assume continuidade a partir de 1976, quando, depois de ter regressado da Austrália, em 1974, publica Sauromaquia.
Imprimindo à sua escrita um discurso de características próprias, Rui Nunes não nega a influência de escritores que a vida lhe foi permitindo conhecer, nomeadamente Kafka. Temas como a dor, a doença e a morte são recorrentes nos seus livros.
Porém, e apesar desta temática recorrente que flui na sua obra, o autor assume o ato de escrita como uma forma de sublimar a dor e com preciosos e comprovados (por ele) poderes terapêuticos. Por isso, gosta e tem prazer em escrever.
Leitor da obra de Agustina Bessa-Luís, Maria Velho da Costa, Maria Gabriela Llansol e de José Saramago, entre outros. Rui Nunes aprecia também outros géneros artísticos, nomeadamente o cinema (Bergman) e a música (Barroca e Jazz), admitindo que estes podem suscitar-lhe o gosto pela escrita.
Premiado, em 1992, com o Prémio do Pen Club Português de Ficção, atribuído ao seu livro Osculatriz, os seus novos títulos foram sempre, saudavelmente, apreciados pela crítica literária.
Considerado por Manuel Frias, membro do Júri que atribuiu ao seu livro Grito, em 1998, o Prémio GPRN (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE)), "uma das estrelas mais brilhantes da constelação literária portuguesa - ocultada, tantas vezes pelas nuvens do fácil e do óbvio", Rui Nunes entende que o sucesso de um livro não se prende com a quantidade das vendas, mas sim com o "espaço de cumplicidade" entre autor e leitor que é capaz de criar.

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